Paredes em Transição

O movimento Paredes em Transição é uma rede de amigos que vivem na cidade de Paredes, no Norte de Portugal, que partilham a preocupação de que a debilitante dependência em combustíveis baratos de que a nossa sociedade e economia padecem – e que não está a receber a devida atenção dos vários governos, que parecem actuar na premissa de que o petróleo barato e abundante continuará por cá em perpetuidade – possa vir a resultar em graves e imprevisíveis problemas de que a tecnologia não conseguirá livrar-nos, e que poderão afectar muito negativamente o nosso futuro e o dos nossos filhos. Saiba mais no menu Projecto.

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quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Comunidade Resiliente. Uma entrevista com Rob Hopkins

Esta entrevista foi feita pelo canadiano Gregory Greene, realizador do famoso filme "The End of Suburbia", a Rob Hopkins, criador do movimento Cidades em Transição, no âmbito da produção do novo filme "Resilient Citty", ainda em produção. Foi publicada na Sexta-feira no blog de Rob Hopkins.


sábado, 4 de dezembro de 2010

Paredes em Transição, Conversa com Rob Hopkins 2

Face a algumas mensagens que nos chegaram e em que algumas pessoas se queixavam sobre o facto de a entrevista ter ocorrido em inglês, faz-se, aqui, um breve resumo traduzido da mesma. 
A primeira questão que colocámos foi-nos enviada pelo João Leitão, de Pombal em Transição, e perguntaba qual era a opinião do Rob Hopkins sobre a possibilidade de um futuro organismo de coordenação nacional em Portugal poder funcionar como incubadora de projectos de empreendedorismo social. 
O Rob lembrou que na generalidade dos casos seria melhor esperar que mais iniciativas apareçam, de modo a que o movimento ganhe momento, para então se criar uma Entidade de coordenação nacional. Por outro lado, noutros casos, um organismo de coordenação nacional poderá estimular o aparecimento de novas iniciativas. Depois passou a explicar que o empreendedorismo social será um tema central no novo livro que está a preparar. Segundo ele, o empreendedorismo social será essencial para que os planos de decrescimento energético possam ser implementados, para a relocalização da economia, para criar novas infra-estruturas locais, emprego e novos modos de vida. A pergunta do João, no entanto, acabou por não ser respondida. 


Em seguida, comentei que em Portugal estamos a viver o nosso próprio “Período Especial” –uma analogia ao “Período Especial” que ocorreu em Cuba, que é o que os cubanos chamaram ao período em que deixaram de receber combustíveis da União Soviética, tendo que readaptar toda a economia a essa nova realidade. No nosso caso, vai ser muito menos dinheiro disponível para tudo e a necessidade de nos adaptarmos a essa realidade. 
Para Rob Hopkins, este é o momento certo para espalharmos a mensagem do movimento Cidades em Transição, e para ela receber o acolhimento que merece. Temos de dar o grande passo e passar das palavras à acção. Criar emprego, modos de vida, comunidades que possam apoiar-se entre si, investir em si mesmas e criar modelos que funcionem e possam apoiar as iniciativas. 


A seguir, face a uma consideração minha de que o movimento Paredes em Transição é, ainda, um grupo de amigos e termos pela frente a árdua tarefa de chegarmos à comunidade e mudarmos o panorama geral, o Rob lembrou que é importante dar o passo para lá do nosso grupo de amigos, e há que ter algumas considerações em conta: é importante o modo como apresentamos a ideia, encontrar uma língua comum, é importante encontrar terreno comum, encontrar os temas certos para chegarmos às pessoas, e termos algo para lhes oferecer. E é importante que em Portugal tenhamos o que ele chama um “cheerful disclaimer”, ou seja, deixar logo bem claro que não temos respostas para tudo – o movimento Cidades em Transição é um convite para que as pessoas se organizem, pensem, sejam criativas e contribuam para se encontrar as respostas para os problemas que já aí estão. 
Finalmente, face ao recente relatório da Agência Internacional de Energia, que reconhece, finalmente, que o pico do petróleo convencional aconteceu em 2006, o Rob confessou que o assunto, assusta, e acrescentou que no dia seguinte à publicação deste relatório o comissário europeu para a energia terá dito que “chegámos ao pico para todo o petróleo” e lembrou os problemas ambientais que serão criados pelo aumento de produção de petróleo não convencional, comentando que se não fosse a recessão, que tem reduzido o consumo, teríamos combustíveis a preços muito mais elevados.

Paredes em Transição, Conversa com Rob Hopkins

No Sábado, 20 de Outubro de 2010, tivemos a oportunidade de contactar com outros elementos do movimento de Transição internacional, reunidos em Edimburgo, na Escócia, como parte de uma série de conversas com membros de grupos de Transição de vários países, via Skype. 
Dentro deste contacto com a Escócia, tivemos a oportunidade de conversar com Rob Hopkins, fundador do movimento de Transição e da Transition Network.
Começámos por dar uma ideia da evolução do movimento de Transição em Portugal, e depois colocámos uma questão que nos foi enviada pelo João Leitão, de Pombal em Transição, sobre a possibilidade de um organismo de coordenação nacional poder funcionar como incubadora para projectos de empreendedorismo social.
O vídeo que se segue apresenta a conversa que se seguiu.

