Paredes em Transição

O movimento Paredes em Transição é uma rede de amigos que vivem na cidade de Paredes, no Norte de Portugal, que partilham a preocupação de que a debilitante dependência em combustíveis baratos de que a nossa sociedade e economia padecem – e que não está a receber a devida atenção dos vários governos, que parecem actuar na premissa de que o petróleo barato e abundante continuará por cá em perpetuidade – possa vir a resultar em graves e imprevisíveis problemas de que a tecnologia não conseguirá livrar-nos, e que poderão afectar muito negativamente o nosso futuro e o dos nossos filhos. Saiba mais no menu Projecto.

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terça-feira, 26 de junho de 2012

Um Curso de Design de Permacultura Épico!

Depois de vários meses em gestação, é com uma ENORME satisfação que anunciamos a realização do primeiro Curso de Design de Permacultura em Paredes!

Os Professores
Convidámos os colegas André Vizinho, co-criador do Centro de Convergência e do movimento de Transição na Aldeia das Amoreiras, o Tiago Silva, co-fundador do movimento de Transição na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e do projecto Biovilla, a Annelieke van der Sluijs, "iniciadora do "Espaço no Botânico", iniciativa integrada nas actividades do Grupo Transição Coimbra e membro do Projecto Vida Desperta, o Capitão Luís, permacultor e fundador do defunto movimento de Transição em Rio Tinto (aprende-se mais com um falhanço do que com um sucesso!) e o Carlos Costa, da Quinta do Penedo que Fala, engenheiro electrotécnico e um dos melhores especialistas em auto-suficiência que conheço, para virem a Paredes colaborar na produção deste curso.

Curiosamente, o André e o Tiago Silva começaram a preparar o programa do curso como um exercício, durante o curso de professores de permacultura com a Rosemary Morrow, no Vale da Lama.


Um Curso de Design de Permacultura com Aspirações
Com uma equipa jovem, cheia de garra e vontade de mudar o Mundo, com percursos e experiências de vida variados, inúmeras acções de formação na área, muitos anos de experimentação no terreno, experiência combinada riquíssima na divulgação da permacultura, e que conta com alguns dos melhores comunicadores nesta área, temos receita para criar um Curso de Design de Permacultura com muuuita qualidade!
Só para terem uma ideia, logo na primeira reunião do grupo, concordámos que, se íamos organizar um curso de permacultura, teríamos que organizar O Curso de Design de Permacultura mais Completo de Portugal! (a expressão que utilizámos na altura foi: Tem que ser BRUTAL!)




A Annelieke van der Sluijs com o Ernst Götsch, durante o curso de agrofloresta, em Mangualde.


Um Curso de Design de Permacultura Dinâmico e Muito Prático
Este será um curso extremamente dinâmico, com uma fortíssima componente prática e de design.Para além das 72 horas que normalmente orientam um curso deste tipo, o Curso de Design de Permacultura de Paredes será recheado de workshops práticos, palestras e filmes nocturnos (as palestras e filmes nocturnos serão abertos à comunidade).

Workshops
Teremos workshops práticos sobre serrações portáteis, bomba de aríete, fogão-foguete...
O André Vizinho apresentará, ainda, um workshop sobre Dragon Dreaming e outro sobre gestão de conflitos/comunicação não violenta.

Aqui sou eu, durante o curso sobre serrações portáteis que fiz com a Logosol, na Suécia. Este é um dos workshops que serão incluídos no curso.


Design, design e mais design!
O bom design é tudo em permacultura! Os formandos trabalharão não num, mas em 5 designs: uma varanda, uma escola, um negócio, uma quinta... Sim, sim, dissemos que são cinco!

O Carlos, ajustando uma bomba de aríete, na "Quinta do Penedo que Fala", no Marco de Canavezes



Datas
O curso decorrerá entre o dia 1 e o dia 14 de Setembro.

