Paredes em Transição

O movimento Paredes em Transição é uma rede de amigos que vivem na cidade de Paredes, no Norte de Portugal, que partilham a preocupação de que a debilitante dependência em combustíveis baratos de que a nossa sociedade e economia padecem – e que não está a receber a devida atenção dos vários governos, que parecem actuar na premissa de que o petróleo barato e abundante continuará por cá em perpetuidade – possa vir a resultar em graves e imprevisíveis problemas de que a tecnologia não conseguirá livrar-nos, e que poderão afectar muito negativamente o nosso futuro e o dos nossos filhos. Saiba mais no menu Projecto.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Construção de um Lago Artificial

Há tempos fui convidado pelo Ricardo Marques para participar na construção de um lago artificial na quinta de um familiar, em plena cidade do Porto. O resultado é o vídeo que podem ver abaixo.
O objectivo deste lago era criar um micloclima no local, potenciar o desenvolvimento das plantas vizinhas e criar um novo e diferente habitat, aumentando a biodiversidade no local. As rãs que aqui viverão contribuirão para manter as populações de insectos e lesmas sob controlo.
Neste filme pode ver-se o processo de construção, passo a passo. Dá para aprender e encontrar inspiração para empreender projectos semelhantes.
Inspiração é igualmente a energia gerada pela mobilização do grupo empenhada em fazer do projecto realidade. É desta energia que precisamos para imprimirmos a mudança que queremos para o Mundo em que vivemos.



sábado, 9 de outubro de 2010

Espiral de Ervas Aromáticas, o Filme

Um excelente vídeo que ilustra o workshop em que participámos no Sábado passado, sobre permacultura, e com especial ênfase na construção de uma espiral de ervas aromáticas-
Teve ligar na Quinta da Gruta, na Maia, e foi orientado pelo Ricardo Marques, do Núcleo do Porto da Quercus.


Oficina de Permacultura - Espiral de Ervas from Quercus Porto on Vimeo.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Ecofeira Granja Viana

Mais uma acção do Transition Granja Viana!


Compartilhando a alegria de evento que foi muito e deu muito certo. Estamos preparando as edições de Novembro e Dezembro da EcoFeira!



quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Agricultura biológica no concelho de Penafiel

Notícia retirada do Jornal Verdadeiro Olhar.

Terrenos dedicados à agricultura biológica no concelho vão duplicar

Estimular a agricultura biológica no concelho é o objectivo do projecto lançado pela autarquia penafidelense. No passado domingo, seis novos agricultores decidiram abraçar este modo de produção, tendo assinado protocolo com a autarquia, na Quinta de Segade, em Bustelo.

Através desta parceria, a Câmara pretende encontrar soluções para terras agrícolas abandonadas, criando emprego e dinamizando os produtos locais. O protocolo prevê que a autarquia passe a apoiar, a 50 por cento, a formação na área da agricultura biológica; a prestação de apoio técnico; e a certificação das terras - a 100 por cento no primeiro ano, a 50 por cento no segundo e a 25 por cento no terceiro -, cujo valor pode chegar aos 400 euros por produtor.

Com a adesão destes novos produtores à agricultura biológica o concelho passa a ter oito quintas dedicadas a esta prática. Como explicou Susana Oliveira, vereadora do Desenvolvimento Rural, as terras afectas a este modo de produção passam a ser o dobro – 32 hectares, o que prova que o projecto arrancou "com algum sucesso".

Com os apoios prestados, entre estes o apoio de técnicos da Direcção Regional da Agricultura e Pescas do Norte, a vereadora acredita que o número de produtores interessados possa vir a aumentar. Mas, explicou, isso exige uma mudança de mentalidade. "A agricultura biológica pode ser um instrumento de desenvolvimento sustentado das zonas rurais", garantiu Susana Oliveira.

Produtos com mais qualidade e sabor

Os benefícios dos produtos biológicos são muitos, apontam os novos produtores. Mais qualidade, mais sabor, produtos sem químicos e, por isso, mais saudáveis.

