Paredes em Transição

O movimento Paredes em Transição é uma rede de amigos que vivem na cidade de Paredes, no Norte de Portugal, que partilham a preocupação de que a debilitante dependência em combustíveis baratos de que a nossa sociedade e economia padecem – e que não está a receber a devida atenção dos vários governos, que parecem actuar na premissa de que o petróleo barato e abundante continuará por cá em perpetuidade – possa vir a resultar em graves e imprevisíveis problemas de que a tecnologia não conseguirá livrar-nos, e que poderão afectar muito negativamente o nosso futuro e o dos nossos filhos. Saiba mais no menu Projecto.

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quarta-feira, 4 de julho de 2012

Workshop de Cozinha Vegetariana


E porquê um workshop sobre cozinha vegetariana, poderão, alguns, perguntar...
Bom, pela minha parte, acontece, muitas vezes, ter amigos vegetarianos a jantar lá em casa, e é sempre um desafio cozinhar qualquer coisa que lhes agrade. Soubesse eu alguma coisa sobre cozinha vegetariana, e não teria passado por tantos dilemas,  hesitações e tentativas falhadas.
Há tempos, tive o prazer de me cruzar com o Pedro Jorge Pereira (também conhecido como PJP), que, na altura, estava ligado ao projecto Casa da Horta, onde nos cozinhou maravilhosos pratos vegetarianos.
Deste encontro, resultou a vontade mútua de fazermos qualquer coisa: da minha parte, de ter por cá o Pedro para nos ensinar a cozinhar os deliciosos pratos que tive a oportunidade de provar na Casa da Horta; da parte do Pedro, poder partilhar os seus conhecimentos sobre a confecção de alimentos, e as virtudes da cozinha vegetariana.
O tempo foi passando, e um workshop sobre cozinha vegetariana com o PJP em Paredes, nunca aconteceu. Até agora.
No próximo dia 22 de Julho, pelas 10 horas, teremos, finalmente, o Pedro Jorge Pereira a liderar um workshop sobre cozinha vegetariana nas instalações da Junta de Freguesia de Castelões de Cepeda, Paredes.





O formato é extremamente interessante: por apenas 15 euros, os participantes aprenderão a confeccionar deliciosos pratos vegetarianos, com um mestre do calibre do PJP, e almoçarão os deliciosos pratos que elaborarão sob a orientação do Pedro.
Vejam só o programa que o Pedro idealizou para este workshop:

ENTRADA: Paté de Grão com HORTELÃ
SOPA: de ALFACE e AVEIA
PRATO: TOFU ASSADO no FORNO com MOLHO de COGUMELOS
ACOMPANHAMENTO: ARROZ INTEGRAL com ALHO FRANCÊS
ACOMPANHAMENTO 2: LEGUMES com AVELÃ e ERVAS
SOBREMESA: PUDIM de SÊMOLA e ALFARROBA


Digam lá que não vale a pena?

Este workshop é especialmente indicado para... TODA A GENTE! É bom comer vegetariano de vez em quando, e saber como confeccionar como deve ser!

Como se disse atrás, o  workshop acontecerá no próximo dia 22 de Julho, pelas 10 horas, e terminará quando terminar o almoço.

Este workshop acontecerá se tivermos um mínimo de 7 inscrições, sendo o máximo recomendado pelo Pedro de 13 pessoas.

Os interessados deverão enviar um email para cursosparedesemtransicao@gmail.com

50% do pagamento deverá ser feito aquando do acto de inscrição através de transferência bancária para o NIB 0033 0000 4540 8581 5800 5 do BCP.
O restante poderá ser efectuado no primeiro dia de curso.

Os interessados devem inscrever-se quanto antes, pois suspeito que este vai esgotar rápido!

Mais sobre o Pedro pode ser encontrado no seu blog Segredos da Horta.

A associação Paredes em Transição é um organismo sem fins lucrativos com o Número de Identificação Fiscal 509 724 612.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Curso de RegenAG com Darren J. Doherty

Mais um excelente curso... desta vez com o australiano Darren Doherty, que esteve no Instituto Português de permacultura, no Vale da Lama, no fim-de-semana passado.
Professor de Permacultura, o Darren Doherty é considerado a maior autoridade mundial sobre design keyline.

Não é fácil explicar no que consiste este tipo de design numa única frase... direi que foi idealizado pelo australiano Percival Alfred Yeomans (mais conhecido como P.A. Yeomans), e que permite regenerar solos, controlando as águas pluviais e trabalhando com a natureza.

