Paredes em Transição

O movimento Paredes em Transição é uma rede de amigos que vivem na cidade de Paredes, no Norte de Portugal, que partilham a preocupação de que a debilitante dependência em combustíveis baratos de que a nossa sociedade e economia padecem – e que não está a receber a devida atenção dos vários governos, que parecem actuar na premissa de que o petróleo barato e abundante continuará por cá em perpetuidade – possa vir a resultar em graves e imprevisíveis problemas de que a tecnologia não conseguirá livrar-nos, e que poderão afectar muito negativamente o nosso futuro e o dos nossos filhos. Saiba mais no menu Projecto.

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quarta-feira, 14 de março de 2012

3º Curso de Iniciativas de Transição em Linda a Velha!!

Os colegas de Linda-a-Velha em Transição, em conjunto com outras iniciativas da Grande Lisboa estão a organizar mais um curso de iniciativas de Transição nos dias 24 e 25 de Março.
Vai ser o primeiro  curso de iniciativas de Transição ministrado por formadores portugueses!
Recomenda-se vivamente!

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Ciclo de Cinema de Transição em Famalicão

Os nossos colegas de Famalicão em Transição estão a organizar um Ciclo de Cinema relacionado comas razões que levaram ao aparecimento dos movimentos de Transição, e sobre os mesmos. É aqui tão perto, e perto da Capital Europeia da Cultura!

Aqui fica o programa para este fim-de-semana:

Gostaria de deixar um mundo melhor para os seus filhos?
Preocupa-se com a natureza, a humanidade e o planeta?

Quer fazer parte de uma transformação positiva?

Já percebeu que é urgente agir?

Pretende fazer a diferença?






Se respondeu SIM à maioria das questões  anteriores, considere-se  convidado  para a 1ª sessão de  documentários de transição em Famalicão!  Será a primeira exibição pública em Portugal do filme de Tim Bennett :






no próximo dia 18 de Fevereiro, sábado às 14:00 horas,

na Biblioteca Municipal Camilo Castelo Branco, em Vila Nova de Famalicão.

No final do filme haverá debate/tertúlia com o convidado Francisco Flórido, do Movimento Terra Solta, que tem desenvolvido um importante trabalho em agricultura urbana em comunidades do Porto e Aveiro.


A entrada é gratuita, mas pede-se a inscrição através do mail famalicaom@gmail.com . Sugere-se aos participantes um donativo simbólico para contribuição nas despesas. Nesta 1ºsessão, não se aconselha a participação de menores de 15 anos.


Não desperdice a oportunidade de obter informação sobre um tema da atualidade, sem conotação política religiosa ou outras, mas que merece a nossa atenção enquanto cidadãos ativos. Vale a pena...Não se arrependerá! Junte-se a nós, faça parte deste movimento de mudança!


O grupo Famalicão em Transição

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Vozes da Transição

Na Sexta-feira à noite juntámos um bom grupo de paredenses e de visitantes de outras iniciativas de Transição do Norte de Portugal para assistirmos a uma ante-estreia do filme "Voices of Transition" - "Vozes da Transição", do realizador e produtor francês Nils Aguilar, no auditório da Associação Empresarial de Paredes.

Foi uma sessão extremamente agradável, que, para além do privilégio de podermos assistir a um filme documental que acabou de estrear em outros países da Europa, contou com uma discussão sobre o filme, sobre os desafios dos novos tempos, sobre o movimento de Transição em geral e, em particular, do que temos feito em Paredes, e do que desejamos fazer, dos sucessos e das dificuldades...
Foi um bom convívio, que contou com gente de Penafiel, Coimbra, Vila do Conde, Braga, Viana do Castelo, Porto, Rio Tinto e Montemor-o-Velho... esqueci-me de alguém?

Sobre o filme, não tenho qualquer dúvida em afirmar que é o melhor que a assisti sobre o movimento de Transição e sobre a própria transição para uma sociedade menos dependente de combustíveis fósseis, mais humana. É bastante completo, foi muito bem pesquizado e os tópicos foram muito bem escolhidos. Seria excelente se pudéssemos ter as várias iniciativas a passar este filme por todo o Portugal. Seria excelente como ferramenta de sensibilização e para apontar alternativas.
Sobre a nossa ante-estreia, foi um privilégio de colaborador, pois, juntamente com a Mariana Esteves, de Braga, participei no projecto de tradução das legendas para português, e aproveitámos esta projecção para avaliarmos a qualidade da tradução. Parece que foi aprovada com distinção ;-)



Dado que não existe, ainda, um trailer em português (e provavelmente nunca haverá), vale a pena dar uma vista de olhos ao inglês.


