Paredes em Transição

O movimento Paredes em Transição é uma rede de amigos que vivem na cidade de Paredes, no Norte de Portugal, que partilham a preocupação de que a debilitante dependência em combustíveis baratos de que a nossa sociedade e economia padecem – e que não está a receber a devida atenção dos vários governos, que parecem actuar na premissa de que o petróleo barato e abundante continuará por cá em perpetuidade – possa vir a resultar em graves e imprevisíveis problemas de que a tecnologia não conseguirá livrar-nos, e que poderão afectar muito negativamente o nosso futuro e o dos nossos filhos. Saiba mais no menu Projecto.

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sábado, 6 de novembro de 2010

Outubro foi um bom mês para a Transição em Portugal

Outubro foi um bom mês para o desenvolvimento do movimento Cidades em Transição em Portugal.
O primeiro curso de iniciativas de Transição a ocorrer em Portugal desenrolou-se nos dias 16 e 17, organizado pelo João Leitão e pelos colegas de Pombal, trouxe May East e Mandy Dean a nosso país e juntou um excelente grupo composto por três dezenas de pessoas ávidas por agarrarem o modelo Cidades em Transição e começarem a espalhar a mudança nas suas comunidades.
Logo a seguir tivemos o workshop da Jacqi Hodgson no Glocal 2010, que atraiu cerca de 60 participantes - o dobro do que se esperava! Nessa conferência, em que o Luís Queirós apresentou o projecto Rio Vivo, uma iniciativa de Transição na localidade de São Pedro de Rio Seco, em Almeida, e o Rúben Carminé apresentou o projecto PROVE Terras do Sousa, tive, ainda, a oportunidade de apresentar o movimento Paredes em Transição.
No dia seguinte conseguimos ter a Jacqi em Paredes a apresentar uma palestra sobre o pico do petróleo, alterações climáticas, contracção económica e Transição às 28 pessoas que compareceram a uma chamada. 
Escassos dias mais tarde, os colegas de Telheiras conseguiram o feito de reunir para cima de 100 pessoas que assistiram à projecção do filme The End of Suburbia. É obra, e quando alguém escrever sobre a história do movimento Cidades em Transição em Portugal este evento não poderá deixar de ser mencionado.
Em Paredes publicamos duas estórias de Transição no nosso maior jornal local, O Verdadeiro Olhar, que parece terem criado alguma confusão, e juntámos um bom número de elementos numa actividade em que se fizeram compotas, pão, pizza e muitas outras coisas deliciosas. Reuniões com o poder local e a cooperativa de agricultores correram bastante bem e prometem desenvolvimento.
Outubro foi um bom mês. Novembro promete sê-lo, igualmente.
É com uma enorme satisfação que encontro mais duas iniciativas portuguesas listadas no directório da Transition Network. A página da  Iniciativa de Transição em Telheiras no directório foi um passo natural a partir do evento do dia 27. Daqui a momentos inicia-se a sua primeira reunião oficial. Boa sorte!
Especial satisfação foi saber que após ter assistido à palestra da Jacqi em Paredes, o Luís Ribeiro resolveu meter mãos à obra e reunir um grupo de colegas para criar o movimento UMinho in Transition, a Primeira Universidade em Transição em Portugal! Segundo me contou o Luís, a reunião que tiveram ocorreu  simultaneamente a duas outras reuniões importantes na Universidade do Minho, e algumas pessoas passaram na da Transição apenas para terem um "cheirinho" do que se passava, mas acabaram por ficar até ao fim. Parabéns e sucesso para as novas iniciativas!
E agora tenho que ir rapidamente ao moleiro comprar farinha ;-)

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

A Palestra com Jacqi Hodgson, em Paredes

E a palestra aconteceu.