Nesta imagem, o Darren explica como, tendo determinado a localização do keypoint - ou seja, o ponto onde a encosta deixa de ser convexa e passa a ser côncava, traçamos a keyline - uma linha que se estende para cada lado do keypoint, à mesma cota, e que termina nos pontos onde a ravina/vale dá lugar à crista. Traçando linhas paralelas à keyline (mas não à mesma cota), que poderão ser prenchidas por árvores ou arbustos, por exemplo, conseguimos desviar parte das águas pluviais da ravina/arroio para a crista.

Com o auxílio de ervas perenes (algumas podem chegar a viver 600 anos!) e do pasto por ruminantes, não só consguimos incrementar a camada de solo fértil, como conseguimos armazenar uma quantidade surpreendente de carbono no solo.

O terreno é dividido em células. O gado não deverá pastar numa determinada célula mais do que um dia ou dois (dependendo da extensão da secção de pasto e do númerod e cabeças), de modo a permitir a regeneração da pastagem, fertilizando-a com a sua bosta. Dois ou três dias mais tarde, poderemos introduzir aves, como galinhas ou perús, que se alimentarão das larvas das moscas que se desenvolveram na bosta, reduzirão as ervas ainda mais e espalharão a bosta pelo terreno.

O que permite a rápida criação e acumulação de solo e carbono são os exsudados das raízes das ervas, que são mais rapidamente metabolizados do que as raízes ou as próprias ervas. O solo é criado através do alastramento da bio-fertilidade da camada superior para zonas mais profundas e da conversão do subsolo em solo vivo.

A caca de um ruminante... reparem nas sementes germinadas e nas micorrizas (fungos) que ajudam a transportar água e nutrientes entre as plantas.

Foram muitas as aulas no exterior.  Eu já tinha vizitado no Vale da Lama, mas foi muito bom regressar. O ambiente que lá se vive é muito bom, e passa por lá muito boa gente. O curso também foi muito bem organizado, e a alimentação foi excelente.

O tractor que lavrava o campo vizinho criou uma excelente oportunidade para que o Darren demonstrasse os danos causados ao solo pela mobilização.

Comparação entre área arada e não arada. De notar, no lado esquerdo, as raízes expostas ao ar e à luz. No lado direito, a estrutura do solo mantêm-se intacta.

As formigas rapidamente tiraram proveito das sementes que o tractor semeava, e que também ficavam expostas aos elementos.

O Darren Doherty criou o seu próprio método, a que chamou RegenAG, ou Agricultra Regenerativa.

O método keyline pode ser aplicado em ambientes urbanos, tanto quanto em ambientes rurais. Pode ser usado para planear o traçado de arruamentos, com conservação de energia, armazenamento de água e tratamento de efluentes. Durante o curso tivemos a oportunidade de ver alguns exemplos extremamente interessantes, como os da Biologic Design, de Jay Abrahams. Uma verdadeira fonte de inspiração.

Aqui o Darren explica como aplicar o princípio da keyline a propriedades de dimensão menos, muitas vezes localizadas abixo ou acima do keypoint.

Onde esteve o Sol Algarvio? Durante o curso o Sol teimou em esconder-se, e até apanhámos um pé-de-água jeitoso durante a noite. O curso foi fantástico, e todos adorámos o Darren. A sua maneira muito pragmática de ver a Permacultura e a vasta experiência no terreno convencem e convertem... venha o curso de "Gestão Holística"!
Um abraço, Darren, e muito obrigado à gente do Vale da Lama pela organização de curso!

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Foi Assim o Curso de Agrofloresta em Mangualde

 Mas que grande curso!

Há acontecimentos que mudam a nossa maneira de pensar, e este foi, definitivamente, um deles. Foi um enorme privilégio poder passar uns dias a beber dos conhecimentos deste homem, Ernst Götsch.

A água pode ser plantada. Modelando o terreno, mostrando como pode ser feito com o auxílio das plantas.

Numa floresta natural temos as árvores emergentes, as de grande porte, as de porte médio, os arbustos, as erbáceas e as plantas rasteiras...

 Quais serão os efeitos de ausência de vegetação na paisagem? Erosão hídrica, aquecimento do solo, perda de nutrientes, acidificação, salinização, desertificação...

 Preparando o terreno para plantar (e semear) uma agrofloresta.

 A largura do terreno a preparar deve permitir que possamos trabalhar com um pé em cada lado, para facilitar o maneio.

