Dois anos decorridos e mais
de 100 novos apicultores formados, é com algum orgulho que anunciamos a
abertura de inscrições para o Sétimo Workshop de Apicultura com Harald
Hafner em Paredes, em 2014.
As datas das 3 sessões serão as seguintes:
1.ª sessão: 28 de Fevereiro, 1 de Março e 2 Março.
(Sexta 21:15 - 23:15 h; Sab. 9:15 - 17:15 h; Dom. 9:00 - 13:00 h)
2.ª sessão: 12 de Abril
(Sáb. 9-17:00 h)
3.ª sessão: 16, 17 e 18 de Maio
(Sexta 21:15 - 23:15 h; Sab. 9:15 - 17:15 h; Dom. 9:00 h - até terminar, na parte da tarde)
O
workshop terá, essencialmente, o mesmo programa dos workshops
anteriores, com alguma tónica no campo da apicultura naturalista, e
deverá incluir maneio com colmeias Warré e Top Bar, para além das
colmeias convencionais até aqui usadas.
Pretende-se que os participantes terminem o workshop
com a confiança necessária para tratarem os seus próprios enxames, quer
como passatempo, quer como uma possível ocupação a tempo inteiro.
O
workshop será conduzido, em língua portuguesa, por Harald Hafner,
apicultor austríaco há muito radicado em Portugal, mestre em apicultura,
e com uma vasta experiência profissional em vários ambientes, com
diversas raças de abelhas e diferentes tipos de colmeia.
O
pagamento inclui, ainda, materiais de documentação e apoio
entre-sessões e após o workshop. O equipamento necessário será fornecido
pela Associação para utilização ao longo do curso.
Os
interessados em frequentar este Sétimo workshop poderão fazê-lo
enviando a ficha de inscrição preenchida e efectuando a transferência
de 75€ (metade do custo do curso) para o NIB da associação Paredes em
Transição: NIB 0033 0000 4540 8581 5800 5 do BCP.
Aqui
poderão descarregar a ficha de inscrição que deverá ser devidamente
preenchida e enviada para o email: cursosparedesemtransicao@gmail.com
Dada
a lista de espera, com várias pessoas pré-inscritas, aconselhamos os
interessados a inscreverem-se com brevidade, para assegurarem presença.
Aqui poderão encontrar informação sobre como efectuar o pagamento.
Nota:
Os participantes que o desejem poderão adquirir o seu próprio enxame,
que poderão levantar em data a combinar. É necessário avisar com muita
antecedência.
Para
mais informações, poderão enviar email para:
cursosparedesemtransicao@gmail.com Ou poderão ligar para: 91 376 2626
Mais informação irá sendo disponibilizada aqui.
A associação Paredes em Transição é um organismo sem fins lucrativos com o Número de Identificação Fiscal 509 724 612.
Abaixo, deixamos algumas imagens do Sexto Workshop de Apicultura, que decorreu entre Setembro e Novembro.
Aula teórica no antigo Pavilhão Gimnodesportivo de Paredes.
Aula prática no apiátrio pedagógico de Paredes em Transição.
No apiário pedagógico, na Quinta da Ameixoeira Torta, em Vandoma, Paredes.
Um dos desafios colocados a cada participante: Encontrar a abelha-rainha.
Último dia: confecção de creme de própolis, no antigo Pavilhão Gimnodesportivo de Paredes.
Paredes em Transição
O movimento Paredes em Transição é uma rede de amigos que vivem na cidade de Paredes, no Norte de Portugal, que partilham a preocupação de que a debilitante dependência em combustíveis baratos de que a nossa sociedade e economia padecem – e que não está a receber a devida atenção dos vários governos, que parecem actuar na premissa de que o petróleo barato e abundante continuará por cá em perpetuidade – possa vir a resultar em graves e imprevisíveis problemas de que a tecnologia não conseguirá livrar-nos, e que poderão afectar muito negativamente o nosso futuro e o dos nossos filhos. Saiba mais no menu Projecto.
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quinta-feira, 9 de janeiro de 2014
Sétimo Workshop de Apicultura com Harald Hafner em Paredes
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sexta-feira, 25 de novembro de 2011
Curso de RegenAG com Darren J. Doherty
Mais um excelente curso... desta vez com o australiano Darren Doherty, que esteve no Instituto Português de permacultura, no Vale da Lama, no fim-de-semana passado.
Professor de Permacultura, o Darren Doherty é considerado a maior autoridade mundial sobre design keyline.
Não é fácil explicar no que consiste este tipo de design numa única frase... direi que foi idealizado pelo australiano Percival Alfred Yeomans (mais conhecido como P.A. Yeomans), e que permite regenerar solos, controlando as águas pluviais e trabalhando com a natureza.
