Mas que grande curso!
Há acontecimentos que mudam a nossa maneira de pensar, e este foi, definitivamente, um deles. Foi um enorme privilégio poder passar uns dias a beber dos conhecimentos deste homem, Ernst Götsch.
A água pode ser plantada. Modelando o terreno, mostrando como pode ser feito com o auxílio das plantas.
Numa floresta natural temos as árvores emergentes, as de grande porte, as de porte médio, os arbustos, as erbáceas e as plantas rasteiras...
Quais serão os efeitos de ausência de vegetação na paisagem? Erosão hídrica, aquecimento do solo, perda de nutrientes, acidificação, salinização, desertificação...
Preparando o terreno para plantar (e semear) uma agrofloresta.
A largura do terreno a preparar deve permitir que possamos trabalhar com um pé em cada lado, para facilitar o maneio.
As aulas começavam às 7.30 da manhã, antes do nascer do Sol.
Corrigindo o solo ácido com cal.
Preparando o terreno para a sementeira.
A horta da Casa de Darei, onde o curso decorreu.
O espaço que nos foi destinado para transformarmos em agrofloresta
As mãos da Isabel.
Simulando uma agrofloresta. Os ramos de figueira representam as árvores emergentes (as maiores numa floresta).
Modelando o exercício que nos foi apresentado.
Como melhor transformar a actual área de pastos na Quinta de Darei numa agrofloresta produtiva que alimente, igualmente, os animais existentes? Este era o nosso desafio.
Até as filhas do Ernst ajudaram.
Regando a matéria orgânica depois da sementeira e empalhamento, para manter o solo hidratado.
Como se deve meter na terra uma estaca de uva-espim? Inclinada para o lado em que o Sol se põe. Aliás, a regra não se aplica apenas à uva-espim, mas a todas as plantas que se plantam em estaca. Plantas com raízes são colocadas verticalmente.
Ao metermos a planta na terra, devemos pressionar gentilmente o solo de modo a evitar bolsas de ar junto à parte onde nascerão as raízes. Nada de calcar, compactando o solo.
A Paula e uma figueira.
Adicionar matéria orgânica ao solo é uma dos componentes essenciais do método agroflorestal. Os paus aqui substituem as pontas de poda que resultam do maneio de uma agrofloresta.
Numa linha temos as árvores, arbustos e plantas rasteiras. Note-se os molhinhos de paus.
Os Pedros, ao nascer do Sol, colocando os paus no terreno.
O Harald, preparando a bosta de vaca, essencial para o bom desenvolvimento das sementes.
O Ernst prefere a transformação lenta da matéria orgânica (especialmente a madeira) com o auxílio dos fungos basydiomicota, um processo a frio, à biodegradação, que liberta calor.
Semeando a vegetação de base em linhas transversais à linha de árvores e arbustos. Nesta iagem já pode ser visto o empalhamento que cobriu os paus e as zonas de sementeiira entre eles.
A água que cai num solo coberto por floresta é absorvida pelo solo por gradiente negativo, levando com ela sal e metais até ao horizonte C. A água que cai num solo descoberto, ou com vegetação esparsa, acaba por se infiltrar por gravidade, e não transporta com ela nem sal nem metais, provocando a acidificação e/ou salinização do terreno.
Como trabalhar numa bacia hidrográfica? De modo a que a água possa subir pelas encontas acima, quer por capilaridade, quer transportada pelas micorizas, quer através da intensidade de fotossíntese.
Preparando uma sementeira de floresta com nozes, castanhas, bolotas, azeitonas...
A que se deve juntar matéria orgânica, de preferência de um solo florestal, de modo a inocular a sementeira com esporos e hifas de basydiomicota.
Que mais dizer? Fiquei com uma vontade enorme de começar a aplicar os conhecimentos que tive o privilégio de aprender com este homem.
Os meus agradecimentos ao Samuel, Zé Mário e Ana, da Cooperativa O Sítio, por terem organizado o curso e a vinda do Ernst Götsch a Portugal, ao José Manuel e à Clara da Quinta de Derei por nos terem recebido, e a todos os colegas, pela simpatia, companheirismo e conhecimentos que compartilharem connosco.