Olga Oliveira, engenheira agrária, foi uma das que aceitou o desafio e está, em Peroselo, a recuperar cinco hectares de terra que estavam abandonados. Acredita que o mais difícil será o escoamento de produtos. "No nosso meio as pessoas não estão mentalizadas para pagar valor acrescentado por um produto biológico", referiu. Também José Maria está a dar vida a terras que estavam por cultivar, em São Martinho de Recezinhos. Já produzem vinho e hortícolas e, apesar de, para já, a produção ser baixa, esperam poder vir a ter um funcionário a tempo inteiro. Em Cabeça Santa, Marinho Rocha, estando desempregado, começou a cultivar terrenos dos avós que estavam abandonados para consumo familiar. Quando soube dos incentivos resolveu aproveitar a oportunidade.

Quinta de Segade já é 100 por cento biológica

Na Quinta de Segade há cinco anos que a produção é biológica. Segundo António Sousa Pereira, um dos proprietários, acharam que esta forma de fazer agricultura é "mais interessante do ponto de vista ambiental e da qualidade dos produtos". Os resultados, assegura, são positivos. Toda a produção é escoada para o mercado de produtos biológicos no Porto, os cabazes do Prove e venda directa.

Quem compra, explicou, são pessoas das zonas urbanas, mais despertas para as questões ambientais. Neste momento, disse António Sousa Pereira, o que é preciso é volume de produção para pensarem noutras formas de comercialização.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Reflexão sobre a situação actual do País



Análise de grande lucidez sobre a situação do país feita por Frei Fernando Ventura. Vejam que vale a pena.

Já agora, e se bem que concorde com todas as vogais, consoantes e suspiros do orador, saliento que o movimento "Paredes em Transição" é rigorosamente apolítico.

O Dia em que Paredes Parou

Domingo, 3 de Outubro de 2010 - O Dia em que Paredes Parou!

É verdade. Algures quando o meu pai se preparava para tirar um café expresso na máquina lá de casa - logo a seguir ao almoço - e até já depois do jantar, a nossa cidade ficou privada de energia eléctrica. Não houve expresso para mais ninguém. Foi uma simples falha de electricidade, mas a cidade de Paredes paralisou quase totalmente.
Enquanto lá fora o vento soprava as folhas das árvores (e algumas árvores também) e a chuva caía em aguaceiros, no conforto do lar decidi apreciar o dia - um dia de calma como já há muito não vivia. Decidi não ligar o computador - a bateria ainda estava completa - e passar os olhos por um livro que me tinha chegado precisamente no dia anterior e que, curiosamente, se chamava "Back to Basics".

Foi um apagão como não me lembro de ter vivido. Lá fora, um a um, cafés, confeitarias e padarias iam fechando as portas, à medida que se acabava o stock, ou a escuridão tomava conta do estabelecimento. Encontrei a minha tia na rua. Já tinha percorrido três padaria em busca de pão e nada. Até as lojas chinesas estavam fechadas!
A Avenida da República ficou completamente às escuras. Poucos carros passavam. Pelas janelas das casas, podia ver-se a luz trémula das velas. A muitos, valeram as velas decorativas - aquelas que estavam lá por casa há anos, sem nunca terem sido usadas. Também houve quem, pura e simplesmente, fosse apanhado desprevenido, sem velas em casa.

Uns amigos tinham-nos convidado para jantar, mas a ideia deles era ir ao restaurante, e não encontrámos nenhum aberto. Também não tinham comida em casa, uma vez que estavam de partida para umas férias longas. Valeu-nos a comida que tínhamos cá em casa. Jantámos à luz da vela.
O nosso amigo provocáva-me: "Tu estás a gostar disto, confessa!" A verdade é que gostei. Gostei da calma, gostei da experiência de regresso ao passado, e confesso que foi com bastante interesse que observava como as pessoas se iam desenrascando.
Houve coisas boas que sobressaíram desta interessante experiência colectiva: vi as pessoas ajudarem-se umas às outras, cedendo pão ou outros alimentos, velas, lanternas e pilhas. As pessoas paravam na rua para conversar. Gente com quem nunca me tinha deparado parou na rua e metia conversa comigo. Ninguém tinha ideia de quando a electricidade seria restaurada. Soube de pessoas que se reuniram em casa de outras, fora de Paredes, onde ainda havia electricidade, para assistir ao jogo de futebol na televisão.