 As aulas começavam às 7.30 da manhã, antes do nascer do Sol.

Corrigindo o solo ácido com cal.

Preparando o terreno para a sementeira.

A horta da Casa de Darei, onde o curso decorreu.

O espaço que nos foi destinado para transformarmos em agrofloresta
As mãos da Isabel.

Simulando uma agrofloresta. Os ramos de figueira representam as árvores emergentes (as maiores numa floresta).

Modelando o exercício que nos foi apresentado.

Como melhor transformar a actual área de pastos na Quinta de Darei numa agrofloresta produtiva que alimente, igualmente, os animais existentes? Este era o nosso desafio.

Até as filhas do Ernst ajudaram.

Regando a matéria orgânica depois da sementeira e empalhamento, para manter o solo hidratado.
Como se deve meter na terra uma estaca de uva-espim? Inclinada para o lado em que o Sol se põe. Aliás, a regra não se aplica apenas à uva-espim, mas a todas as plantas que se plantam em estaca. Plantas com raízes são colocadas verticalmente.

Ao metermos a planta na terra, devemos pressionar gentilmente o solo de modo a evitar bolsas de ar junto à parte onde nascerão as raízes. Nada de calcar, compactando o solo.

 A Paula e uma figueira.

 Adicionar matéria orgânica ao solo é uma dos componentes essenciais do método agroflorestal. Os paus aqui substituem as pontas de poda que resultam do maneio de uma agrofloresta.
 Numa linha temos as árvores, arbustos e plantas rasteiras. Note-se os molhinhos de paus.

Os Pedros, ao nascer do Sol, colocando os paus no terreno.

O Harald, preparando a bosta de vaca, essencial para o bom desenvolvimento das sementes.

O Ernst prefere a transformação lenta da matéria orgânica (especialmente a madeira) com o auxílio dos fungos basydiomicota, um processo a frio, à biodegradação, que liberta calor.

Semeando a vegetação de base em linhas transversais à linha de árvores e arbustos. Nesta iagem já pode ser visto o empalhamento que cobriu os paus e as zonas de sementeiira entre eles.

A água que cai num solo coberto por floresta é absorvida pelo solo por gradiente negativo, levando com ela sal e metais até ao horizonte C. A água que cai num solo descoberto, ou com vegetação esparsa, acaba por se infiltrar por gravidade, e não transporta com ela nem sal nem metais, provocando a acidificação e/ou salinização do terreno.

Como trabalhar numa bacia hidrográfica? De modo a que a água possa subir pelas encontas acima, quer por capilaridade, quer transportada pelas micorizas, quer através da intensidade de fotossíntese.

Preparando uma sementeira de floresta com nozes, castanhas, bolotas, azeitonas...
A que se deve juntar matéria orgânica, de preferência de um solo florestal, de modo a inocular a sementeira com esporos e hifas de basydiomicota.

Que mais dizer? Fiquei com uma vontade enorme de começar a aplicar os conhecimentos que tive o privilégio de aprender com este homem.
Os meus agradecimentos ao Samuel, Zé Mário e Ana, da Cooperativa O Sítio, por terem organizado o curso e a vinda do Ernst Götsch a Portugal, ao José Manuel e à Clara da Quinta de Derei por nos terem recebido, e a todos os colegas, pela simpatia, companheirismo e conhecimentos que compartilharem connosco.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Introdução à Permacultura em Famalicão

Os nossos colegas de Famalicão em Transição estão a organizar um curso de introdução à Permacultura, com o nosso colega Ricardo Marques, e que decorrerá no dia 6 de Novembro:

Venha participar na construção de uma espiral de ervas em Vila Nova de Famalicão, e fique a conhecer a filosofia da Permacultura, numa actividade organizada pela iniciativa Famalicão em Transição em parceria com a Quercus, e que decorrerá no dia 6 de Novembro na Escola Secundária Camilo Castelo Branco.

