Paredes em Transição

O movimento Paredes em Transição é uma rede de amigos que vivem na cidade de Paredes, no Norte de Portugal, que partilham a preocupação de que a debilitante dependência em combustíveis baratos de que a nossa sociedade e economia padecem – e que não está a receber a devida atenção dos vários governos, que parecem actuar na premissa de que o petróleo barato e abundante continuará por cá em perpetuidade – possa vir a resultar em graves e imprevisíveis problemas de que a tecnologia não conseguirá livrar-nos, e que poderão afectar muito negativamente o nosso futuro e o dos nossos filhos. Saiba mais no menu Projecto.

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domingo, 13 de março de 2011

A Oficina de Hortas Móveis

Enquanto em Lisboa, no Porto, e um pouco por todo o país centenas de milhar de pessoas saíram à rua para protestar contra a triste maneira como temos sido governados por sucessivos governos, em Paredes em Transição juntámo-nos para trocar conhecimentos sobre como construirmos a nossa horta móvel, nas alturas ou não.


Durante a oficina, várias foram as vozes que se fizeram ouvir, dizendo "Se não estivesse aqui, estava nos Aliados".  E volta e meia alguém aparecia com alguma informação sobre os números da maior manifestação de descontentamento dos nossos dias. As nossas felicitações a quem esteve presente.



Esta oficina teve início com uma visita à Horta nas Alturas, e englobou a construção de hortas móveis em caixas de esferovite e de alfobres de sementes em embalagens Tetrapak. As caixas de esferovite são as normalmente utilizadas para transportar pescado, e conseguimos uma boa quantidade delas do supermercado Modelo.

A oficina teve lugar no espaço PROVE, na Cooperativa Agrícola de Paredes, a quem agradecemos o apoio, e foram mais de 30 as pessoas que passaram pela oficina, entre sócios de Paredes em Transição, não sócios e novos sócios. 

O contingente de crianças também foi forte!

E o convívio entre gerações, tão saudável.


Foram feitas, quê, 17 caixas?

Caixa dupla, para cenouras.

Alfaces, acelgas, beterraba, salsa, rúcola, morangueiros, cebolinho, cenouras...

Gastámos 5 sacos de terra para jardim de 70 litros cada...

A parte inferior do conteúdo de cada caixa era constituída por lixo orgânico...











Preparando as embalagens Tetrapak...

O truque para tapar o local do bico...

Escolhendo as sementes para os alfobres...

Acabámos por decidir deixar a construção do vermicompostor caseiro para uma próxima oficina que dedicaremos só a esse efeito. No entanto, a nossa colónia de minhocas-vermelhas-da-Califórina encontra-se, agora, dividida por 5 habitações, cada uma das novas colónias a cargo de uma criança que cuidará de fazer com que cresçam e se multipliquem...

Foto de grupo final. Obrigado ao José Alberto, autor da esmagadora maioria destas imagens.
O saldo final: uma tarde bem passada, uma data de gente satisfeita e a pedir mais, 7 novos sócios e a vontade de fazer muito mais para recuperar a resiliência da nossa comunidade. Estamos em Transição!
Fiquem atentos a novos anúncios.

segunda-feira, 7 de março de 2011

Da Horta nas Alturas para a Panela

Acelgas, couve de coração, folhas de bróculo, de beterraba, salsa e cebola. Directamente da Horta nas Alturas para a panela, e da panela para o prato. Tudo em menos de uma hora. Mais fresco, só cru... E esta, heim?

domingo, 6 de março de 2011

Vale a Pena Começar uma Horta nas Alturas?

Sem dúvida! Mesmo durante o Inverno, a nossa tem-nos proporcionado com alimentos frescos, e mesmo com o clima rigoroso que de vez em quando aparece, as plantas têm-se aguentado.

Há coisa de umas duas semanas, caiu uma saraivada das antigas. À excepção de algumas alfaces novas que haviam sido plantadas um ou dois dias antes, as plantas sobreviveram.


O canteiro à esquerda, onde cresce os brócolos, já tem alguns meses. O da direita tinha sido feito há pouco tempo, como se pode ver pela terra que foi projectada contra a parede. 
Na caixa da esquerda podem ver-se, para além dos brócolos, alho francês, morangueiros e alfaces, que nasceram espontâneamente de sementes largadas por alfaces do Verão anterior.


A nossa filha de 4 anos preparando novos alfobres com embalagens Tetrapak, este fim-de-semana. 
Note-se a salsa, alface, brócolos e acelgas.


Brócolos antes de os colhermos, este fim-de-semana.

 Salsa e alface.


Acelgas. Sempre achei piada ao interior rosado.


Rabanetes que cresceram de sementes que trouxe de uma curs com o Sepp Holzer. Foram plantados na caixa que havia sido preparada pouco antes da saraivada. Adaptaram-se muito facilmente ao clima de Inverno do exterior. Os que costumamos cultivar, tendo sido replantados na mesma altura, não resistiram tão bem, e alguns estão mais para lá do que para cá.

 Alfobres espontâneos de acelgas e rúcula, a partir de sementes de plantas do Verão anterior.


Salsa, orégãos, tomilho e morangos, tudo ao molho!

Entretanto, no vermicompostor caseiro as minhocas-vermelhas-da-Califórnia continuam ocupadíssimas a transformar o nosso lixo orgânico em composto... Por enquanto, só as temos deixado no exterior durante os dias mais quentes.