A corrente eléctrica foi voltando, por zonas. A Avenida da República parece ter sido a última zona de Paredes a ter o abastecimento de electricidade restaurado. As lâmpadas acenderam-se quando já tínhamos acabado de jantar. À luz da vela.



No dia seguinte, um amigo que vive no sétimo andar de um prédio, contou-me que ficou sem elevador e foi obrigado a subir e descer os sete pisos cada vez que precisava de qualquer coisa de fora. As luzes de emergência do prédio não duraram muito, pelo que à noite, nas escadas, a escuridão era total. Ficaram sem água, pois as bombas - eléctricas - que bombeiam a água para os andares superiores deixaram de funcionar. Para cúmulo do azar, foi surpreendido com o telemóvel descarregado. Até o computador portátil estava com a bateria em baixo!
"Nunca me tinha apercebido o quão dependentes estamos da electricidade!", disse-me ele. "O quão vulneráveis ficamos com uma simples quebra de energia!"
E tem toda a razão. Será que, como comunidade, aprenderemos alguma lição desta interessante experiência?

domingo, 3 de outubro de 2010

Espiral de ervas aromáticas

Ontem, Sábado, 2 de Outubro, a família participou num workshop sobre permacultura, organizado pelo Núcleo do Porto da Quercus. A sessão, que decorreu no complexo de educação ambiental da Quinta da Gruta, em Castelo da Maia, foi conduzida pelo nosso amigo Ricardo Marques, e incluiu a construção de uma espiral de ervas aromáticas.
A espiral de ervas aromáticas é um elemento clássico da Permacultura, tendo sido desenvolvido por Bill Mollison em 1978, idealizado para ficar próximo a uma cozinha, de modo a que rapidamente se possam colher as ervas desejadas para, de imediato, serem utilizadas na confecção de pratos.

A imagem seguinte, que ilustra a espiral de ervas em planta e em perfil, foi retirada da obra "Permaculture. A Designer's Manual", de Bill Mollison, e pode ser encontrada facilmente na Internet.


Começámos por estender uma base em cartão sobre o local escolhido, sobre o qual foram colocados os primeiros tijolos.


Primeiro esboçámos um círculo com aproximadamente 2 metros de diâmetro.




Após o que se começou a dar-lhe a forma de espiral...

... espiral essa que começou a crescer em altura.
E não faltaram arquitectos (estou a falar a sério!)

Depois foi depositada uma camada de gravilha e areia no interior da espiral para facilitar a drenagem.

A que se seguiu uma espessa camada de palha, feno e folhas secas.

E sobre essa assentou a camada de terra que serviria de substrato às plantas.
Seguiu-se outra camada de palha, feno e folhas secas, que servirá de cobertor vegetal, para proteger o solo da perda de humidade, alimentar o solo, evitar o aparecimento de ervas não desejadas, etc... e que a nossa filha ajudou a colocar.

Após o que se passou a regar abundantemente a estrutura. De notar o pequeno lago feito com uma bacia velha, que deverá acomodar os agriões e, quem sabe, no futuro algumas rãs que ajudem a manter a população de insectos sob controle...
Finalmente, chegou a altura de colocar as plantas. Alecrim, tomilho, alfazema, menta...
No fim do workshop ainda deu para fazermos uma muito curta visita ao conjunto de hortas biológicas que podem ser encontradas no complexo de educação ambiental da Quinta da Gruta, parte do programa horta
à porta, uma parceria entre a Câmara da Maia e a Lipor.