PERMACULTURA significa “cultura permanente” e trata de planear habitats humanos sustentáveis. É uma filosofia e uma abordagem ao uso do solo que interliga clima, plantas, animais, solos, gestão da água e necessidades humanas em comunidades produtivas e eficientes.
Ricardo Marques, formado em Engenharia do Ambiente e Permacultura, irá conduzir esta a sessão de Introdução à Permacultura. Uma sessão que pretende interessar os vários participantes para esta abordagem explicando os princípios básicos sobre os quais ela se baseia e aplicando-os através da construção de uma espiral de ervas. Esta espiral ficará em permanência no local.
A espiral de ervas é uma peculiar construção tridimensional de terra que é basicamente uma floreira sofisticada para ervas aromáticas, ideal para ter junto a uma cozinha. Todas as ervas culinárias usuais podem ser plantadas numa espiral ascendente com 2 metros de diâmetro na base e 1 metro de altura. Esta estrutura fornece nichos com condições diferentes para várias plantas com exigências diferentes de luz, calor e humidade. A Espiral de Ervas é um elemento clássico da Permacultura pois interliga vários dos seus princípios.
Porque há muito para aprender e fazer em tão pouco tempo a sessão começará pontualmente às 14h30 pedindo-se aos participantes que não se atrasem. Venha preparado para mexer na terra.

Preço: 9€ (incluí lanchinho e brochura)
Inscrição (obrigatória) - envie um e-mail para porto@quercus.pt ou ligue para 931 620 212

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Curso de Introdução à Permacultura: 1 a 3 de ABRIL, 2011

Um curso de introduçao à Permacultura que decorrerá brevemente, e em que participará a nossa amiga Annelieke, do movimento de Transição de Coimbra, e a Laura Williams, Pete Bampton, que conheci na Casa da Horta, no Porto, há umas semanas atrás, e de que falámos aqui.
O Curso decorrerá próximo à aldeia de Benfeita, em Arganil.
Chamo à atenção que o valor de participação passou de 90 para 75€.



Curso de Introdução à Permacultura: 1 a 3 de ABRIL, 2011
Com Laura Williams, Pete Bampton & Annelieke van der Sluijs
Em inglês com tradução para português. Todos os filmes têm legendas em português.

Será um fim-de-semana repleto de apresentações, filmes e aulas práticas, que decorrerá num projecto de permacultura numa paisagem de belas montanhas e cascatas.
DSCF1459O fim de semana contará com apresentações sobre a ética e os princípios da permacultura e exemplos de permacultura em acção, ambos em contextos rurais e urbanos.  Conforme o interesse dos participantes, temas como hortos florestais, apicultura biológica, comestíveis silvestres, canteiros elevados e gestão de água podem ser abordados.  Estas sessões serão combinadas com acções práticas de aprendizagem na quinta e algum tempo para relaxar, assistindo a filmes. Com a base nestas experiências, poderá reflectir sobre as mudanças que pode fazer na sua própria vida, onde quer que viva.
Estamos dispostos de partilhar tudo que aprendemos sobre a aplicação de princípios de permacultura neste projecto. Poderá experimentar uma vida simples e perto da natureza, num belo cenário isolado, comer comida orgânica (principalmente crua) e praticar sustentabilidade ecológica  (através da procura de plantas comestíveis, a utilização de energias renováveis e usando a nossa casa de banho seca).
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Os participantes chegarão no dia 1 de Abril à noite, entre 18:00 e as 19:00. Teremos uma sopa quente, uma breve introdução e cinema.
No Sábado, um dia inteiro de apresentações e aulas práticas, que continuará até acabar no Domingo à tarde depois do almoço, por volta das 16:00 horas.
As acomodações serão na nossa iurta (tenda mongol), na sua tenda,  ou num dormitório com colchões no chão.
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Preço
75 € por pessoa e inclui hospedagem e todas as refeições.
Só temos espaço para 12 pessoas - se tiver interesse em participar, aconselhamos que efectua a sua reserva brevemente.
Spiral Bed
Espiral de Ervas
“E aqui que vejo os conceitos da permacultura bem empregues em todas as suas vertentes. A observação que tem sido feita do espaço físico e de espaços outros das quinta possibilitam o prosseguir a vida na Mizarela de forma harmoniosa e sustentável.  Na Mizarela há um bom trabalho para que as coisas funcionem com uma eficácia efectiva. Senti-me, em muitos momentos em casa, mas uma casa em que nunca vivi, mas que existe no mundo dos pensamentos. Na Mizarela vi fundidas coisas que pertencem também aquilo que sou, a vida em comunidade, permacultura, a alimentação saudável, local, o esclarecimento, a clarividência, toda uma perspectiva holistica de compreender e viver a vida. E todas estas, e vendo-me como uma eterna criança, respondiam ao conforto que necessito para me sentir livre e feliz.”
Hugo Dunkel, Portugal
Contactos
Se estiver interessado em cursos no futuro ou quiser mais informações envie um email para:
pete.bampton@gmail.com

Mais sobre este projecto, aqui.