Nesta imagem, o Darren explica como, tendo determinado a localização do keypoint - ou seja, o ponto onde a encosta deixa de ser convexa e passa a ser côncava, traçamos a keyline - uma linha que se estende para cada lado do keypoint, à mesma cota, e que termina nos pontos onde a ravina/vale dá lugar à crista. Traçando linhas paralelas à keyline (mas não à mesma cota), que poderão ser prenchidas por árvores ou arbustos, por exemplo, conseguimos desviar parte das águas pluviais da ravina/arroio para a crista.
Com o auxílio de ervas perenes (algumas podem chegar a viver 600 anos!) e do pasto por ruminantes, não só consguimos incrementar a camada de solo fértil, como conseguimos armazenar uma quantidade surpreendente de carbono no solo.
O que permite a rápida criação e acumulação de solo e carbono são os exsudados das raízes das ervas, que são mais rapidamente metabolizados do que as raízes ou as próprias ervas. O solo é criado através do alastramento da bio-fertilidade da camada superior para zonas mais profundas e da conversão do subsolo em solo vivo.
A caca de um ruminante... reparem nas sementes germinadas e nas micorrizas (fungos) que ajudam a transportar água e nutrientes entre as plantas.
Foram muitas as aulas no exterior. Eu já tinha vizitado no Vale da Lama, mas foi muito bom regressar. O ambiente que lá se vive é muito bom, e passa por lá muito boa gente. O curso também foi muito bem organizado, e a alimentação foi excelente.
O tractor que lavrava o campo vizinho criou uma excelente oportunidade para que o Darren demonstrasse os danos causados ao solo pela mobilização.
Comparação entre área arada e não arada. De notar, no lado esquerdo, as raízes expostas ao ar e à luz. No lado direito, a estrutura do solo mantêm-se intacta.
As formigas rapidamente tiraram proveito das sementes que o tractor semeava, e que também ficavam expostas aos elementos.
O Darren Doherty criou o seu próprio método, a que chamou RegenAG, ou Agricultra Regenerativa.
O método keyline pode ser aplicado em ambientes urbanos, tanto quanto em ambientes rurais. Pode ser usado para planear o traçado de arruamentos, com conservação de energia, armazenamento de água e tratamento de efluentes. Durante o curso tivemos a oportunidade de ver alguns exemplos extremamente interessantes, como os da Biologic Design, de Jay Abrahams. Uma verdadeira fonte de inspiração.
Onde esteve o Sol Algarvio? Durante o curso o Sol teimou em esconder-se, e até apanhámos um pé-de-água jeitoso durante a noite. O curso foi fantástico, e todos adorámos o Darren. A sua maneira muito pragmática de ver a Permacultura e a vasta experiência no terreno convencem e convertem... venha o curso de "Gestão Holística"!
Um abraço, Darren, e muito obrigado à gente do Vale da Lama pela organização de curso!
Professor de Permacultura, o Darren Doherty é considerado a maior autoridade mundial sobre design keyline.
Não é fácil explicar no que consiste este tipo de design numa única frase... direi que foi idealizado pelo australiano Percival Alfred Yeomans (mais conhecido como P.A. Yeomans), e que permite regenerar solos, controlando as águas pluviais e trabalhando com a natureza.
Nesta imagem, o Darren explica como, tendo determinado a localização do keypoint - ou seja, o ponto onde a encosta deixa de ser convexa e passa a ser côncava, traçamos a keyline - uma linha que se estende para cada lado do keypoint, à mesma cota, e que termina nos pontos onde a ravina/vale dá lugar à crista. Traçando linhas paralelas à keyline (mas não à mesma cota), que poderão ser prenchidas por árvores ou arbustos, por exemplo, conseguimos desviar parte das águas pluviais da ravina/arroio para a crista.
O terreno é dividido em células. O gado não deverá pastar numa determinada célula mais do que um dia ou dois (dependendo da extensão da secção de pasto e do númerod e cabeças), de modo a permitir a regeneração da pastagem, fertilizando-a com a sua bosta. Dois ou três dias mais tarde, poderemos introduzir aves, como galinhas ou perús, que se alimentarão das larvas das moscas que se desenvolveram na bosta, reduzirão as ervas ainda mais e espalharão a bosta pelo terreno.
Foram muitas as aulas no exterior. Eu já tinha vizitado no Vale da Lama, mas foi muito bom regressar. O ambiente que lá se vive é muito bom, e passa por lá muito boa gente. O curso também foi muito bem organizado, e a alimentação foi excelente.