Informação disponibilizada na página Web da Câmara Municipal da Maia:
A Horta-a-Porta da Quinta da Gruta é a 10ª Horta do projecto da Lipor e a terceira do Município da Maia. Esta horta é composta por 66 talhões, de aproximadamente 40 m2 cada, contemplando, ainda, dois abrigos comuns de arrumos para alfaias e diversos pontos de água para rega e manutenção dos talhões.
Os talhões são disponibilizados, gratuitamente, aos utilizadores inscritos, assim como, a devida formação em agricultura biológica, a que se obrigam a praticar no local.

sábado, 2 de outubro de 2010

Vindimas

A vindima, uma das nossas mais belas tradições, é um dos melhores exemplos que temos da força da entre-ajuda entre os elementos de uma comunidade. Desde tempos remotos, a filosofia sempre foi: tu ajudas-me hoje, eu ajudo-te amanhã. Se não fosse assim, o custo de uma vindima seria proibitivo. No passado, as nossas comunidades eram muito mais resilientes, e em grande medida auto-suficientes.
Hoje as coisas são diferentes, e muitos produtores têm que contratar vindimadores, recrutar a família, e em alguns locais até já há gente que paga para vindimar!


No Sábado passado juntámo-nos, cerca de 20 pessoas, para ajudar na vindima do meu tio. Uma espécie de família alargada. Curiosamente, algumas das pessoas presentes só se vêem uma vez por ano, nesta vindima! Tem sido assim há anos e anos.

As uvas que darão o vinho verde tinto.

Para as crianças, é altura para se encontrarem, brincarem e criarem memórias para o futuro. Assim se cria uma tradição familiar.

Hoje, o tractor é um instrumento fundamental de qualquer vindima. Sem o tractor para transportar os cestos de vindima dos socalcos mais baixos da vinha para o local de recolha, no topo da propriedade, e mais tarde até à adega cooperativa, toda esta operação seria, hoje, impensável.
No passado usavam-se burros e carros de bois. E os costados das pessoas. No futuro, quando o preço do petróleo atingir picos incomportáveis para a maioria dos agricultores, como será?


A família reunida à volta do almoço, e rejúbilo geral. No próximo ano lá nos veremos!

A entre-ajuda que teima em perdurar nestas vindimas familiares é um bom exemplo da dinâmica que queremos recriar com o nosso movimento de transição em Paredes. Incentivar os vários elementos da comunidade a juntarem-se num esforço comum para tornarmos Paredes mais resiliente, cultivarmos um maior sentimento de pertença entre os nosso cidadãos, aprendermos uns com os outros, incentivar-mo-nos uns aos outros, e criarmos um ambiente melhor na nossa comunidade. O desafio está aí. Quem quer dar o passo?

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Regresso à Horta nas Alturas

Aos que, de vez em quando, visitam este blog, queremos pedir desculpa pela nossa ausência prolongada. Estivemos em férias, e sem grandes possibilidades de marcar presença por aqui. Queria agradecer à Isabela Menezes, da Transição Granja Viana, no Brasil, por ter continuado a partilhar connosco material de excelente qualidade e de grande interesse ao movimento de Transição, e de, dessa maneira, ter mantido a vida deste espaço. Obrigado, Isabela, valeu!

Durante a nossa ausência, a nossa Horta nas Alturas foi tratada pela Alexandra e pelo Manuel Aguiar, a quem gostaríamos de agradecer o trabalho que tiveram a regar as nossas plantas durante as três semanas em que estivemos fora. Um muito obrigado para vocês também!

Entretanto, muitas das plantas cumpriram a sua função de nos proporcionarem alimento e passaram à fase reprodutiva – espigaram.

Manjerição espigado.

Agora que a época de crescimento chegou ao fim, é altura de recolher sementes para as próximas sementeiras e fazer um balanço da experiência.

