Paredes em Transição

O movimento Paredes em Transição é uma rede de amigos que vivem na cidade de Paredes, no Norte de Portugal, que partilham a preocupação de que a debilitante dependência em combustíveis baratos de que a nossa sociedade e economia padecem – e que não está a receber a devida atenção dos vários governos, que parecem actuar na premissa de que o petróleo barato e abundante continuará por cá em perpetuidade – possa vir a resultar em graves e imprevisíveis problemas de que a tecnologia não conseguirá livrar-nos, e que poderão afectar muito negativamente o nosso futuro e o dos nossos filhos. Saiba mais no menu Projecto.

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terça-feira, 26 de abril de 2011

UMinho in Transition inaugura hortas comunitárias e exibe o filme Home

Os nossos colegas da UMinho in Transition inaugurarão amanhã, Quarta-feira, 27 de Abril, pelas 14h30, no campus dos Congregados, em Braga, a sua primeira horta comunitária.
Esta celebração contará, ainda, com a exibição do filme Home, como já aconteceu em Portalegre e Paredes.
A exibição do filme terá lugar pelas 16:00, no Bar1 de Engenharia, no Campus de Azurém, em Guimarães.

sábado, 11 de dezembro de 2010

Uma horta comunitária em Rio Tinto


Uma mensagem que nos chegou dos colegas de Rio Tinto em Transição, Patrícia e Luís:

Porquê uma horta comunitária em Rio Tinto?
Como dizia o Sepp Holzer no seminário a que alguns de nós assistimos: Portugal é um paraíso ou um deserto? Da mesma forma nos interrogamos Rio Tinto é um paraíso ou um deserto?

Rio Tinto, dos prédios, do cimento, do Shopping, da cidade dormitório, em que ninguém conhece ninguém, do rio poluído e entubado. Assim em meia dúzia de palavras se podem referir algumas asneiras da insustentabilidade em Rio Tinto, dos que acham que a natureza é mera matéria-prima. Mas...

A natureza diz-nos, a natureza ensino-nos, que em cada problema, que em cada aparentemente árido monte de pedras, há sempre uma solução, há uma semente que colocada correctamente irá regenerar e fazer renascer mesmo o ecossistema mais enfraquecido.

Dia 18 de Dezembro de 2010 vamos caminhar por Rio Tinto e procurar locais para eventuais cedências de espaço para a nossa horta, o ponto de encontro é na confeitaria "15 de Setembro" (no cruzamento entre a Praceta Revolta, R. das Catrinas, R. João Vieira e a R. Dr. Porfírio de Andrade) às 9 horas.

A confeitaria "15 de Setembro" fica relativamente perto da Estação de comboios de Rio Tinto. Em baixo há indicações do google earth e das páginas amarelas:


domingo, 28 de novembro de 2010

Maior parque hortícola urbano do país já está em construção em Lisboa

Notícia publicada no Público. A notícia original e respectivos comentários poderão ser lidos aqui.

No Vale de Chelas

Maior parque hortícola urbano do país já está em construção em Lisboa

A Câmara de Lisboa já iniciou no Vale de Chelas a construção do maior espaço urbano do país criado para albergar mais de seis hectares de hortas.
O parque hortícola terá cerca de 15 hectares, dos quais 6,5 serão destinados às hortas, informou o gabinete do vereador do Ambiente Urbano e Espaços Verdes, José Sá Fernandes.

Para já, serão criados cerca de 400 talhões, cada um com 150 metros quadrados de área. Uma parte deles será atribuída directamente aos cerca de cem hortelãos que já ocupavam o local; os restantes ficam reservados para um concurso público, a realizar no próximo ano.

No início do segundo semestre de 2011 a autarquia conta ter concluída a primeira fase do projecto. A obra que iniciou há dias inclui a modelação do terreno, o reforço e protecção das encostas, a abertura de caminhos principais (procurando respeitar os percursos definidos entretanto pelos utilizadores) e a introdução de uma rede de distribuição de água, com bocas de rega.

“O fornecimento de água adequada à rega dos produtos hortícolas é a acção primordial deste projecto, pois vem acabar com as situações graves de saúde pública provocadas pela rega das culturas com águas do saneamento público em épocas de seca”, refere o gabinete de Sá Fernandes.

A câmara vai colocar vedações nas hortas, definir caminhos entre elas, colocar plantas e arbustos de bordadura, disponibilizar alfaias e casas de arrumo e, posteriormente, instalar “um equipamento infantil e um quiosque com esplanada”.