A página web da produtora Milpa Films pode ser encontrada aqui.


Aqui fica uma tradução da sinopse deste excelente filme:


CAPÍTULO I - reintroduzir a vida nos nossos campos

"Ao cairmos no ciclo vicioso dos fertilizantes químicos, matámos os nossos solos, deixámos as plantas doentes, e lançámo-nos num percurso para a fome." Para Claude e Lydia Bourguignon, pesquisadores em microbiologia do solo, a "Revolução Verde" não foi somente  um prolongamento da Revolução Industrial pela agricultura, mas também um verdadeiro desastre agronómico, em que o triunfo do lucro imediato sobre o bom senso esmaga o bem comum.
Na Borgonha, o jovem agricultor Oswaldo Forey deseja assumir o controlo sobre a quinta da família. O desafio é escapar às garras da agro-indústria e da grande distribuição, para poder "trazer a agronomia de volta aos campos" e diversificar as culturas e canais de distribuição. Mas tem adversários poderosos: as políticas europeias e nacionais puxam na direcção oposta.
Ao cortarmos as nossas árvores, eliminámos a principal fonte de fertilidade natural dos solos e da biodiversidade original dos campos. Haverá realmente outra maneira? Será possível que as árvores voltem a desempenhar, mais uma vez, o papel de catalisadores da vida? Na Inglaterra e na França, alguns profissionais agro-florestais partilham a sua visão do meio rural no futuro, que esperam em ver coberto com árvores ...

CAPÍTULO II - reintrodução da produção de alimentos nas cidades
E se o problema agrícola for, de facto, um problema cultural? Rob Hopkins, fundador do movimento de Transição exorta-nos  a "desligarmo-nos das histórias com que somos constantemente bombardeados, como o" batom que, supostamente nos faz mais felizes", e a desfiarmos novas histórias" - em que todos seríamos os protagonistas. O seu sonho, a cidade Totnes em transição despoletou a uma abundância de novas histórias de sucesso: desde 2006, grupos de trabalho auto-organizados lançaram moedas locais, criaram cooperativas de energias renováveis, iniciaram "Planos de Acção para Redução Energética ' e experimentam formas inovadoras de produção alimentar:  esquemas de cabazes de alimentos com o apoio da comunidade, agricultura, bosques alimentares e muito, muito mais.
Até agora, mais de 800 iniciativas locais em todo o mundo estão no caminho de assegurar mais "resiliência local", isto é, a capacidade de resistir a choques externos. O desafio é enorme, mas positivo: se prepararmos nossas comunidades para enfrentar as alterações climáticas, o pico do petróleo e a instabilidade econômica, de uma forma pacífica - já, enquanto ainda temos tempo -, seremos capazes de trazer uma melhoria na nossa qualidade de vida hoje mesmo!
Viajamos para a Cidade em Transição de Bristol", que se tornou num laboratório fabuloso de inovação social. Estamos particularmente interessados ​​em ver como as cidades podem se podem  transformar em locais de produção de alimentos: Mike Feingold, por exemplo, juntou os vizinhos, as abelhas, as galinhas e macieiras numa maneira "permacultural", de modo a produzir mel, legumes, maçãs e, por fim, " felicidade "num ambiente de horta comunitária; Sally Jenkins inspira os seus vizinhos a criar abundância de alimentos nos seus jardins; Chris Loughlin e Cia. criaram um esquema de cabazes de vegetais que funciona livre de hierarquias ... Quem escuta estas 'Vozes da transição ", fica inspirado a começar a cavar imediatamente!

CAPÍTULO III - aprendendo com um 'Pico do Petróleo' passado.
Mudança de escala. Cuba  foi o primeiro país a experimentar, a uma escala nacional, a conversão da agroindústria intensivo para sistemas mistos e ecológicos . Por quê? Porque não teve outra opção. Após a desintegração do bloco soviético em 1990 e a consequente quebra das trocas econômicas privilegiadas, os cubanos foram forçados a encontrar maneiras de produzir alimentos com menos petróleo, sem fertilizantes químicos e maquinaria pesada: algo que muito provavelmente acontecerá com muitos outros países...
Hoje, graças à promoção da agricultura urbana, a cidade de Havana produz 70% das hortaliças que consome - em modo biológico. Vários protagonistas desta transição agroecológica, em Havana, e em Pinar del Rio, dão-nos conta da inovação e da criatividade que foram necessários para chegar lá.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Porquê a Necessidade de Efectuarmos a Transição para uma Sociedade Menos Dependente em Combustíveis Fósseis?