Paredes em Transição
O movimento Paredes em Transição é uma rede de amigos que vivem na cidade de Paredes, no Norte de Portugal, que partilham a preocupação de que a debilitante dependência em combustíveis baratos de que a nossa sociedade e economia padecem – e que não está a receber a devida atenção dos vários governos, que parecem actuar na premissa de que o petróleo barato e abundante continuará por cá em perpetuidade – possa vir a resultar em graves e imprevisíveis problemas de que a tecnologia não conseguirá livrar-nos, e que poderão afectar muito negativamente o nosso futuro e o dos nossos filhos. Saiba mais no menu Projecto.
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quinta-feira, 20 de outubro de 2011
Foi Assim o Curso de Agrofloresta em Mangualde
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segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
Vida de Vaca Leiteira
A nossa colega Ana Teresa, da Ilha de São Miguel, nos Açores, deixou o seguinte texto como comentário a um artigo deste blog, e deu-nos autorização para o colocar aqui como artigo.
A maneira como tratamos os animais terá, seguramente, que melhorar.
Esta terra tão bonita, está muito contaminada com adubos químicos, herbicidas e insecticidas (principalmente por causa de erva e milho para as vacas) e tenho a desconfiança de que já existem transgénicos apesar de não constar.
É a monocultura da vaca que é altamente subsidiada. Há subsídios para tudo e até para a morte.
E por falar nisto, descobri uma coisa inacreditável: andava eu em pesquisas sobre quantos animais para consumo eram mortos no matadouro de Ponta Delgada (a capital de São Miguel, este número só diz respeito aos animais da ilha, pois quase todas as ilhas possuem matadouros), quando me deparei com uma informação absurda (é só para perceberem que até nestes ares plácidos e bonitos, se esconde o papão do capitalismo e especismo desenfreado), são abatidos entre 800 a 1000 bezerros (bebés) por semana, para serem totalmente incinerados para se poder manter a quota de mercado. Por cada um desses bezerros o agricultor recebe 75 euros.
E como é que existem assim tantos bezerros? Existem porque as vacas, assim como nós mulheres, só têm leite se tiverem filhos, e como a espécie humana dos países desenvolvidos bebe tanto leite e derivados, as nossas queridas e simpáticas vaquinhas têm que andar a ter bebés, para nós não ficarmos sem leite.
Como se a nossa vida dependesse do leite e derivados, dessa quantidade tremenda que ingerimos e que se comercializa. Capitalismo cada vez mais selvagem é a resposta, não a nossa saúde.
Tenho que explicar isto, porque a maioria das pessoas pensa na vaquinha feliz no campo, ou na quinta familiar, a dar leite, sem ter tido filhos.
Segundo fontes veterinárias, para produzir leite, a vaca é sujeita a tratamentos hormonais para ovular na altura desejada e inseminada com sémen congelado de touros seleccionados, o vitelo é retirado mal seja vendável (neste caso, compram a morte do bezerro), a vaca é mantida a produzir leite máximo de tempo possível, sendo a qualidade do leite mantida com ração formulada (para se ter o nível adequado de proteína e de gordura).
As vacas precisam de muita terra com pasto, o que, mesmo aqui, nem sempre é possível, por os agricultores terem que alugar as terras se não as tiverem. O que faz, (dependendo da quantidade de vacas por agricultor) com que já existam vacas a viverem quase permanentemente no mesmo lugar. ou seja, temos vacas "semi/aquáticas".
Também descobri que ao ingerir demasiado cálcio, que é o que se faz normalmente nos países desenvolvidos, cuja dieta é á base de carne, leite e derivados, eliminámos tb maior quantidade de cálcio percentualmente. E é por isto que a maioria da população tem e terá osteoporose a níveis fora do normal. Quem tiver paciência, poderá ter explicação melhor que a minha em muitos sítios na net (eu perdi as fontes destas informações).
E podem ver aqui a notícia sobre os vitelos:
http://ww1.rtp.pt/acores/index.php?article=7048&visual=3&layout=10&tm=5
Mesmo o leite dos Açores, não é a maravilha que pensamos e muito menos a vida dos animais.
É uma informação que achei que deve ser partilhada, pelo maior número de pessoas possível, embora à 1.ª vista pareça não ter nada a ver com o seu blogue.
É a monocultura da vaca que é altamente subsidiada. Há subsídios para tudo e até para a morte.