Com esta iniciativa, nascida da necessidade de organizar a agricultura da área, pretende-se também promover a “interacção social e a consciência comunitária” e permitir às famílias de uma zona carenciada o consumo de frescos e, por outro lado, a venda localizada de alguns produtos.

Além disso, reduz-se os custos de manutenção para o município e “assegura-se a permeabilidade dos solos”.

domingo, 31 de outubro de 2010

Terceiro Aniversário da Constelação de Hortas Comunitárias de Paredes

Mais outra estória de Transição que foi publicada no jornal O Verdadeiro Olhar, de Paredes, na Sexta-feira passada. Como é uma estória de Transição, não acreditem no título!
Outra estória de Transição aqui.


Terceiro Aniversário da Constelação de Hortas Comunitárias de Paredes

22 de Outubro de 2014

Nabos, brócolos e alfaces. Endívias, aipo e espinafres. Salsa, rabanetes e todo o tipo de couves, incluindo a flor e a de Bruxelas crescem junto à Cintura Rodoviária Interna de Paredes. Já lá vão três anos desde que a primeira horta comunitária do Concelho nasceu junto ao Bairro do Sonho, fruto de uma parceria da Câmara Municipal e do movimento Paredes em Transição (PeT). Desde então, 11 novos espaços vieram juntar-se ao primeiro, formando uma constelação que abarca todo o concelho.

O terceiro aniversário desta constelação de hortas foi marcado com uma pequena celebração na Horta Comunitária do Bairro do Sonho, e contou com a presença da Vereadora do Ambiente, Raquel Moreira da Silva, elementos do PeT e vários dos munícipes que utilizam as hortas.

Para a vereadora, que, juntamente com alguns dos presentes, se afadigava à volta de um fogão de campanha na preparação de um caldo com ingredientes colhidos momentos antes, o momento é de celebração.

“As pequenas vitórias devem ser celebradas, a Constelação de Hortas comunitárias de Paredes é uma vitória e esta é uma excelente maneira de a celebrar. Foi um convite que não podia recusar”, disse, acrescentando que o objectivo principal destas hortas é proporcionar um espaço para cultivar a quem o não tem.

“Paredes é um município cada vez mais urbano, e há muitas pessoas que gostariam de ter uma bocado de terra para cultivar perto de casa. Com este projecto damos resposta a essa necessidade. Por outro lado, e cada vez mais, as pessoas passaram a compostar os seus resíduos orgânicos. Cria-se solo fértil, poupa-se na logística e contribui-se para reduzir o volume de resíduos que seguem para o aterro sanitário. Ficamos todos a ganhar”.

Vanda Lopes, arquitecta paisagista e membro do PeT, entidade que, ao abrigo de um protocolo com a Câmara Municipal ficou encarregue da gestão destes espaços, explicou que as listas de espera são longas e as vagas são cada vez mais raras. “No início, o tempo de espera até era curto. Muitas pessoas aventuravam-se a cultivar sem terem ideia do que se estavam a meter e dois ou três meses mais tarde desencantavam-se e devolviam o talhão, mas desde que a situação económica piorou, deixámos de ter desistências”.


Para Rosalina Lima, viúva, moradora no Bairro do Sonho, a horta comunitária foi a concretização de um sonho antigo.

“É uma maravilha! Eu fui criada nos campos, e fazia-me muita falta. Os moradores do rés-do-chão ainda tinham um bocadinho de terreno nas traseiras do prédio, mas eu moro num segundo andar. Agora tiro o suficiente para mim e ainda dou muita coisa aos vizinhos.”

A horta é, também, um espaço de lazer e confraternização que contribui para se criar um espírito de comunidade. Ao lado de Rosalina, Palmira Neiva, também ela reformada, ajuda a recolher as últimas vagens da temporada.

“Este espaço é muito bonito. A gente passa aqui muito tempo. Também se troca muita coisa: sementes, rebentos, plantas... ajudamo-nos muito uns aos outros. Faz bem à alma!”

Saboreando o caldo ainda fumegante, Raquel Moreira da Silva e Vanda Lopes fazem um balanço dos últimos 3 anos: “É curioso como desde que iniciámos o projectos das hortas comunitárias, o entusiasmo pelo cultivo de alimentos alastrou à comunidade em geral. Já há muito tempo não se produziam tantos alimentos em Paredes”, diz a vereadora, ao que a arquitecta paisagista acrescenta: “Ao incentivarmos a produção de comida local, diminuímos a dependência do município de alimentos de origem estrangeira. É menos comida que chega de fora, menos quilómetros percorridos, o que ajuda a reduzir a nossa pegada ecológica e a equilibrar a balança comercial. É isso que estamos a fazer com o apoio da Câmara Municipal e é esse o espírito do movimento de Transição.