Esta apresentação sobre o porquê da necessidade de efectuarmos a Transição para uma sociedade menos dependente em combustíveis fósseis, pelo Sérgio Maraschim, da iniciativa de Transição de São Luís, Odemira, é a melhor a que já assisti (e já assisti a muitas).
Esta apresentação do Sérgio está muito bem pesquisada e não se limita a cobrir o problema com a escassês de combustíveis fósseis.
Recomendo vivamente a que dispendam algum tempo a vê-la.

domingo, 27 de novembro de 2011

Transição Braga

Na Sexta-feira, 18 de Novembro, desloquei-me a Braga, onde passei uns momentos com os colegas da Transição Braga, um movimento que envolve pessoas de Braga, Guimarães, do Gerês e de outros pontos do distrito. O encontro decorreu no espaço Projéctil, um edifício fabril que está a ser recuperado, na Travessa do Caires, 39.
Foi a primeira reunião alargada deste grupo, e foi uma surpresa, até para os elementos do grupo iniciador, ver que, apesar da imensa chuva que caía lá fora, as pessoas continuavam a chegar... e no fim eram quase 20!
Interessante, também, foi ver como a Transição Braga se entrosou com um movimento já existente, o ReSinto, uma associação cujos interesses gravitam o núcleo das artes, e também lá se encontravam pessoas associadas à UMinho in Transition.

O Arquitecto Luís Amaral foi o fundadador do movimento Transição Braga.

A reunião corria tão bem e foi tão absorvente que nos esquecemos, por completo, de documentar o evento! Praticamente, só mesmo no fim, com alguns elementos já a caminho de casa, é que nos lembrámos de fazer umas fotografias!

Gostei muito de conhecer os colegas da Transição Braga, e de ouvir as suas histórias, de onde eram, o que faziam, o que os trouxe até ali, as suas aspirações. Foi engraçado ouvir, à medida que cada um ia mencionando as áreas que lhe interessavam, alguém dizer "eu não tenho nenhuma área que me interesse", e depois descobrir que essa pessoa tinha uma enorme paixão por tudo o que tem a ver com livros :-)  Gostei imenso de ouvir alguém mencionar que tinha por propósito de vida "conquistar a soberania sobre a sua pessoa".
Pela minha parte, falei um pouco sobre os sucessos e os insucessos do movimento de Transição em Paredes, o que funcionou bem, o que funcionou menos bem, o que podíamos ter feito e não fizemos, o que podíamos ter feito de outra maneira. No fim, convidei-os a visitarem Paredes, e participarem numa das nossas actividades. Somos quase vizinhos!
Fiquei com uma boa sensação sobre o futuro deste grupo. Eles saberão construir a sua resiliência, conquistar o seu espaço.
Um abraço aos colegas da Transição Braga, e votos de grandes sucessos!

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Transição para a Permacultura nos Açores

O nosso camarada Luís Amaral, da Transição Braga, vai facilitar dois worshops bastante completos nos Açores, já este mês, sob o título "Iniciação à Transição para a Permacultura.
Os workshops terão lugar em Lagoa, na ilha de São Miguel, já este fim-de-semana - dias 5 e 6 de Novembro, e no fim-de-semana seguinte, em São Roque, na Ilha do Pico.
Alguns dos temas a serem tratados: Crescimento Ilimitado vs Decrescimento Sustentado; Crise Energética - Ameaças e Oportunidades; Iniciativas de Transição - Resposta da Comunidade; Cultura, Agricultura e/ou Permacultura; Dragon Dreaming.
O preço é de 15€ por um dia, 30€ por dois dias, com facilidades para desempregados, preços especial para casais e 10 presenças gratuítas para quem não tiver a possibilidade de pagar para assistir.
Um grande abraço, Luís, e lança as sementes para futuras iniciativas de Transição açoreanas!

Se eu estivesse nos Açores, Garanto que não deixaria de assistir!

