Paredes em Transição

O movimento Paredes em Transição é uma rede de amigos que vivem na cidade de Paredes, no Norte de Portugal, que partilham a preocupação de que a debilitante dependência em combustíveis baratos de que a nossa sociedade e economia padecem – e que não está a receber a devida atenção dos vários governos, que parecem actuar na premissa de que o petróleo barato e abundante continuará por cá em perpetuidade – possa vir a resultar em graves e imprevisíveis problemas de que a tecnologia não conseguirá livrar-nos, e que poderão afectar muito negativamente o nosso futuro e o dos nossos filhos. Saiba mais no menu Projecto.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Regresso à Horta nas Alturas

Aos que, de vez em quando, visitam este blog, queremos pedir desculpa pela nossa ausência prolongada. Estivemos em férias, e sem grandes possibilidades de marcar presença por aqui. Queria agradecer à Isabela Menezes, da Transição Granja Viana, no Brasil, por ter continuado a partilhar connosco material de excelente qualidade e de grande interesse ao movimento de Transição, e de, dessa maneira, ter mantido a vida deste espaço. Obrigado, Isabela, valeu!

Durante a nossa ausência, a nossa Horta nas Alturas foi tratada pela Alexandra e pelo Manuel Aguiar, a quem gostaríamos de agradecer o trabalho que tiveram a regar as nossas plantas durante as três semanas em que estivemos fora. Um muito obrigado para vocês também!

Entretanto, muitas das plantas cumpriram a sua função de nos proporcionarem alimento e passaram à fase reprodutiva – espigaram.

Manjerição espigado.

Agora que a época de crescimento chegou ao fim, é altura de recolher sementes para as próximas sementeiras e fazer um balanço da experiência.

Durante as férias, tentei dar uma ideia a um amigo meu da variedade de vegetais que cultivámos nas nossas caixas no terraço e até eu fiquei surpreendido com os números que lhe apresentei. Tentando lembrar-me de todas as variedades, aqui vai:

  1. Quatro tipos de alface;
  2. Dois tipos de rúcula (uma destas variedades apareceu espontaneamente);
  3. Dois tipos de tomilho;
  4. Dois tipos de manjericão,
  5. Orégãos;
  6. Salva;
  7. Coentros;
  8. Cebolinho;
  9. Rabanetes;
  10. Acelgas;
  11. Cebolas;
  12. Dois tipos de tomates;
  13. Salsa;
  14. Mangerona;
  15. Alho-francês;
  16. Morangos;
  17. Segurelha;
  18. Pimentos;
  19. Linho (ainda não sei como apareceu...);
  20. Cravos-túnicos;
  21. Pimentão-doce;
  22. Trigo (uma experiência);
  23. Batata (um acaso!);
  24. Beterraba.
Mudas de tremoceiro, favas e abóbora-manteiga que cultivei noutro espaço do qual tenciono falar aqui muito em breve, e que também partilhei com outras pessoas, juntamente com mudas de algumas das variedades mencionadas acima.

Obviamente, vegetais como as batatas, os tomates e pimentos não produziram quantidades que nos surpreendessem, assim como as beterrabas, as cebolas e os morangos também não atingiram, regra geral, tamanho comercial, mas não foram de desdenhar e o sabor compensava a pequena dimensão.

Pimentão-doce.

Rabanetes fora de época.

O objectivo primordial desta experiência era ver se éramos capazes de produzir algo que valesse a pena, que contribuísse para a nossa transição pessoal. Outro objectivo era mostrar que se nós, com uma experiência quase nula em matéria de horticultura (muitas vezes com o auxílio de livros!), num espaço exíguo, e por muito pouco dinheiro conseguimos fazer crescer toda esta variedade de produtos com um aproveitamento prático (e isso ficou bem provado - ainda ontem, só com parte do manjericão que temos nas caixas consegui fazer 4 frascos de molho Pesto em conserva!), qualquer pessoa pode!

Resta acrescentar que a água usada foi em grande parte água aproveitada dos banhos – já imaginaram a quantidade de água que se perde diariamente só enquanto esperamos que a água no chuveiro aqueça? - e outras lavagens.

É, agora, altura de pensarmos em conservar sementes, culturas de Inverno e em melhorarmos o sistema. Também queremos instalar introduzir um sistema para aproveitamento da água da chuva e outro de vermicompostagem (se alguém nos quiser oferecer as minhocas, recebe-las-emos com muita satisfação), mas isso já serão entradas futuras para este blog.

Desafiamos-vos a embarcarem em experiências semelhantes e a partilharem connosco os vossos resultados. Se nós conseguimos, qualquer pessoa consegue!

Já agora, se alguém estiver interessado em sementes de alface, rúcula, majericão, rabanete, acelga, cravos-túnicos, oregãos, etc... é só dizer. Temos de sobra.

Vagens de rabanete .

Vagens de rúcula.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Workshop sobre Permacultura

Venha conhecer a filosofia da Permacultura, numa actividade organizada pelo Núcleo do Porto da Quercus que decorrerá no dia 2 de Outubro, pelas 14h30 na Quinta da Gruta, Maia. A inscrição é obrigatória!

PERMACULTURA significa “cultura permanente” e trata de planear habitats humanos sustentáveis. É uma filosofia e uma abordagem ao uso do solo que interliga clima, plantas, animais, solos, gestão da água e necessidades humanas em comunidades produtivas e eficientes.

Ricardo Marques, formado em Engenharia do Ambiente e Permacultura, irá conduzir, no Sábado 2 de Outubro às 14h30, a sessão Permacultura – Pensar, Desenhar e Construir a Sustentabilidade. Uma sessão que pretende interessar os vários participantes para esta abordagem explicando os princípios básicos sobre os quais ela se baseia e aplicando esses mesmos princípios através da construção de uma espiral de ervas. Esta espiral ficará em permanência no jardim público da Quinta da Gruta na Maia.

A espiral de ervas é uma peculiar construção tridimensional de terra que é basicamente uma floreira sofisticada para ervas aromáticas, ideal para ter junto a uma cozinha. Todas as ervas culinárias usuais podem ser plantadas numa espiral ascendente com 2 metros de diâmetro na base e 1 metro de altura. Esta estrutura fornece nichos com condições diferentes para várias plantas com exigências diferentes de luz, calor e humidade. A Espiral de Ervas é um elemento clássico da Permacultura pois interliga vários dos seus princípios.

Porque há muito para aprender e fazer em tão pouco tempo a sessão começará pontualmente às 14h30 pedindo-se aos participantes que não se atrasem.

Venha preparado para mexer na terra (se quiser).

Preços*:
Sócios: 5€
Não sócios: 8€
Inclui lanche, brochura e pin

Inscrição (obrigatória): porto@quercus.pt ou 222 011 065