A ideia surgiu quando me encontrei com a Jacqi Hodgson, ao fim da tarde da Quarta-feira, 20 de Outubro para prepararmos o workshop para o dia seguinte. A Jacqi tinha a noite de Sexta-feira livre. Eu tinha uma reunião de condomínio. Tínhamos a Quinta e a Sexta-feira para encontrarmos um espaço adequado, construir uma audiência e preparar os conteúdos. Era em cima da hora, e o tempo era escasso. E tínhamos praticamente todo o dia de Quinta e Sexta-feira ocupados pela conferência, e sem acesso a telemóveis.
Na noite dessa Quarta-feira, em casa, comecei a enviar e-mails. Da parte do movimento Paredes em Transição, entre reuniões de condomínio, trabalho, bilhetes para teatro para uma família inteira já comprados, o panorama era desolador. Encontrei o talentoso Sr. Chris Ripley (que construiu uma bela casa usando fardos de palha, em Tábua) na Internet, que colou uma mensagem na rede social Transição e Permacultura Portugal. O João Leitão recebeu a minha mensagem e re-enviou-a para os 1,381membros da mesma rede, de que foi o criador. Eu coloquei uma mensagem neste blog e cruzei os dedos. Era essencial que conseguíssemos pelo menos 15 pessoas, o que considerava o número mínimo para termos massa crítica.
E as respostas começaram a chegar. Na Quinta-feira de manhã, mais uma vista de olhos à minha caixa de correio electrónico e ficava decidido que a palestra iria acontecer. Parecia que teríamos audiência.
Na Quinta-feira por volta da hora do almoço telefonavam-me a anunciar que a Câmara Municipal de Paredes nos permitiria utilizar o auditório na Casa da Cultura - que miraculosamente não estaria a ser utilizado!
O workshop na tarde do dia 21 na GLOCAL 2010 correu muito bem. Ao fim do dia, eu e o Rúben Carminé desdobrava-mo-nos ao telemóvel. Parecia que teríamos as 15 pessoas.
Na Sexta-feira ao fim do dia, eu e a Jacqi chegávamos a Paredes, ainda a tempo de assistir à distribuição dos cabazes do programa PROVE, na Cooperativa Agrícola de Paredes.
Trabalhámos os conteúdos da palestra sem a mais pequena ideia de quantas pessoas apareceriam - 10, 15, 20, 30? - e depois de um jantar à pressa, abalámos para a Casa da Cultura, caminhando com os cartazes, livros, computador, marcadores, máquinas fotográficas...
Tivemos cerca de 30 pessoas (28, para ser mais preciso). A plateia era constituída maioritariamente por paredenses, mas havia gente de Vila Nova de Famalicão, Rio Tinto, Marco de Canaveses, Amarante e Penafiel. O José Pedro, do Marco, teve uma avaria no carro e pagou 25 € a um taxista para o levar a Paredes!

A palestra foi feita comigo a traduzir cada tirada da Jacqi, para aqueles cujo domínio do inglês não era completo. Iria tomar-nos pelo menos mais metade do tempo do que se ela a fizesse sozinha, mas valeu a pena. Para muitos dos presentes, foi a primeira vez que ouviram falar em "Pico do Petróleo".
Também deu para ver a curiosidade que começa a criar-se em Portugal à volta do movimento de Transição.

Não conseguimos fazer o exercício de backcasting como havíamos feito no dia anterior, na Glocal, por causa do tempo, mas ainda chegámos a construir com a audiência os pressupostos e a pintar o futuro desejado para 2030.

No fim da palestra, o Rúben e a Alda, que tinham aparecido com um cabaz de frutos e hortícolas, ainda apresentaram o projecto PROVE Terras do Sousa.

Duas lições a aprender:
1. aproveitar todas as oportunidades que se nos apresentem. Trazer a Jacqi a Paredes a custo zero foi uma oportunidade fenomenal.
2. filmar e fotografar todos estes eventos, para poder partilhá-los com a comunidade. Eu tinha levado máquina fotográfica, mas estava tão concentrado em ouvir o discurso da Jacqi, para o traduzir em seguida, que me esqueci completamente de tirar fotografias. As que aparecem, acima, foram tiradas pela própria Jacqi e pela Patrícia Costa Neto, de rio Tinto.

Nesta palestra foram perdidos um telemóvel e a chave de um automóvel Opel. Se alguém souber de alguma coisa, faça o favor de mo dizer!

sábado, 30 de outubro de 2010

Decisões pessoais que mudarão o Mundo

Ainda sobre a conferência Glocal 2010.
No final do workshop sobre o movimento Cidades em Transição, foi entregue um post-it a cada um dos presentes, a quem a Jacqi Hodgson pediu que formulasse uma decisão que ajudasse a tornar o planeta mais sustentável. Os post-its foram afixados na parede, junto aos posters, para todos verem.
Apareceram muitas decisões semelhantes, como consumir produtos locais, andar mais a pé e iniciar um movimento de Transição, o que é excelente!

Estas foram as decisões que mudarão o Mundo:

  • Dar preferência a produtos certificados
  • Ter a minha própria horta
  • Formar uma rede de troca de produtos produzidos em casa
  • Consumir menos carne e peixe
  • Iniciar um centro de treino de competências, de forma a contribuir para a troca de informação, experiência e ideias entre a população de Vila Nova de Gaia
  • Viver, trabalhar, comer, deslocar-me mais local e responsavelmente
  • Não vou desistir de caminhar para a sustentabilidade, pelo amor que tenho aos meus filhos
  • Vou falar com os meus amigos sobre o workshop de hoje
  • Desenvolver um projecto de melhoria ambiental na instituição onde trabalho, envolvendo a participação de todos
  • Organizar um grupo para iniciar um movimento de Transição
  • Consumir alimentos locais
  • Não usar tantas coisas
  • Partilhar
  • Aprender e ensinar
  • Valorizar a agricultura sustentável
  • Ajudar a divulgar o movimento Cidades em Transição
  • Participar em mais conferências e workshops sobre o tema das Cidades em Transição
  • Plantar bolotas
  • Compostagem em casa
  • Ter em conta o factor “sazonalidade” na minha alimentação
  • Evitar andar de avião
  • Compostagem caseira na minha urbanização
  • Colocar painéis solares
  • Ecomorfose (deve ter sido o Ricardo ;)
  • Sensibilização
  • Boicotar supermercados e hipermercados
  • Consumir produtos nacionais
  • Reutilizar tudo o que seja reutilizável
  • Trocar
  • Andar a pé
  • Andar d bicicleta
  • Voluntariar
  • Deixar de ligar a Modas
  • Ajudar uma aldeia em processo d desertificação a efectuar a Transição e ir para lá viver
  • Transmitir a mensagem com confiança, boa vontade e mobilizar amigos e colegas de trabalho para agir
  • Trabalhar num sistema de indicadores ecológicos para espaços urbanos
  • Implementar um projecto de Transição no meu local de trabalho

Ainda houve estas 3 decisões, expressas num aspecto mais gráfico:


Alguém devia ajudar a pessoa da esquerda!

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

GLOCAL 2010. Exercício de backcasting

Uma observação que me esqueci de colocar na mensagem anterior: a afluência ao workshop sobre o movimento de Transição, que teve lugar durante as sessões paralelas da tarde do dia 21, na GLOCAL 2010, foi verdadeiramente surpreendente, tendo quase atingido o dobro do número inicialmente esperado. Foi, de longe, a sessão mais participada da tarde e isto diz muito sobre o interesse que o tema da Transição está a despertar no nosso país.


Sobre o exercício de backcasting realizado nessa tarde:

O Energy Descent Action Plan (EDAP), ou Plano de Acção para o Decrescimento Energético de Totnes (PADE), que foi coordenado pela Jacqi Hodgson, teve por base um longo e detalhado exercício de backcasting – um conceito desenvolvido nos anos 70 pelo americano Amory Lovins – que consiste em imaginarmos o futuro que desejamos viver e identificar os passos que teremos que dar para lá chegarmos. Assim, tendo estabelecido os objectivos a atingir no ano de, por exemplo, 2030, teremos que identificar as várias etapas que terão que ser ultrapassadas nos anos anteriores (por ex: 2025, 2020 e 2015) para atingirmos esses objectivos. E há que começar, claro está, no presente.

Ora para criarmos um futuro, é essencial que tenhamos uma ideia bastante razoável do que queremos que ele seja e de quais as condições com que teremos de trabalhar, ou seja, quais as alterações que poderão ser esperadas face às condições actuais: qual deverá ser a população mundial em 2030? Como será o crescimento económico? Como estará o custo das energias? Etc., etc. etc...

Os pressupostos adiantados pela assistência foram os seguintes:

  • A população da Terra será mais numerosa
  • A energia será muito mais cara
  • Decrescimento económico
  • Os efeitos das alterações climáticas fazem-se sentir com maior intensidade
  • Haverá menos alimentos disponíveis
  • Uso racionado dos transportes

Com os pressupostos identificados, fizemos, então, um exercício de visualização, em que cada um de nós imaginou o futuro que deseja para si. A Jacqi convidou-nos a fechar os olhos e a imaginar que acordamos em 2030. Observemos o mundo à nossa volta: como é a interacção entre as pessoas? Como são as habitações, os edifícios, a paisagem… como são as vias de mobilidade e como se efectua a própria mobilidade? O que comemos, como é o panorama ambiental... que sons ouvimos, que cores vemos…

Este é o futuro como queremos que ele venha a ser, e o ponto de partida para a elaboração do Plano de Decrescimento Energético.

Pedimos, então, à assistência para se distribuir em grupos de 6 pessoas e construir o cenário desejado para 2030 e identificar os vários passos para lá se chegar. Dado o pouco tempo disponível, decidimos que nos iríamos debruçar unicamente sobre a alimentação, um dos componentes fundamentais de qualquer EDAP.



Cada grupo elegeu uma pessoa para registar as conclusões nos posters que havíamos afixado nas paredes, e à volta dos quais novas soluções começavam a germinar.