João Dinis Lapiseiro



terça-feira, 19 de outubro de 2010

Primeira Feira de Agricultores e Produtores Locais de Paredes

Este artigo foi publicado no jornal O Verdadeiro Olhar, em Paredes, no dia 8 de Outubro de 2010.


Já agora... não acreditem no título! Trata-se de uma estória de transição (mais sobre estórias de transição - em inglês - pode ser encontrado aqui)



7 de Outubro de 2011


Primeira Feira de Agricultores e Produtores Locais de Paredes



Realizou-se, no passado Sábado, a primeira Feira de Agricultores e Produtores Locais de Paredes. O evento, que decorreu no Parque da Cidade, reuniu 23 agricultores e produtores locais e centenas de fregueses que, ao final da manhã, pouco deixaram nas bancas.

A feira franca foi organizada pelo movimento Paredes em Transição, com o apoio da Câmara Municipal e da Junta de Freguesia de Castelões de Cepeda. Ruben Carminé, um dos organizadores, mostrou-se surpreendido com a elevada afluência. “Para a pouca publicidade que fizemos, e para um primeiro evento, o número de pessoas que apareceu é verdadeiramente surpreendente”.

Segundo este jovem agricultor de 36 anos, o objectivo da feira é incentivar a população a consumir localmente, estimulando-se, assim, a produção local. “Não faz sentido entrarmos num hipermercado e encontrar-mos frutas e legumes que chegam da Espanha, da Argentina, de Israel, e praticamente nada ou quase nada de produção nacional. Para além disso, esses produtos viajam centenas ou milhares de quilómetros e, em regra, chegam-nos ao prato dias e dias após terem sido colhidos. Grande parte do valor nutritivo do alimento já se perdeu. Aqui temos produtos de qualidade, produzidos localmente. Na maioria dos casos, o produto foi colhido do campo hoje mesmo!”

A feira foi inaugurada pelo Presidente da Câmara de Paredes. Celso Ferreira, visivelmente bem disposto, podia ser visto a conversar com os agricultores, e não deixou de comprar alguns dos produtos à venda.

Segundo o autarca, esta experiência, apoiada desde o primeiro minuto pelo Município, deverá gerar orientações que guiarão a realização de futuros eventos deste género, neste e noutros locais do município.

“Esta é uma iniciativa que fazia falta em Paredes. É uma excelente maneira de incentivarmos a produção local, de fortalecermos a economia paredense. Gera-se aqui dinheiro que vai ser reinvestido no município. É também mais um passo na direcção da sustentabilidade de Paredes e uma iniciativa que dignifica a actividade agrícola. Especialmente a do pequeno agricultor. Queremos replicá-la.

Para João Acelga, de Mouriz, agricultor a meio-tempo, que a meio da manhã já tinha a banca praticamente vazia, a feira de produtores locais só traz benefícios. Se houver mais feiras destas, é um incentivo para o agricultor produzir, pois sabe que consegue escoar a produção. Vender nas grandes superfícies é só para alguns. O agricultor nas horas vagas tem dificuldade em vender. Muitas vezes acabamos por distribuir o que produzimos pela família, pelos vizinhos… muitas vezes alguma da fruta até acaba por se estragar na árvore. E com os tempos que correm...”

A actual situação económica é o que preocupa Adelina Rato, de 55 anos, reformada prematuramente. “A vida está muito difícil. Nesta situação é bom a gente poder comprar directamente ao agricultor. É bom para nós e é bom para o agricultor”.

Neste mercado alternativo foram, ainda, apresentados alguns produtos de agricultura biológica. Marta Dias, mãe de duas crianças em idade escolar, não escondia a sua satisfação face à diversidade de produtos. “Isto é fantástico. Estou a comprar todos estes vegetais biológicos a um preço que pouco supera os convencionais!

Ao fim da manhã, para Ruben Carminé e outros cidadãos envolvidos no movimento Paredes em Transição, é tempo de fazer um balanço do projecto. “Correu muito bem. Correu até melhor do que esperávamos. Para bem, passaríamos a ter uma feira destas todos os meses. Já estamos em Transição!”


João Dinis Lapiseiro

domingo, 3 de outubro de 2010

Espiral de ervas aromáticas

Ontem, Sábado, 2 de Outubro, a família participou num workshop sobre permacultura, organizado pelo Núcleo do Porto da Quercus. A sessão, que decorreu no complexo de educação ambiental da Quinta da Gruta, em Castelo da Maia, foi conduzida pelo nosso amigo Ricardo Marques, e incluiu a construção de uma espiral de ervas aromáticas.
A espiral de ervas aromáticas é um elemento clássico da Permacultura, tendo sido desenvolvido por Bill Mollison em 1978, idealizado para ficar próximo a uma cozinha, de modo a que rapidamente se possam colher as ervas desejadas para, de imediato, serem utilizadas na confecção de pratos.