Custos
O custo da participação no Curso de Design de Permacultura de Paredes será de 450€,com direito a participação em todas as actividades, alojamento nos moldes mencionados, todas as refeições, e oferta do livro“Permacultura Passo a Passo”, da australiana Rosemary Morrow, nossa professora no curso de professores de permacultura, no Vale da Lama.
A partir do dia 27 de Jullho, o custo da participação no Curso de Design de Permacultura será de 550€.
O pagamento poderá ser feito por transferência bancária para o NIB 0033 0000 4540 8581 5800 5 do BCP. Os participantes deverão transferir 50% do custo da sua participação no acto de inscrição, e poderão pagar o restante no primeiro dia do curso.
Porquê um Curso de Design de Permacultura tão caro?
Um curso mais completo implica mais custos. Depois de muitas contas, e mais contas, e ainda mais contas, chegámos à conclusão de que para podermos oferecer um Curso de Design de Permacultura com esta qualidade, o preço não poderia ser inferior ao valor anunciado.
As rubricas associadas à organização do curso incluem: alimentação, com pelo menos 4 refeições por dia, ao longo de 14 dias; pagamento de um valor mínimo aos vários formadores, organizadores e elementos de apoio; deslocações dos formadores; livro; água; luz; gás; combustível; comunicações; materiais de apoio pedagógico e de logística...
 Por outro lado, com mais formadores, o participante usufruirá da diversidade de abordagens e de uma maior dinâmica de equipa, e terá mais oportunidades para trabalho prático, que lhe permitirão aprofundar e processar melhor o que aprendeu em teoria.
Por outro lado, ainda, uma alimentação de qualidade e um bom estado anímico são essenciais para um bom processo de aprendizagem, de modo que também aqui teremos que primar pela excelência, e isso tem custos.

Tudo ponderado, o formando sairá deste curso muito mais enriquecido e motivado, e dará o seu investimento por bem empregue.

Número Mínimo e Máximo de Participantes
O curso realizar-se-á se tivermos um número mínimo de 15 participantes, com um máximo de 20.

A quem se destina este Curso de Design de Permacultura?
Este curso terá particular interesse para qualquer pessoa que sente que vive num mundo em Transição, que deseja equipar-se com conhecimentos que lhe permitam acompanhar a mudança e prosperar com ela.
Este curso terá particular interesse para qualquer pessoa que contemple praticar a Permacultura em meio urbano, mudar-se para o campo, ou desejar aplicá-la no desenvolvimento de um negócio ou projecto.

O Capitão Luís, durante o curso de Agricultura Regenerativa, com o Darren Doherty

O Local de Ensino
Paredes. O curso irá decorrer na quinta do Projecto TerraVerde – uma quinta que esteve votada ao abandono durante 12 anos, e que, como tal, é uma tela em branco à espera de um design de Permacultura que oriente as intervenções futuras! – e na escola primária de Mouriz (mesmo, mesmo ao lado da quinta), espaço que nos foi disponibilizada pela Junta de Freguesia de Mouriz, Paredes, e que nos proporcionará excelentes condições para que o curso decorra da melhor forma.
Quinta e escola ficam muito próximos do centro de Paredes.


A quinta do Projecto TerraVerde

Alojamento
Os participantes poderão escolher entre acampar na quinta, no recreio da escola (sobre a erva, debaixo das muitas árvores que lá existem), ou poderão alojar-se na própria escola.
Deverão trazer tenda (se optarem por ou ponderarem dormir no exterior), saco-cama, toalha e produtos de higiene pessoal.

Alimentação
A alimentação será predominantemente vegetariana, confeccionada pela nossa colega Sandra Costa, da Quinta do Penedo que Fala, com alimentos predominantemente locais e biológicos, grande parte dos quais fornecidos pela quinta do Penedo que Fala e pelo projecto PROVE Paredes, em que participam os nossos colegas Rúben Carminé, Ana Riera e Alda Rosendo.
A Sandra a construir colmeias para as abelhas



Visitas
Será realizada uma visita à Quinta do Penedo que Fala, no Marco de Canavezes, onde o Carlos e a Sandra já há dois anos que fazem agricultura biológica e vêm implementando vários princípios de permacultura e técnicas de sustentabilidade.
Outras possibilidades de visita encontram-se, no momento, em análise.
As visitas realizar-se-ão nas viaturas de professores e participantes. Organizar-se-á um sistema de boleias.


A quinta do Penedo que Fala

Wi-Fi
Na escola e na quinta não existe Wi-Fi. No entanto, no Parque José Guilherme, fronteiro à Câmara Municipal de Paredes, no Parque da Cidade e na Casa da Cultura de Paredes existe Wi-Fi disponível.
Ao longo do curso, os participantes terão várias ocasiões para se deslocarem ao centro de Paredes (nomeadamente para assistir a filmes e palestras que serão abertos à comunidade), onde poderão usufruir deste serviço disponibilizado pelo Município de Paredes.