O tractor que lavrava o campo vizinho criou uma excelente oportunidade para que o Darren demonstrasse os danos causados ao solo pela mobilização.
As formigas rapidamente tiraram proveito das sementes que o tractor semeava, e que também ficavam expostas aos elementos.
O método keyline pode ser aplicado em ambientes urbanos, tanto quanto em ambientes rurais. Pode ser usado para planear o traçado de arruamentos, com conservação de energia, armazenamento de água e tratamento de efluentes. Durante o curso tivemos a oportunidade de ver alguns exemplos extremamente interessantes, como os da Biologic Design, de Jay Abrahams. Uma verdadeira fonte de inspiração.
Aqui o Darren explica como aplicar o princípio da keyline a propriedades de dimensão menos, muitas vezes localizadas abixo ou acima do keypoint.
Um abraço, Darren, e muito obrigado à gente do Vale da Lama pela organização de curso!
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quinta-feira, 20 de outubro de 2011
Foi Assim o Curso de Agrofloresta em Mangualde
Mas que grande curso!
Há acontecimentos que mudam a nossa maneira de pensar, e este foi, definitivamente, um deles. Foi um enorme privilégio poder passar uns dias a beber dos conhecimentos deste homem, Ernst Götsch.
A água pode ser plantada. Modelando o terreno, mostrando como pode ser feito com o auxílio das plantas.
Numa floresta natural temos as árvores emergentes, as de grande porte, as de porte médio, os arbustos, as erbáceas e as plantas rasteiras...
Quais serão os efeitos de ausência de vegetação na paisagem? Erosão hídrica, aquecimento do solo, perda de nutrientes, acidificação, salinização, desertificação...
Preparando o terreno para plantar (e semear) uma agrofloresta.
A largura do terreno a preparar deve permitir que possamos trabalhar com um pé em cada lado, para facilitar o maneio.
As aulas começavam às 7.30 da manhã, antes do nascer do Sol.
Corrigindo o solo ácido com cal.
Preparando o terreno para a sementeira.
A horta da Casa de Darei, onde o curso decorreu.
O espaço que nos foi destinado para transformarmos em agrofloresta
As mãos da Isabel.
Simulando uma agrofloresta. Os ramos de figueira representam as árvores emergentes (as maiores numa floresta).
Modelando o exercício que nos foi apresentado.
Como melhor transformar a actual área de pastos na Quinta de Darei numa agrofloresta produtiva que alimente, igualmente, os animais existentes? Este era o nosso desafio.
Até as filhas do Ernst ajudaram.
Regando a matéria orgânica depois da sementeira e empalhamento, para manter o solo hidratado.
Como se deve meter na terra uma estaca de uva-espim? Inclinada para o lado em que o Sol se põe. Aliás, a regra não se aplica apenas à uva-espim, mas a todas as plantas que se plantam em estaca. Plantas com raízes são colocadas verticalmente.
Ao metermos a planta na terra, devemos pressionar gentilmente o solo de modo a evitar bolsas de ar junto à parte onde nascerão as raízes. Nada de calcar, compactando o solo.
A Paula e uma figueira.
Adicionar matéria orgânica ao solo é uma dos componentes essenciais do método agroflorestal. Os paus aqui substituem as pontas de poda que resultam do maneio de uma agrofloresta.
Numa linha temos as árvores, arbustos e plantas rasteiras. Note-se os molhinhos de paus.
Os Pedros, ao nascer do Sol, colocando os paus no terreno.
O Harald, preparando a bosta de vaca, essencial para o bom desenvolvimento das sementes.
O Ernst prefere a transformação lenta da matéria orgânica (especialmente a madeira) com o auxílio dos fungos basydiomicota, um processo a frio, à biodegradação, que liberta calor.
Semeando a vegetação de base em linhas transversais à linha de árvores e arbustos. Nesta iagem já pode ser visto o empalhamento que cobriu os paus e as zonas de sementeiira entre eles.
A água que cai num solo coberto por floresta é absorvida pelo solo por gradiente negativo, levando com ela sal e metais até ao horizonte C. A água que cai num solo descoberto, ou com vegetação esparsa, acaba por se infiltrar por gravidade, e não transporta com ela nem sal nem metais, provocando a acidificação e/ou salinização do terreno.
Como trabalhar numa bacia hidrográfica? De modo a que a água possa subir pelas encontas acima, quer por capilaridade, quer transportada pelas micorizas, quer através da intensidade de fotossíntese.
Preparando uma sementeira de floresta com nozes, castanhas, bolotas, azeitonas...
A que se deve juntar matéria orgânica, de preferência de um solo florestal, de modo a inocular a sementeira com esporos e hifas de basydiomicota.