E por falar nisto, descobri uma coisa inacreditável: andava eu em pesquisas sobre quantos animais para consumo eram mortos no matadouro de Ponta Delgada (a capital de São Miguel, este número só diz respeito aos animais da ilha, pois quase todas as ilhas possuem matadouros), quando me deparei com uma informação absurda (é só para perceberem que até nestes ares plácidos e bonitos, se esconde o papão do capitalismo e especismo desenfreado), são abatidos entre 800 a 1000 bezerros (bebés) por semana, para serem totalmente incinerados para se poder manter a quota de mercado. Por cada um desses bezerros o agricultor recebe 75 euros.
E como é que existem assim tantos bezerros? Existem porque as vacas, assim como nós mulheres, só têm leite se tiverem filhos, e como a espécie humana dos países desenvolvidos bebe tanto leite e derivados, as nossas queridas e simpáticas vaquinhas têm que andar a ter bebés, para nós não ficarmos sem leite.
Como se a nossa vida dependesse do leite e derivados, dessa quantidade tremenda que ingerimos e que se comercializa. Capitalismo cada vez mais selvagem é a resposta, não a nossa saúde.
Tenho que explicar isto, porque a maioria das pessoas pensa na vaquinha feliz no campo, ou na quinta familiar, a dar leite, sem ter tido filhos.
Segundo fontes veterinárias, para produzir leite, a vaca é sujeita a tratamentos hormonais para ovular na altura desejada e inseminada com sémen congelado de touros seleccionados, o vitelo é retirado mal seja vendável (neste caso, compram a morte do bezerro), a vaca é mantida a produzir leite máximo de tempo possível, sendo a qualidade do leite mantida com ração formulada (para se ter o nível adequado de proteína e de gordura).
As vacas precisam de muita terra com pasto, o que, mesmo aqui, nem sempre é possível, por os agricultores terem que alugar as terras se não as tiverem. O que faz, (dependendo da quantidade de vacas por agricultor) com que já existam vacas a viverem quase permanentemente no mesmo lugar. ou seja, temos vacas "semi/aquáticas".
Também descobri que ao ingerir demasiado cálcio, que é o que se faz normalmente nos países desenvolvidos, cuja dieta é á base de carne, leite e derivados, eliminámos tb maior quantidade de cálcio percentualmente. E é por isto que a maioria da população tem e terá osteoporose a níveis fora do normal. Quem tiver paciência, poderá ter explicação melhor que a minha em muitos sítios na net (eu perdi as fontes destas informações).
E podem ver aqui a notícia sobre os vitelos:
http://ww1.rtp.pt/acores/index.php?article=7048&visual=3&layout=10&tm=5
Mesmo o leite dos Açores, não é a maravilha que pensamos e muito menos a vida dos animais.
É uma informação que achei que deve ser partilhada, pelo maior número de pessoas possível, embora à 1.ª vista pareça não ter nada a ver com o seu blogue.
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terça-feira, 4 de janeiro de 2011
Cultivando o Deserto
"Greening the Desert II" é o nome original deste vídeo, que mostra o trabalho de Geoff Lawton e do Permaculture Research Institute of Australia (PRI) no deserto junto ao Mar Morto, na Jordânia. O título português é invenção nossa ;-)
Gostaríamos de disponibilizar legendas em português, mas dada essa impossibilidade, disponibilizamos o documentário no inglês original. De resto, os títulos resumem os conteúdos e as imagens falam por si, proporcionando uma tremenda visão do que se poderá conseguir usando os princípios da permacultura.
Usufruam!
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segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
Uma Quinta para o Futuro
A Farm for the Future.Um fantástico documentário da BBC, produzido e realizado por Rebecca Hosking, sobre o futuro da agricultura, e sobre Permacultura em particular. Foi este documentário que despertou o meu interesse sobre Permacultura. Recomendo-o vivamente. 50 minutos de pura descoberta!
Poderão descobrir mais sobre o documentário na página da BBC.
As legendas em castelhano são fruto do trabalho dos nossos colegas do Movimiento de Transición de la Comarca Andina, na Patagonia Argentina. Gracias, compañeros!
Una Granja para el Futuro from Horatiux on Vimeo.
As legendas em castelhano são fruto do trabalho dos nossos colegas do Movimiento de Transición de la Comarca Andina, na Patagonia Argentina. Gracias, compañeros!
Una Granja para el Futuro from Horatiux on Vimeo.
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