O cenário desejado pela assistência para 2030 foi este:

  • 80 % dos alimentos que consumimos são produzidos em Portugal;
  • Consumimos uma alimentação mais natural, constituída por produtos locais e na época;
  • Novas receitas valorizam estes produtos;
  • A produção local de proximidade é extremamente valorizada pelo consumidor;
  • Os produtos de agricultura biológica são, agora, muito mais baratos do que eram em 2010;
  • Os modos de produção agrícola são sustentáveis, independentes de produtos químicos e de combustíveis fósseis;
  • Foram introduzidas alterações importantes face à dieta que tínhamos em 2010, que incluem um menor consumo de carne e refeições menos abundantes, por opção;
  • Pré-cozinhados e fast-food são quase uma coisa do passado
  • Há mais espaços públicos, repletos de árvores de fruto;
  • Assistiu-se a uma espécie de regresso às origens com imensas pessoas a cultivarem parte do que consomem em hortas domésticas. Hortas comunitárias proporcionam um espaço para os que não têm terreno próprio poderem cultivar;
  • Muitos edifícios têm hortas nos telhados;
  • As pessoas trocam produtos alimentares entre si, muitas vezes em feiras realizadas com esse objectivo;
  • Sistemas agro-florestais permitem produzir alimentos com muito pouco esforço;
  • Refeições comunitárias incentivam a aproximação entre vizinhos, a variedade na dieta e solidariedade entre cidadãos;
  • A água é gerida de uma maneira muito mais eficiente, sendo, muitas vezes, reutilizada
  • Menos desperdício;
  • Produção de carne a nível local;
  • Produtores de agricultura industrial pagam o valor justo pelos serviços que lhes são prestados pela natureza
  • Já existem alimentos disponíveis no mercado sob a forma de pílulas ou pastilhas.





Estes são os passos que a audiência entendeu que deverão ser dados até 2025 para se chegar ao cenário traçado para 2030:

  • Concretização de um novo modelo produtivo agrícola de proximidade;
  • Cidadãos assumem preferência por produtos nacionais ou mesmo locais e biológicos. A inclusão destes alimentos na dieta é vista como um melhoramento na qualidade de vida;
  • Reaproveitamento de águas domésticas;
  • Criar uma taxa elevada sobre a importação de alimentos e incentivos à venda dos produtos nacionais no país;
  • Informação nos menus dos restaurantes deve conter dados como origem biológica (ou não) e quilómetros percorridos pelos ingredientes;
  • Hortas colectivas, mercados de trocas de produtos
  • Redes de distribuição flexíveis, com mercados com horários alargados fomentando o comércio de proximidade;
  • “Cidades agrícolas” – anéis agrícolas em torno das cidades permitem abastecê-las de produtos frescos e de qualidade;
  • Biotecnologia ao serviço da produção e transformação de alimentos

2020:

  • Maior articulação entre decisores políticos e a sociedade civil;
  • Adopção de técnicas de cultivo alternativas;
  • Novos modelos de organização espacial com reconversão de terrenos para o uso agrícola;
  • Rótulos com a “Pegada Ecológica” nos alimentos;
  • Cooperativismo;
  • Qualificação e disseminação regional de conhecimentos com ênfase na sustentabilidade;
  • Estabelecimento de vias de distribuição para os alimentos alternativas;

2015:

  • Choque!
  • Recuperação e difusão de técnicas e práticas agrícolas e pecuárias sustentáveis;
  • Recolha de sementes tradicionais;
  • Valorização da agricultura local;
  • Boicote aos supermercados;
  • Grandes produtores são obrigados a compensar aqueles que são afectados pelas externalidades resultantes da sua actividade;
  • Promoção da entreajuda;
  • Moratória de 15 anos à pesca do bacalhau;
  • Planeamento agro-consciente das cidades;
  • Fim de subsídios perversos.

E hoje, 2010:

  • Alerta!
  • Formação, sensibilização e educação, para modos de vida e alimentação saudáveis, incluindo professores que passarão erra informação aos seus alunos;
  • A produção biológica de alimentos faz parte dos curricula escolares;
  • Alteração dos hábitos de consumo, com preferência por produtos naturais nacionais;
  • Directórios de comida local;
  • Criação de bancos de sementes;
  • Campanha pela disseminação de árvores de frutos secos por todo o país;
  • Mobilização dos líderes de opinião;
  • Autarquias disponibilizam terrenos para criação de hortas comunitárias;
  • Quadro legislativo adaptado à produção local de alimentos, incluindo a alteração das políticas de uso dos solos e o financiamento a agricultores para incentivar a produção nacional;
  • Formação e informação sobre o movimento de Transição.


quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Jacqi Hodgson, da Transition Network em Paredes na Sexta-feira à noite

A palestra vai mesmo acontecer!

Casa da Cultura de Paredes às 9:30 pm.

Algumas informações sobre como chegar lá:

Quem vier de carro, o melhor é sair em Paredes e na Rotunda virar à direita. Passam mais uma rotunda, continuam a descer e viram à esquerda na Rua Infante D. Henrique. A Casa da Cultura fica um pouco depois do primeiro cruzamento (atenção ao STOP!), do lado direito.
Junto um mapa para facilitar a navegação.
Tenham uma boa viagem, cá os esperamos.
Miguel Leal e o Movimento Paredes em Transição