Durante as férias, tentei dar uma ideia a um amigo meu da variedade de vegetais que cultivámos nas nossas caixas no terraço e até eu fiquei surpreendido com os números que lhe apresentei. Tentando lembrar-me de todas as variedades, aqui vai:

  1. Quatro tipos de alface;
  2. Dois tipos de rúcula (uma destas variedades apareceu espontaneamente);
  3. Dois tipos de tomilho;
  4. Dois tipos de manjericão,
  5. Orégãos;
  6. Salva;
  7. Coentros;
  8. Cebolinho;
  9. Rabanetes;
  10. Acelgas;
  11. Cebolas;
  12. Dois tipos de tomates;
  13. Salsa;
  14. Mangerona;
  15. Alho-francês;
  16. Morangos;
  17. Segurelha;
  18. Pimentos;
  19. Linho (ainda não sei como apareceu...);
  20. Cravos-túnicos;
  21. Pimentão-doce;
  22. Trigo (uma experiência);
  23. Batata (um acaso!);
  24. Beterraba.
Mudas de tremoceiro, favas e abóbora-manteiga que cultivei noutro espaço do qual tenciono falar aqui muito em breve, e que também partilhei com outras pessoas, juntamente com mudas de algumas das variedades mencionadas acima.

Obviamente, vegetais como as batatas, os tomates e pimentos não produziram quantidades que nos surpreendessem, assim como as beterrabas, as cebolas e os morangos também não atingiram, regra geral, tamanho comercial, mas não foram de desdenhar e o sabor compensava a pequena dimensão.

Pimentão-doce.

Rabanetes fora de época.

O objectivo primordial desta experiência era ver se éramos capazes de produzir algo que valesse a pena, que contribuísse para a nossa transição pessoal. Outro objectivo era mostrar que se nós, com uma experiência quase nula em matéria de horticultura (muitas vezes com o auxílio de livros!), num espaço exíguo, e por muito pouco dinheiro conseguimos fazer crescer toda esta variedade de produtos com um aproveitamento prático (e isso ficou bem provado - ainda ontem, só com parte do manjericão que temos nas caixas consegui fazer 4 frascos de molho Pesto em conserva!), qualquer pessoa pode!

Resta acrescentar que a água usada foi em grande parte água aproveitada dos banhos – já imaginaram a quantidade de água que se perde diariamente só enquanto esperamos que a água no chuveiro aqueça? - e outras lavagens.

É, agora, altura de pensarmos em conservar sementes, culturas de Inverno e em melhorarmos o sistema. Também queremos instalar introduzir um sistema para aproveitamento da água da chuva e outro de vermicompostagem (se alguém nos quiser oferecer as minhocas, recebe-las-emos com muita satisfação), mas isso já serão entradas futuras para este blog.

Desafiamos-vos a embarcarem em experiências semelhantes e a partilharem connosco os vossos resultados. Se nós conseguimos, qualquer pessoa consegue!

Já agora, se alguém estiver interessado em sementes de alface, rúcula, majericão, rabanete, acelga, cravos-túnicos, oregãos, etc... é só dizer. Temos de sobra.

Vagens de rabanete .

Vagens de rúcula.

sábado, 25 de setembro de 2010

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Workshop sobre Permacultura

Venha conhecer a filosofia da Permacultura, numa actividade organizada pelo Núcleo do Porto da Quercus que decorrerá no dia 2 de Outubro, pelas 14h30 na Quinta da Gruta, Maia. A inscrição é obrigatória!

PERMACULTURA significa “cultura permanente” e trata de planear habitats humanos sustentáveis. É uma filosofia e uma abordagem ao uso do solo que interliga clima, plantas, animais, solos, gestão da água e necessidades humanas em comunidades produtivas e eficientes.

Ricardo Marques, formado em Engenharia do Ambiente e Permacultura, irá conduzir, no Sábado 2 de Outubro às 14h30, a sessão Permacultura – Pensar, Desenhar e Construir a Sustentabilidade. Uma sessão que pretende interessar os vários participantes para esta abordagem explicando os princípios básicos sobre os quais ela se baseia e aplicando esses mesmos princípios através da construção de uma espiral de ervas. Esta espiral ficará em permanência no jardim público da Quinta da Gruta na Maia.

A espiral de ervas é uma peculiar construção tridimensional de terra que é basicamente uma floreira sofisticada para ervas aromáticas, ideal para ter junto a uma cozinha. Todas as ervas culinárias usuais podem ser plantadas numa espiral ascendente com 2 metros de diâmetro na base e 1 metro de altura. Esta estrutura fornece nichos com condições diferentes para várias plantas com exigências diferentes de luz, calor e humidade. A Espiral de Ervas é um elemento clássico da Permacultura pois interliga vários dos seus princípios.