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

2011 Transition Conference, Liverpool

Já andava há imenso tempo para colocar aqui as impressões e imagens recolhidas na conferência do movimento de Transição deste ano, em Liverpool, mas uma terrível falta de tempo impediu-mo de o fazer.Valeu-nos o post colocado atempadamente pela nossa amiga brasileira Isabela de Menezes, da Transition Granja Viana. Mas como disse o José Alberto no post anterior, melhor tarde do que nunca, por isso aqui vai:

Este ano, ao contrário do ano passado, não fui o único português na conferência, e estivemos lá 5. Da esq. para a dir., eu, o Filipe Matos de Telheiras, o Luís Bello Moraes - que nome fantástico! - de Portalegre, o João Oliveira de Telheiras e a Filipa Pimentel de Portalegre. Nesta imagem celebrávamos um desenvolvimento que se seu no segundo dia, e que num post posterior se revelará.


A conferência teve lugar na Hope University - o nome veio mesmo a calhar! - em Liverpool. Começou no espaço da capela da universidade, com o mapeamento das pessoas presentes - que se distribuíam no espaço segundo a sua proveniência geográfica, idade, tempo de envolvimento no movimento de Transição... desse modo íamos conhecendo outras pessoas com afinidades e desafios semelhantes aos nossos.


Um dos workshops que teve especial interesse para mim foi o "Introducing the Ingredients of Transition and Transition as Cookery", pelo fundador do movimento, Rob Hopkins. Basicamente, durante alguns anos, Hopkins identificou os vários ingredientes e ferramentas que permitiram a vários movimentos de Transição afirmar-se e seguir em frente. Neste workshop foi testado, pela primeira vez, uma nova ferramenta que poderá ajudar os vários grupos a identificar as suas falhas e corrigir o seu percurso. Nesta experiência, cada um dos ingredientes foi transportado para uma carta, parte de um baralho que conta com todos os ingredientes


A audiência foi dividida em 4 grupos. Cada grupo recebeu um baralho de cartas e foi escolhida uma pessoa que representasse o movimento de Transição mais experiente. As cartas foram distribuídas pelos restantes elementos, e enquanto o narrador ia descrevendo o percurso do seu grupo, as cartas correspondentes a cada um dos passos descritos era lançada para o centro do grupo. No final da história, fazia-se uma análise com as cartas que restaram.
No caso do meu grupo, a narradora havia estado associado à Transition Nottingham, um grupo que acabou por se desintegrar por desentendimentos entre alguns dos seus intervenientes, e foi bastante interessante ver a reacção dela à medida que as cartas sobrantes iam sendo apresentadas: não fizemos isso (ingrediente); também não fizemos isso, isso também não, nem isso... muito revelador da importância de certos ingredientes como parar para avaliar o progresso do grupo, contabilizar os sucessos, celebrar...
Nesta imagem podemos ver o interesse com que o Rob Hopkins segue o desenrolar do grupo da Mandy Dean (Transition Bro Ddyfi, País de Gales). Como foi dito acima, foi a primeira vez que esta experiência foi feita, e os resultados foram reveladores: uma excelente ferramenta que poderá ser usada pelos vários grupos ligados ao movimento de Transição e não só para avaliarem o seu progresso.

Nem tudo na conferência foram workshops. Aqui, o grupo português aproveitando o sol britânico no relvado da Hope University.

 Nesta imagem aparecemos com o Juan del Río, de Barcelona en Transició, um colega biólogo que fez a sua tese de mestrado sobre o movimento de Transição. Boa, Juan!


As noites foram animadas pelo colectivo Moving Sounds, com Ed Wade-Martins na voz. Aqui temos a Filipa com os big red shoes - já não me recordo do nome da música, mas basicamente dizia que a nossa pegada ecológica é grande de mais.


Aqui, o João Oliveira em pleno ar, com os big red shoes.


O Luís... no Sábado à noite os Portugueses arrasaram, e foram tema de conversa durante o resto da conferência. Foi bom, foi bom...

O que o  Ed Wade-Martins chamou "Disco freeses".

Mais "Disco freeses"

Aqui, uma sessão no Domingo de manhã, em que se criava uma visão de percurso do nosso grupo durante os próximos 10 anos... No meu grupo, o David Allen (Transition Town Reading), o Maurice Ridel (Suíça), a Jane Baker (Transition Newton Abbot) e a Ruah Swennerfelt (Transition Charlotte, Vermont, E.U.A.)


 O David, explicando o nosso esquema.

No Domingo à tarde, eu e a Filipa fomos entrevistados para o filme In Transition 2.0...