A imagem seguinte, que ilustra a espiral de ervas em planta e em perfil, foi retirada da obra "Permaculture. A Designer's Manual", de Bill Mollison, e pode ser encontrada facilmente na Internet.


Começámos por estender uma base em cartão sobre o local escolhido, sobre o qual foram colocados os primeiros tijolos.


Primeiro esboçámos um círculo com aproximadamente 2 metros de diâmetro.




Após o que se começou a dar-lhe a forma de espiral...

... espiral essa que começou a crescer em altura.
E não faltaram arquitectos (estou a falar a sério!)

Depois foi depositada uma camada de gravilha e areia no interior da espiral para facilitar a drenagem.

A que se seguiu uma espessa camada de palha, feno e folhas secas.

E sobre essa assentou a camada de terra que serviria de substrato às plantas.
Seguiu-se outra camada de palha, feno e folhas secas, que servirá de cobertor vegetal, para proteger o solo da perda de humidade, alimentar o solo, evitar o aparecimento de ervas não desejadas, etc... e que a nossa filha ajudou a colocar.

Após o que se passou a regar abundantemente a estrutura. De notar o pequeno lago feito com uma bacia velha, que deverá acomodar os agriões e, quem sabe, no futuro algumas rãs que ajudem a manter a população de insectos sob controle...
Finalmente, chegou a altura de colocar as plantas. Alecrim, tomilho, alfazema, menta...
No fim do workshop ainda deu para fazermos uma muito curta visita ao conjunto de hortas biológicas que podem ser encontradas no complexo de educação ambiental da Quinta da Gruta, parte do programa horta
à porta, uma parceria entre a Câmara da Maia e a Lipor.

Informação disponibilizada na página Web da Câmara Municipal da Maia:
A Horta-a-Porta da Quinta da Gruta é a 10ª Horta do projecto da Lipor e a terceira do Município da Maia. Esta horta é composta por 66 talhões, de aproximadamente 40 m2 cada, contemplando, ainda, dois abrigos comuns de arrumos para alfaias e diversos pontos de água para rega e manutenção dos talhões.
Os talhões são disponibilizados, gratuitamente, aos utilizadores inscritos, assim como, a devida formação em agricultura biológica, a que se obrigam a praticar no local.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Horta Biológica em Guimarães

Outros movimentos, com outros nomes, mas um único objectivo.
Aqui fica um vídeo (crédito à RTP) com uma reportagem sobre uma horta biológica em Guimarães.


sábado, 3 de julho de 2010

Notícias de outra Transição

Olá a todos! Notícias da transição newton abbotiana (Newton Abbot, Devon, UK): http://www.transitionnewtonabbot.org.uk/.

O projecto em que estamos (eu e a Maria Inês) mais envolvidas é a horta comunitária. O terreno, muito simpaticamente localizado à beira rio, foi doado pela câmara (uma ideia para o vosso município) acerca de 1 ano e meio. Nessa altura, a transição Newton Abbot estava a dar os primeiros passos e a horta deu uma ajuda a materializar o projecto.

A permacultura é um conceito central na nossa horta. Não se destina portanto só a envolver a comunidade na produção de vegetais e fruta localmente, o que já é uma missão ambiciosa e meritória. Esta horta também tem o objectivo de servir de montra a uma abordagem da agricultura que pretende reproduzir as relações que se estabelecem nos sistemas ecológicos naturais.

O nosso plano da horta contempla uma área reservada à biodiversidade, à volta do charco que construímos e que neste momento pulula de libélulas e tritões e outras espécies que eu não faço ideia. E muito importante contempla também de um forest garden; uma pequena área de bosque em que possamos ter árvores de fruto (castanheiros, macieiras, ameixoeiras), pequenos arbustos e outras plantas perenes comestíveis e que requeira uma energia mínima da parte do agricultor. Esta parte é futuro.

Nos últimos tempos, temos nos concentrado nas plantas anuais (feijões, ervilhas, batatas, saladas, cebolas) que fomos plantando intervaladas com ervas aromáticas e flores benéficas a cada espécie.
Para mim, o mais interessante no projecto é vê-lo evoluir conforme as pessoas do grupo vão amadurecendo os conceitos e novas pessoas vêem e outras vão. E ir à horta é acima de tudo um evento social!
Gosto do vosso blog e vai-me mantendo informada.
Até já,
Miriam