Participação Activa
Temos todo o interesse em que os participantes participem activamente neste curso, e sejam, também eles, transmissores de conhecimento. Com este propósito, incentivámo-lo/a a, no acto de inscrição, mencionar uma competência que ache relacionada com a área e que gostaria de transmitir aos seus colegas e professores, seja ela agricultura biológica ou biodinâmica, yoga, meditação,...

Actividades extra-curso
A área é pródiga em percursos para bicicleta de montanha, de modo que se lhe agrada a ideia, pode trazer a sua bicicleta e aproveitar para explorar um pouco antes do jantar. Poderão ser organizados passeios guiados.
A Junta de Freguesia de Mouriz disponibilizou-nos, ainda, o polidesportivo, de modo que se for do interesse dos participantes, poderemos realizar um jogo de futebol, etc...
Esperamos que apareça muita coisa interessante.

O que trazer
Traga-se a si próprio/a, tenda (se optar por ou ponderar dormir no exterior), saco-cama, toalha e produtos de higiene pessoal. Traga leitura sobre permacultura, sementes e, se desejar, traga, também as suas ferramentas. Traga, ainda, lápis e marcadores de cores, bloco de apontamentos e caderno de esboços! Não se esqueça do portátil e tire muitas fotografias!

Conhecer Paredes
Durante o curso, algumas actividades nocturnas (nomeadamente filmes e palestras) terão lugar na cidade de Paredes, pelo que os participantes terão a oportunidade de explorar a cidade e conhecer alguns dos elementos do movimento Paredes em Transição.

Mais informações serão disponibilizadas em breve!

Muito agradecemos o apoio da Junta de Freguesia de Mouriz, Paredes, que tornou este projecto possível.

A associação Paredes em Transição é um organismo sem fins lucrativos com o Número de Identificação Fiscal 509 724 612.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Estágio de Permacultura

Mais uma interessante oportunidade junto dos nossos amigos do Projecto Vida Desperta, na Serra do Açor:
Estás à procura de uma oportunidade de pôr a teoria da permacultura em prática?
Talvez tenhas completado um curso de Design de Permacultura ou leste sobre o assunto, e agora queres pôr mãos à obra com uma professora experiente a guiar-te. Não é necessária experiência de jardinagem ou permacultura, mas deves estar entusiasmado em relação a contribuir e aprender.
Estás interessado em algo mais do que apenas agricultura sustentável, em como criar uma nova cultura sustentável em que podemos viver e evoluir juntos com sucesso?

O Projeto Vida Desperta é uma oportunidade de experimentar ser parte de uma comunidade que realmente funciona, onde as pessoas estão comprometidas em viver juntas para além do ego para criar uma nova cultura. Durante o estágio vais ter oportunidade de explorar os aspectos interiores da sustentabilidade e evolução, incluindo o teu próprio desenvolvimento espiritual, tornando-se uma experiência de verdadeira Permacultura Integral. Vê a nossa página de Visão para mais informações.

O que vais ganhar:
• Ser parte de uma comunidade que está a criar uma nova cultura para além do ego, com a oportunidade de discutir e realmente evoluir conscientemente
• Experimentar pôr os princípios da permacultura em prática: vais trabalhar de perto comigo, Laura Williams, tendo a oportunidade de ter feedback directo de uma permacultura experiente
• A oportunidade de participar na nossa fase pioneira e emocionante, com oportunidades para desenhar e criar, assim como manter os nossos jardins abundantes

• Experiência prática de projetos actuais de jardinagem como: criar plântulas, criar estruturas de jardim, plantações de Primavera, criação de uma floresta comestível, fermentação e aplicação de chá decomposto, uso de fungos benéficos e Microorganismos Eficientes, sistemas de irrigação, mulching, fertilidade do solo e colheita
• A oportunidade de meditar uma vez por dia e participar em outras actividades comunitárias como Yoga e grupos de discussão
• Dieta vegetariana e comida deliciosa e nutritiva – principalmente crua – incluindo muitos alimentos
silvestres que vais aprender a apanhar
• Experimentar viver “fora da rede”, se estás interessado em fontes alternativas de electricidade haverá tempo para descobrir o que significa viver deste modo

• Tempo num lindo vale com ar e águas puras e cascatas no coração das montanhas da Serra do Açor
• Acesso à nossa biblioteca de livros de permacultura