Porque há muito para aprender e fazer em tão pouco tempo a sessão começará pontualmente às 14h30 pedindo-se aos participantes que não se atrasem.

Venha preparado para mexer na terra (se quiser).

Preços*:
Sócios: 5€
Não sócios: 8€
Inclui lanche, brochura e pin

Inscrição (obrigatória): porto@quercus.pt ou 222 011 065

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Nasce a 1ª EcoFeira da Granja Viana

EcoFeira reunirá produtores rurais na Granja

Cerca de 26 expositores participarão no dia 12 de setembro da I Ecofeira na Granja Viana, um evento que pretende valorizar os produtores agrícolas, além de apresentar os trabalhos e alimentos artesanais feitos na cidade.


De acordo com Cristina Oka, diretora da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, a proposta do evento surgiu de grupos organizados da comunidade interessados em gerar processos sustentáveis junto aos produtores rurais e artesãos. "Nosso objetivo é divulgar e fomentar o consumo de produtos naturais e orgânicos, que estão alinhados com os princípios da prática da sustentabilidade e fomento da economia solidária", disse.


Segundo Oka, em 2009 um grupo de Caucaia do Alto havia iniciado a articulação para o planejamento de uma feira nesse modelo. "Após o I Encontro Gastronômico da Granja Viana, realizado no final de junho, o Site da Granja juntou-se ao projeto e trouxe consigo o grupo Transition Granja Viana. A Prefeitura buscou outros parceiros e, graças a essa união, estamos conseguindo organizar o evento".

Representantes da agricultura sustentável estão entre as principais atrações da Ecofeira. "Teremos produtores de legumes e verduras livres de agrotóxicos, produtores de shitake, de ervas medicinais, de flores, de ovos caipiras, além de produtores artesanais de massas, pães, doces e conservas", destacou.



O público ainda poderá encontrar mudas de espécies nativas, artesanato diferenciado, kit minhocário doméstico, roupas de algodão, sacolas ecológicas e conhecer o trabalho da ONG Sociedade Ecológica Amigos do Embu, no Espaço Lúdico Agroecológico, onde serão oferecidas atividades às crianças -contadores de histórias, brincadeiras ecológicas e oficinas de agricultura urbana.

A I Ecofeira acontecerá na Escola Granja Viana, das 9h às 14h, e é aberta ao público em geral.


I Ecofeira na Granja Vianna
12 de setembro de 2010, das 9h às 14h
Música ao Vivo oferecida pela Academia de Música Granja Viana
Escola da Granja Viana - Av. José Felix de Olvieira, 1271


Realização:
- Prefeitura de Cotia - Secretaria de Cultura e Turismo (Depto. de Turismo)
- Site da Granja
- Faculdade Mário Schenberg
- Escola da Granja Viana
- Centro de Capacitação Casa do Moinho
- Movimento Transition Granja Viana


Apoio:
- Sindicato Rural de Cotia
- Pare Park
- Brumar
- Auto Service Granja Vianna
- SEAE, Félix Office
- Gráfica Sanssei
- Terraplanagem Pimenta


Mais Informações no Departamento de Turismo, pelo telefone: 4614-2952.

domingo, 29 de agosto de 2010

Tansformando plástico em petróleo



Estive a investigar na Internet e esta máquina é mesmo fabricada pela empresa Blest Co., do Japão. O custo energético de transformar um quilograma de plástico num litro de petróleo não é, no entanto, rentável ao actual preço do petróleo e energia eléctrica. Poderá, no entanto, sê-lo no futuro. E se tivermos em conta o custo da solução que teremos que encontrar para no livrarmos de todos os resíduo de plástico que andam por aí espalhados Mundo fora, até poderá ser uma solução interessante. O futuro o dirá!
Do ponto de vista pedagógico, não tem preço!