Paredes em Transição

O movimento Paredes em Transição é uma rede de amigos que vivem na cidade de Paredes, no Norte de Portugal, que partilham a preocupação de que a debilitante dependência em combustíveis baratos de que a nossa sociedade e economia padecem – e que não está a receber a devida atenção dos vários governos, que parecem actuar na premissa de que o petróleo barato e abundante continuará por cá em perpetuidade – possa vir a resultar em graves e imprevisíveis problemas de que a tecnologia não conseguirá livrar-nos, e que poderão afectar muito negativamente o nosso futuro e o dos nossos filhos. Saiba mais no menu Projecto.

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sábado, 11 de junho de 2011

Aromas da Nossa Terra

Hoje de manhã demos um saltinho à feira de produtos biológicos "Aromas da Nossa Terra", na comunidade vizinha de Penafiel, e foi uma boa surpresa, pela qualidade dos produtos e da apresentação. Esperava ver mais freguesia, mas sendo esta apenas a segunda edição - a primeira foi no Sábado passado, 4 de Junho - acredito que mais pessoas venham a aderir e a encher o largo da Igreja da Misericórdia.

A feirinha, no Largo da Misericórdia.

Mimos, como por cá também se chama às hortícolas.

 Acordeões.
 Tomateiros biológicos para plantar.


 
Bolinhos de azeite biológicos.

Kumquats! Produto do Vale do Sousa. Uma surpresa! 3 € por caixinha. 

Para mim, cada visita a Penafiel é um prazer. Adoro a cidade vizinha, e as suas ruas de traço medieval, os becos, as varandas, o comércio tradicional...  

Aqui, o monumento de homenagem aos soldados penafidelenses que caíram ao serviço da pátria, na Praça Municipal.


Uma varanda florida na Rua Dr. Joaquim Cotta.

Hoje era dia de concentração de acordeões...

Uma antiga padaria especializada em pão-de-ló e bolinhos-de-amor, que infelizmente já fechou.

quinta-feira, 31 de março de 2011

Penafiel recebe formação em Agricultura biológica

Informação de interesse:

Penafiel recebe formação em Agricultura biológica
Autarquia comparticipa formação

A Associação Profissional para o desenvolvimento da Agricultura Biodinâmica e Biológica (AGRIDIN) organiza em Maio de 2011 um curso de Formação em Agricultura Biológica, para os seus associados bem como para o público em geral.
A formação terá lugar na Quinta de Segade, em Penafiel, e pretende proporcionar formação a operadores em Agricultura Biológica ou a interessados no modo de produção biológico que desejem aprofundar os seus conhecimentos e práticas, bem como obter a respectiva certificação. O curso, que terá a duração de 68 horas, será composto pelas componentes práticas e teóricas ,sendo as sessões realizadas aos sábados (todo o dia) e domingo de manhã.

Os produtores que tenham aderido, até à data, ao programa de incentivos à agricultura Biológica, da Câmara Municipal de Penafiel, podem beneficiar de apoio na inscrição, por parte da autarquia.
 

Módulos da formação:
- Introdução à Agricultura Biológica
- Fertilidade e Fertilização do solo
- Protecção das Plantas
- Modo de produção biológico de produtos agrícolas de origem vegetal:
- Modo de produção biológico de animais e de produtos de origem animal:
- Acondicionamento e comercialização
- Controlo e certificação
- Conversão para AB

Mais informações em: http://agridin.org/Agridin/AB.html

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Agricultura biológica no concelho de Penafiel

Notícia retirada do Jornal Verdadeiro Olhar.

Terrenos dedicados à agricultura biológica no concelho vão duplicar

Estimular a agricultura biológica no concelho é o objectivo do projecto lançado pela autarquia penafidelense. No passado domingo, seis novos agricultores decidiram abraçar este modo de produção, tendo assinado protocolo com a autarquia, na Quinta de Segade, em Bustelo.

Através desta parceria, a Câmara pretende encontrar soluções para terras agrícolas abandonadas, criando emprego e dinamizando os produtos locais. O protocolo prevê que a autarquia passe a apoiar, a 50 por cento, a formação na área da agricultura biológica; a prestação de apoio técnico; e a certificação das terras - a 100 por cento no primeiro ano, a 50 por cento no segundo e a 25 por cento no terceiro -, cujo valor pode chegar aos 400 euros por produtor.

Com a adesão destes novos produtores à agricultura biológica o concelho passa a ter oito quintas dedicadas a esta prática. Como explicou Susana Oliveira, vereadora do Desenvolvimento Rural, as terras afectas a este modo de produção passam a ser o dobro – 32 hectares, o que prova que o projecto arrancou "com algum sucesso".

Com os apoios prestados, entre estes o apoio de técnicos da Direcção Regional da Agricultura e Pescas do Norte, a vereadora acredita que o número de produtores interessados possa vir a aumentar. Mas, explicou, isso exige uma mudança de mentalidade. "A agricultura biológica pode ser um instrumento de desenvolvimento sustentado das zonas rurais", garantiu Susana Oliveira.

Produtos com mais qualidade e sabor

Os benefícios dos produtos biológicos são muitos, apontam os novos produtores. Mais qualidade, mais sabor, produtos sem químicos e, por isso, mais saudáveis.

Olga Oliveira, engenheira agrária, foi uma das que aceitou o desafio e está, em Peroselo, a recuperar cinco hectares de terra que estavam abandonados. Acredita que o mais difícil será o escoamento de produtos. "No nosso meio as pessoas não estão mentalizadas para pagar valor acrescentado por um produto biológico", referiu. Também José Maria está a dar vida a terras que estavam por cultivar, em São Martinho de Recezinhos. Já produzem vinho e hortícolas e, apesar de, para já, a produção ser baixa, esperam poder vir a ter um funcionário a tempo inteiro. Em Cabeça Santa, Marinho Rocha, estando desempregado, começou a cultivar terrenos dos avós que estavam abandonados para consumo familiar. Quando soube dos incentivos resolveu aproveitar a oportunidade.

Quinta de Segade já é 100 por cento biológica

Na Quinta de Segade há cinco anos que a produção é biológica. Segundo António Sousa Pereira, um dos proprietários, acharam que esta forma de fazer agricultura é "mais interessante do ponto de vista ambiental e da qualidade dos produtos". Os resultados, assegura, são positivos. Toda a produção é escoada para o mercado de produtos biológicos no Porto, os cabazes do Prove e venda directa.

Quem compra, explicou, são pessoas das zonas urbanas, mais despertas para as questões ambientais. Neste momento, disse António Sousa Pereira, o que é preciso é volume de produção para pensarem noutras formas de comercialização.