 Com as nossas amigas brasileiras: Isabela de Menezes, Mônica Picavêa e May East. Fiquei muito orgulhoso com a camisola com que me presentearam, que só foi oferecida a "gente muito especial"!


Entretenimento no bar no Domingo à noite: "Open Mic with Mike Grenville". Aqui, o Ed Wade-Martins e os Moving Sounds, mais uma vez.

 E o Rob Hopkins... esqueci-me de lhe perguntar o nome da canção... mas há que reconhecer que o homem tem talento!


Na Segunda-feira de manhã, a apresentação do grupo do Brasil: Forests invading cities: "Latest on Brazil turning the tide", ou "Florestas invadindo as Cidades: Últimas do Brasil, revertendo a maré".

Foi uma das apresentações mais memoráveis da conferência, que contou com praticamente todo o concelho da Transition Network, e a comitiva portuguesa em peso.

O final da conferência, na capela da universidade, com o Peter Lipman a encerrar os trabalhos.

 Havia um placard intitulado "Transition Worlds", onde os vários participantes podiam colocar as colagens que faziam com as imagens disponibilizadas por vários grupos. Este é o trabalho que o nosso Luís B. Moraes lá deixou, e só tenho pena de não ter conseguido uma imagem mais nítida :(

Na despedida: Stephanie Bradley, Inez Aponte, Naresh Giangrande, Filipe Matos, Luís B. Moraes, Filipa Pimentel, Juan del Río, Peter Lipman, João Oliveira e Miguel A. Leal.


Tal como no ano anterior, esta conferência trouxe imensa inspiração e motivação para regressar a casa e fazer rolar este projecto Paredes em Transição.

domingo, 31 de julho de 2011

O papel da engenharia low-tech na resiliência para a redução energética de cidades em transição

"Mais vale tarde do que nunca!"
Informo-vos agora que no dia 25 de Maio de 2011 tive oportunidade de apresentar a PeT e suas iniciativas no âmbito da FENGE, Feira de Engenharia promovida pela Associação de Estudantes do ISEC (Inst. Sup. Engª de Coimbra).

Esta apresentação centrou-se no desenvolvimento de dispositivos de tecnologia low-tech. Exemplo desta tecnologia é a bomba de aríete que construímos, que testamos e que colocamos em funcionamento na referida feira.
Além da demonstração da bomba de aríete foi feita um apresentação intitulada "O papel da engenharia low-tech na resiliência para a redução energética de cidades em transição".
Fez-se ainda um resumo sobre o movimento de iniciativas em transição nacional e internacional.

Houve a participação de alunos, docentes e da comunidade local. Os alunos mostraram-se muito interessados nestas temáticas e, no final procuraram saber mais sobre o assunto.

terça-feira, 21 de junho de 2011

E foi assim em Famalicão

Mas que grande noite!

O grupo de Famalicão conseguiu reunir umas 30 pessoas muito interessadas em conhecer melhor o que é isso do movimento "Cidades em Transição", e o evento, que começou às 21:15, passou num piscar de olhos, e já era 1 da manhã! 

Começamos mesmo com "O que é uma iniciativa de Transição"?, pergunta à qual a resposta poderá ser algo como:


Iniciativas de Transição são grupos constituídos por cidadãos que tomaram consciência que:

  • o actual modelo de desenvolvimento não poderá continuar num planeta com recursos finitos;
  • as comunidade em que vivem perderam a sua resiliência e não estão a ser preparadas para um futuro com menor disponibilidade de energia;
  • e desejam recriar a comunidade onde vivem, tornando-a mais humana e resiliente.

Penso que um dos factores que contribuíram para que o evento corresse tão bem foi a qualidade do espaço escolhido - o Espaço Mangala, onde a Alber(Tina) Pereira faz sessões de Yoga e terapias orientais. Talvez o facto de estarmos todos descalços também tenha ajudado! Gostei!

Pois... e a conversa durou até à 1 da manhã! Curiosamente uma boa parte da assistência era constituída por elementos do movimento Limpar Portugal, entre os quais um dos fundadores, o Nuno Mendes, ao centro, na imagem.


A Albertina, distribuindo chá e atenções.