O que vais trazer
• O interesse na nossa visão [link]
• Energia, entusiasmo, compromisso e ideias criativas
• Paixão por trabalhar com a Natureza e os princípios da permacultura
• Entusiasmo por participar na vida em comunidade e em tarefas como a preparação de refeições


Outra Informação
• Vais trabalhar 6h por dia de Segunda a Sexta
• O investimento para o estágio é 100€ por semana (75€ para cidadãos portugueses) e incluí todas as refeições e acomodação e acesso a qualquer curso de jardinagem que decorra durante a tua estadia
• Os estágios começam a decorrer desde o dia 2 de Abril até o fim de Julho, pelo período mínimo de um mês e máximo de 3 meses
Só há 2 vagas, por isso concorre o mais depressa possível.
No projecto, falamos inglês a melhor a parte do tempo, é necessário saber falar inglês.
Para o formulário de inscrição ou mais informações por favor contacta:
Laura: arcticskua@gmail.com

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Planeamento de Permacultura para Paisagens Comestívei: Coimbra Mar. 17-18

A nossa colega Annelieke Vand Der Sluijs, de Coimbra em Transição e a Laura Williams, do Wakened Life Project irão dinamizar este interessante curso já no pr´roximo mês, no Jardim Botânico de Coimbra:

Planeamento de Permacultura para Paisagens Comestívei: Coimbra Mar. 17-18
Data: 17/03/2012 - 08:30 - 18/03/2012 - 16:00
Onde: Jardim Botânico de Coimbra
Fee: 80,0 € 
 
Juntem-se a nós para um fim-de-semana intenso em que iremos explorar o porquê e o como do Design de Permacultura, especificamente para jardins. Não importa que tipo de espaço têm para trabalhar, poderão transformá-lo num paraíso permacultural.
Estão entusiasmados por cultivar o vosso próprio alimento? Querem fazê-lo a cooperar com a natureza, de forma sustentável e eficaz? Estão com vontade de criar um paraíso permacultural mas não sabem por onde começar? Têm uma horta, quinta, quintal ou varanda para transformar mas precisam de ferramentas para arrancar? Neste caso, este curso é para vocês!
Juntem-se a nós para um fim-de-semana intenso em que iremos explorar o porquê e o como do Design de Permacultura, especificamente para jardins. Não importa que tipo de espaço têm para trabalhar, poderão transformá-lo num paraíso permacultural. Irão aprender como aplicar os princípios da permacultura para poder cooperar com a natureza em vez de a combater, a guiar energias naturais para produzir colheitas abundantes. Iremos desmistificar e analisar o processo de design para que, no fim do fim-de-semana, se sintam bem equipados para arrancar com os vossos próprios projectos.


Durante este fim-de-semana irão:
  • Aprender porque é que o design é crucial no sucesso de um jardim
  • Rever alguns Princípios de Permacultura essenciais para o design
  • Entrar no processo de design passo-a-passo
  • Praticar novas competências em exercícios práticos
  • Explorar o cultivo com plantas perenes e bravas
  • Ganhar confiança para começar o vosso próprio projeto
  • Ser inspirados pelas possibilidades ilimitadas de viver de forma sustentável
  • Passar e partilhar um fim-de-semana com pessoas com interesses semelhantes
A decorrer no magnífico Jardim Botânico de Coimbra, serão inspirados pela sua história rica, plantas raras e úteis e os projetos de permacultura já aí realizados. Cooperando com pessoas com interesses semelhantes, a nossa intenção é oferecer uma oportunidade para criar novas ligações e uma nova cultura baseada em abundância, cooperação e evolução.

Há vagas limitadas, por isso reservem já o vosso lugar. Para segurar o vosso lugar, é preciso preencher a ficha de inscrição e fazer um depósito de 30€.
Para mais informações, envie-nos um e-mail
Annelieke      annelieke.van.der.sluijs@gmail.com (Português)
Laura              arcticskua@gmail.com (Inglês)
Esperamos ver-vos em breve!

domingo, 1 de janeiro de 2012

2011 termina com Permacultura na SIC. Bem-vindo a 2012!

O que nos trará 2012? Os portugueses já há muito que não anteviam um novo ano com tanta angústia, tanto receio pelo futuro... mas em vez de nos angustiarmos, porque não perguntarmo-nos, a nós mesmos, o que poderemos, cada um de nós, fazer para que 2012 seja um ano de evolução para um Mundo Melhor?