Alfobre de alface junto à janela da escadaria. Os vizinhos têm sido compreensivos :-)

Alfobres de cebola, rabanetes, manjericão, rúcula e cravos-túnicos. Também estamos a tentar sementes de tomate, pimento, abóbora-manteigueira e tamarilho.


A colheita de ontem.


E o resultado: esparregado de acelga (com azeite, alho, leite, queijo e pinhões), brócolos cozidos a vapor e rúcula fresca.


Contratempos? Bom, nem sempre tudo funciona. Temos eliminado lesmas às carradas! Sem dúvida o nosso maior contratempo.
Grande parte da última fornada de alfaces que metemos à terra foram eliminadas pelo frio, porque não cobrimos as caixas, e penso que alguns morangueiros também não resistiram, mas é o preço a pagar pela experiência. O segredo do nosso sucesso é deixar com que as plantas se adaptem ao clima, manter as caixas sempre com uma abundância de plantas, e usar a proximidade das paredes, que criam um micro-clima favorável ao crescimento. E agora que os dias estão maiores, já se nota um crescimento mais acelerado nas plantas. A Primavera promete!

quinta-feira, 3 de março de 2011

Oficina: Como Fazer a Sua Horta Móvel e o seu Vermicompostor Caseiro

Com a Primavera aí à porta e a época de crescimento a prestes iniciar Paredes em Transição organizará uma primeira oficina prática sobre Como Fazer a Sua Horta Móvel e o seu Vermicompostor Caseiro.


Venha aprender a produzir parte dos seus alimentos, aumentar a sua resiliência pessoal connosco e reduzir a sua pegada ecológica connosco!



A actividade terá lugar no Sábado, dia 12 de Março (o que se seguirá a este que aí vem), na Cooperativa Agrícola de Paredes, pelas 15:00 horas.

Estas hortas móveis são extremamente versáteis, podendo ser facilmente transportáveis, e permitirndo produções razoáveis de alimentos. No nosso caso, a “Horta nas Alturas”, na nossa varanda tem-nos proporcionado alimentos durante todo o ano, desde alface a rabanetes, passando pela salsa, rúcola, orégãos e outras ervas aromáticas. Neste momento os brócolos estão prontos a ser colhidos, e as acelgas produziram durante todo o ano.

Para além da aprendizagem de algumas técnicas e truques que resultaram na nossa horta, a ideia é que cada pessoa possa fazer o seu próprio canteiro para levar para casa, onde, depois, poderá replicar a experiência e contagiar mais pessoas para começarem a produzir parte dos alimentos que consomem.

Teremos uma quantidade razoável de caixas de esferovite como as que usamos na nossa “Horta nas Alturas”, bem como terra, plantas e sementes.

Também iremos fazer alfobres (produção de pequenas plantas para meter na terra a partir de sementes) usando embalagens de leite usadas.

Finalmente, iremos construir um (ou dois) vermicompostores caseiros, através dos quais, com o trabalho das minhocas, poderemos produzir terra a partir dos nossos resíduos orgânicos domésticos.


Todos os elementos de Paredes em Transição estão convocados!

O custo da participação no worshop será um donativo de 2 Euros para os sócios da associação Paredes em Transição e de 10 Euros para não sócios e destina-se a pagar os materiais que teremos que adquirir para usar no curso (nomeadamente terra e plantas). O que exceder esse valor reverterá a favor da Associação.
Membros de outros movimentos de Transição poderão participar mediante o donativo de 5 Euros.


Os não sócios poderão inscrever-se connosco na altura e beneficiar do desconto para sócios.

Podem confirmar a vossa participação através do email paredes300arrobagmail.com.

Material a trazer:
Sementes (facultativo)
Plantas (facultativo)
Embalagens de leite usadas (facultativo)
Caixas de esferovite (facultativo)
Lixo doméstico orgânico (cascas, ramos, folhas, etc…)

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Lesmas!

Socorro! Uma horda de lesmas está a comer os nossos brócolos, acelgas, alfaces... nem os rabanetes escapam!
 Vejam só o que as malvadas fazem aos brócolos!

 Lá está uma! Apanhada com a boca na botija (ou antes, nos brócolos).

Como eu dizia acima, nem os rabanetes escapam!


Mas como as caixas são brancas e as lesmas escuras, facilmente se descobrem as infelizes. 

 
Muito mais difícil encontrá-las na terra.



Estão a ver o que eu dizia? Olhem esta artista, transitando de uma caixa para outra! Fácil de vislumbrar, ali no branco da esferovite.

Duas compinchas... já vão ver.

Como estamos a lidar com o problema? Regra geral, as lesmas escondem-se durante o dia, aventurando-se na busca de alimento durante a noite. Assim sendo, fazemos várias batidas no terraço à noite, e a verdade é que cada vez encontramos menos lesmas. Ou estamos a eliminar as que tem preferência por deslizar a esferovite, ou estamos a conseguir reduzir a população.
O ecossistema que criámos nas alturas está em desequilíbrio (sempre esteve). Agora falta um predador de lesmas. O que diria o Geoff Lawton sobre o assunto? Penso que diria que este nosso ecossistema nas alturas tem uma deficiência de patos ;-)
Por enquanto, há que continuar com as batidas, se queremos ter vegetais para a mesa. 

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Filhos do Inverno

Colhidos ontem à noite, minutos antes do jantar. Foi só sair ao terraço e colher estes dois rabanetes e algumas folhas de alface para a salada. Conveniente! :-)
Para plantas que cresceram com temperaturas baixíssimas (para a nossa região) e geadas frequentes, nada mau!