Que mais dizer? Fiquei com uma vontade enorme de começar a aplicar os conhecimentos que tive o privilégio de aprender com este homem.
Os meus agradecimentos ao Samuel, Zé Mário e Ana, da Cooperativa O Sítio, por terem organizado o curso e a vinda do Ernst Götsch a Portugal, ao José Manuel e à Clara da Quinta de Derei por nos terem recebido, e a todos os colegas, pela simpatia, companheirismo e conhecimentos que compartilharem connosco.
Há acontecimentos que mudam a nossa maneira de pensar, e este foi, definitivamente, um deles. Foi um enorme privilégio poder passar uns dias a beber dos conhecimentos deste homem, Ernst Götsch.
A água pode ser plantada. Modelando o terreno, mostrando como pode ser feito com o auxílio das plantas.
Numa floresta natural temos as árvores emergentes, as de grande porte, as de porte médio, os arbustos, as erbáceas e as plantas rasteiras...
Quais serão os efeitos de ausência de vegetação na paisagem? Erosão hídrica, aquecimento do solo, perda de nutrientes, acidificação, salinização, desertificação...
Preparando o terreno para plantar (e semear) uma agrofloresta.
A largura do terreno a preparar deve permitir que possamos trabalhar com um pé em cada lado, para facilitar o maneio.
As aulas começavam às 7.30 da manhã, antes do nascer do Sol.
Corrigindo o solo ácido com cal.
Preparando o terreno para a sementeira.
A horta da Casa de Darei, onde o curso decorreu.
O espaço que nos foi destinado para transformarmos em agrofloresta
As mãos da Isabel.
Simulando uma agrofloresta. Os ramos de figueira representam as árvores emergentes (as maiores numa floresta).
Modelando o exercício que nos foi apresentado.
Como melhor transformar a actual área de pastos na Quinta de Darei numa agrofloresta produtiva que alimente, igualmente, os animais existentes? Este era o nosso desafio.
Até as filhas do Ernst ajudaram.
Regando a matéria orgânica depois da sementeira e empalhamento, para manter o solo hidratado.
Como se deve meter na terra uma estaca de uva-espim? Inclinada para o lado em que o Sol se põe. Aliás, a regra não se aplica apenas à uva-espim, mas a todas as plantas que se plantam em estaca. Plantas com raízes são colocadas verticalmente.
Ao metermos a planta na terra, devemos pressionar gentilmente o solo de modo a evitar bolsas de ar junto à parte onde nascerão as raízes. Nada de calcar, compactando o solo.
A Paula e uma figueira.
Adicionar matéria orgânica ao solo é uma dos componentes essenciais do método agroflorestal. Os paus aqui substituem as pontas de poda que resultam do maneio de uma agrofloresta.
Numa linha temos as árvores, arbustos e plantas rasteiras. Note-se os molhinhos de paus.
Os Pedros, ao nascer do Sol, colocando os paus no terreno.
O Harald, preparando a bosta de vaca, essencial para o bom desenvolvimento das sementes.
O Ernst prefere a transformação lenta da matéria orgânica (especialmente a madeira) com o auxílio dos fungos basydiomicota, um processo a frio, à biodegradação, que liberta calor.
Semeando a vegetação de base em linhas transversais à linha de árvores e arbustos. Nesta iagem já pode ser visto o empalhamento que cobriu os paus e as zonas de sementeiira entre eles.
A água que cai num solo coberto por floresta é absorvida pelo solo por gradiente negativo, levando com ela sal e metais até ao horizonte C. A água que cai num solo descoberto, ou com vegetação esparsa, acaba por se infiltrar por gravidade, e não transporta com ela nem sal nem metais, provocando a acidificação e/ou salinização do terreno.
Como trabalhar numa bacia hidrográfica? De modo a que a água possa subir pelas encontas acima, quer por capilaridade, quer transportada pelas micorizas, quer através da intensidade de fotossíntese.
Preparando uma sementeira de floresta com nozes, castanhas, bolotas, azeitonas...
A que se deve juntar matéria orgânica, de preferência de um solo florestal, de modo a inocular a sementeira com esporos e hifas de basydiomicota.
Que mais dizer? Fiquei com uma vontade enorme de começar a aplicar os conhecimentos que tive o privilégio de aprender com este homem.
Os meus agradecimentos ao Samuel, Zé Mário e Ana, da Cooperativa O Sítio, por terem organizado o curso e a vinda do Ernst Götsch a Portugal, ao José Manuel e à Clara da Quinta de Derei por nos terem recebido, e a todos os colegas, pela simpatia, companheirismo e conhecimentos que compartilharem connosco.
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