Gravámos a conversa com o programa Call Graph, que permite gravar a parte áudio das comunicações via Skype, mas não a imagem. O nosso colega Vítor Pereira usou uma máquina fotográfica para gravar a imagem.
Tentei sincronizar som e imagem o mais possível, mas o resultado não é o melhor. No entanto, dado o interesse que esta conversa poderá ter para muitos interessados sobre o movimento Cidades em Transição, optámos por a disponibilizar neste blog.
Agradecimentos a Fiona Thompson, da Transition Scotland por nos ter possibilitado esta conversa!

Paredes em Transição, A Talk With Rob Hopkins from leal4580 on Vimeo.

sábado, 24 de julho de 2010

Rob Hopkins: Transição para um mundo livre de petróleo

Rob Hopkins lembra-nos que o petróleo barato, do qual a economia do Mundo depende, está a chegar ao fim e propõe uma solução para o problema - o "Movimento de Transição", através do qual nos preparamos para uma vida livre do petróleo e sacrificamos um pouco os nossos luxos para construir sistemas e comunidades independentes de combustíveis fósseis.
Nota: Quem desejar ver o documentário com legendas (disponíveis em Português e em várias outras línguas) poderá fazê-lo clicando no link "View Subtitles" abaixo e seleccionando a língua pretendida.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

The End of Suburbia Moment. Part 2

Durante a conferência tive a oportunidade de entrevistar Rob Hopkins e Peter Lipman, e questionei-os acerca das impressões com que ficaram após a apresentação de Nicole Foss (Stoneleigh). Por sorte, o Emílio Mula e a Sara Hammond do Nu-Project filmaram a entrevista.
Como digo no vídeo, na noite que se seguiu à apresentação de Stoneleigh não consegui evitar permanecer acordado na cama durante um bom par de horas, considerando e reconsiderando as implicações que a nova informação teria na minha vida, na minha família, na minha comunidade.
Ao momento em que tudo o que considerávamos como normal e incontornável nos é apresentado como algo profundamente errado, insustentável e prestes a terminar, Rob Hopkins chama "The End of Suburbia Moment". Nunca pensei que pudesse viver um "The End of Suburbia Moment. Part 2", mas aconteceu durante esta apresentação. E pelos vistos foi geral.
Fiquei extremamente surpreendido quando descobri que o Rob Hopkins escolheu este vídeo para encerrar a colectânea relativa à Conferência Transition Network 2010.
O título "One Question" revela a importância do tema.


terça-feira, 22 de junho de 2010

Conferência Transition Network 2010 1.º Dia

Entre 11 e 14 de Junho tive a oportunidade de participar na conferência da Transition Network em Devon, no Sudoeste de Inglaterra.

Foi um evento memorável, para mim e estou certo de que para os outros 299 participantes provenientes de vários países. Foi refrescante confirmar que há por aí uma enorme comunidade de pessoas que partilham as nossas preocupações e que se estão a mexer para criar um futuro melhor.

O objectivo da conferência era juntar várias pessoas envolvidas em iniciativas de transição um pouco por todo o mundo, de modo a que tivesse lugar uma troca de experiências e juntos pudéssemos pensar o futuro do movimento de transição.

Passei por sentimentos contraditórios de orgulho e algum desconforto por ser o único representante do nosso país na conferência. Muitas vezes as pessoas abordavam-me a perguntar como ia o movimento de transição em Portugal, mas não tinha muito para lhes dizer. Ainda somos tão poucos! Por outro lado, temos um território virgem à nossa frente, e muito, muito trabalho que precisa de ser feito. A recompensa poderá ser a criação de comunidades onde poderemos criar os nossos filhos num ambiente que faça desabrochar o melhor que há neles, e não o contrário.

Em franco contraste com Portugal, o Brasil estava muito bem representado, com 9 participantes, incluindo um grupo de 6 pessoas que celebraram o primeiro aniversário do movimento no país com a participação na conferência. Foram criados bons laços entre os dois grupos (entenda-se o grupo deles e eu) e estou certo que poderemos aprender muito com a experiência deles. Temos amigos do outro lado do Atlântico prontos para nos ajudar.

Deixo aqui o video do primeiro dia da conferência, da autoria do Emílio Mula e da Sara Hammond, do Nu-Project, baseados em Totnes, onde, entre imagens dos vários eventos que decorreram nesse dia, e dos testemunhos de alguns participantes, Rob Hopkins, criador do conceito "Comunidades em Transição", explica os objectivos da conferência.