O modelo do movimento de Transição é:

  • Optimista;
  • uma filosofia profundamente enraizada no local e nas circunstâncias;
  • de bases (de baixo para cima);
  • liderar através do exemplo práticos e visíveis;
  • não ficar à espera de autorização para fazer coisas;
  • uma ferramenta para transformarmos problemas em soluções;
  • mais até do que ambiental, é uma iniciativa cultural...
O que quer que se consiga com o movimento "Cidades em Transição", é,a cima de tudo, para eles.


Hora do chá.


Pois, aquilo deu para o tarde!

Durante a tertúlia, com a Manuela Araújo, editora do "Sustentabilidade é Acção" (um dos mais influentes blogues ambientais em língua portuguesa), vontade por detrás deste evento, pessoa que muito admiro e, conto com isso, um dos fundadores da nova iniciativa Famalicão em Transição.

terça-feira, 26 de abril de 2011

UMinho in Transition inaugura hortas comunitárias e exibe o filme Home

Os nossos colegas da UMinho in Transition inaugurarão amanhã, Quarta-feira, 27 de Abril, pelas 14h30, no campus dos Congregados, em Braga, a sua primeira horta comunitária.
Esta celebração contará, ainda, com a exibição do filme Home, como já aconteceu em Portalegre e Paredes.
A exibição do filme terá lugar pelas 16:00, no Bar1 de Engenharia, no Campus de Azurém, em Guimarães.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

E foi assim em Portalegre

Foi um excelente fim-de-semana de Transição organizado pelos colegas de Portalegre, no Sábado e Domingo, 16 e 17 de Abril de 2011, que reuniu elementos de movimentos de Transição do Minho ao Alentejo. 

O evento começou na tarde do dia 16 com a conferência intitulada "Será que a ASAE deixa?", que teve a sua génese na apresentação do movimento Portalegre em Transição, no dia 15 de Janeiro, que reuniu cerca de 160 pessoas e onde, face ao interesse dos intervenientes numa relocalização da economia e valorização do produto local, a questão "e será que a ASAE deixa?" foi recorrente. 


A conferência juntou representantes da ASAE, das finanças e da DECO, na pessoa do seu vice-presidente Alberto Regueira. Gostei de ver o Presidente do Município de Portalegre presente no evento como espectador ;-) 


Da esq. para a dir., Paulo Barbosa, director da revista Pormenores, co-fundador do movimento Portalegre em Transição e moderador extraordinaire, Joaquim Lima, chefe de serviços das Finanças de Portalegre e Francisco Fernandes, Inspector Director da ASAE para o Alentejo

 A Filipa Pimentel, co-fundadora de Portalegre em Transição e nossa representante em Bruxelas. A Filipa tinha uma lista com questões que foram colocadas por cidadãos de Portalegre e por elementos dos vários movimentos de Transição. Questões do género: "Posso vender os ovos das minhas galinhas em casa?"; "E o leite das minhas vacas?"; "Posso transportar uma galinha na minha viatura?"; "Queremos organizar uma feira de produtores locais. Qualquer pessoa pode vender o que produz no seu quintal? É possível qualquer um ter uma banquinha ou simplesmente a partir da mala do carro?" 

O Luís Bello Moraes, co-fundador de Portalegre em Transição, atentíssimo ao desenrolar dos acontecimentos. Os colegas de Portalegre prometeram-nos um vídeo com uma súmula das perguntas e respostas mais pertinentes.


O jantar oferecido pelos colegas de Portalegre no Sábado à noite, onde se falou do movimento de Transição, de permacultura, de consumir localmente e de sustentabilidade.

Os Portalegrenses forjaram novos padrões e expectativas para os próximos encontros de movimentos de Transição! Vai ser difícil bater a feijoada de camarão!


A reunião de Domingo de manhã, junto às instalações do Banco Alimentar contra a Fome, uma antiga fábrica de fiação.

Na reunião, entre várias decisões que foram tomadas, decidiu-se que as várias iniciativas tentariam trabalhar em conjunto para criar uma página portuguesa na Internet, que nos agrupe e nos ajude a disseminar o conceito do movimento de Transição e para proporcionar conteúdos relevantes ao tema em Português.

A Ana Carolina, de Coimbra em Transição, que teve o hercúleo trabalho de secretariar a reunião, tanto da parte da manhã, como da tarde. A ela, o nosso sentido agradecimento.

Uma foto de grupo, nas ruas de Portalegre.


Os nossos agradecimentos à Annelieke Van Der Sluijs, de Coimbra em Transição, pela ajuda que nos prestou na escolha das imagens que aqui partilhamos.