Se eu fizer o que tenho que fazer para melhorar o ambiente que me rodeia, se tu fizeres o que tens a fazer para melhorar o ambiente que te rodeia, se denunciarmos a chico-espertice, 2012 não terá, forçosamente, que ser pior do que 2011. Poderá até ser melhor, não?

Por isso dizemos: Bem-vindo 2012 e vem-vindo a 2012!
Esta reportagem, onde a permacultura aperece em grande destaque, e onde aparece a nossa colega Annelieke van der Sluijs, de Coimbra em Transição, passou ontem no jornal da noite da SIC. Chama-se "Diferentes visões sobre o sentido da vida e o destino do planeta num ano de profecia".

Este é o texto que a acompanha:
"O início de um novo ano traz sempre um novo fôlego às místicas profecias, mas de 2012, em particular, muito se tem dito, não faltando mesmo a teoria do apocalipse, que é como quem diz o fim do mundo. Querendo acreditar que não, ainda assim vamos conhecer um pouco de diferentes visões do sentido da vida e do destino do planeta".

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Em 2012 a Permacultura invade o Porto!


Curso de Planeamento em Permacultura
28 Janeiro a 25 de Março (PDC 72 horas) – FUNDAÇÃO DE SERRALVES

Em 2012 a Permacultura invade o Porto! 28 de Janeiro começa no Porto uma viagem de 5 fins-de-semana pelo mundo da Permacultura. Um curso organizado pela Quercus e o Serviço Educativo da Fundação de Serralves em parceria.
Fim-de-semana sim, fim-de-semana não, os 3 formadores deste curso, irão mostrar que a qualidade de vida real e duradoura, não se atinge com dinheiro mas com conhecimento, engenho e ética. Este curso é um “PDC – Permaculture Design Course” – o curso de 72 horas criado por Bill Mollison – é um dos primeiros a ser realizado totalmente em português em Portugal e o primeiro de sempre a ser realizado no Porto. Dentro da cidade, mas no espaço privilegiado da Fundação de Serralves, serão desenvolvidas várias atividades teórico-práticas; o curso conta ainda com sessões ao fim da tarde dinamizadas em associações culturais da cidade, bem como com um fim de semana de visita a quintas de permacultura.

Programa
O programa decorre aos Sábados e Domingos das 9h00 às 13h00 e das 14h00 às 18h00, fim-de-semana sim, fim-de-semana não, nas datas indicadas. Ao longo de mais de 84 horas de atividades, serão abordados os temas fundamentais da permacultura, dinamizadas muitas experiências práticas e analisados casos reais a partir da visualização de vídeos.

Informações práticas:
Estão previstas paragens a meio da manhã e tarde para chá/café e pão com compota. O almoço encontra-se a cargo dos participantes, sendo no entanto possível a quem o desejar trazer a sua refeição e almoçar informalmente na Quinta de Serralves.

I - Introdução à Permacultura - 28 e 29 Janeiro
Apresentações
Em que mundo vivemos?
História e éticas da Permacultura
Princípios da Permacultura
Actividade prática:
  Construção espiral ervas
  Sistemas Ecológicos e Teoria Gaia
  Passeio por Serralves
  Teia da Vida
  Clima e Biodiversidade
  Padrões na Natureza
  Florestas, Solos, Água

Permacultura ao serão – 9 de Fevereiro
21h00 – 23h00 Visualização do filme DIRT! com debate na Casa da Horta (aberto ao público e gratuito).

II - Trabalhar com a Natureza - 11 e 12 Fevereiro
Zonas e sectores
Solos:
  Estratégias de recuperação
  Cobertura orgânica
  Compostagem
Produção de alimentos:
  Hortas, Pomares, Agroflorestas, Animais
Actividade prática:
  Criação de camas e canteiros de cultivo
  Sementeira e plantação das camas e canteiros
  Permacultura ao serão – 23 de Fevereiro
21h00 – 23h00 Visualização do filme O Agricultor Rebelde com debate na Cadeira de Van Gogh (aberto ao público e gratuito).

III - Trabalhar com a Natureza - 25 e 26 Fevereiro
Apicultura
Água:
  Sistemas de captação e retenção
  Sistemas de regadio
  Gestão de águas cinzentas e negras
  Resíduos
Actividade prática:
  Construção de rocket stove
  Cozinha Ecológica
  Permacultura urbana

IV - Visita a quintas de Permacultura - 10 e 11 Março
Visita guiada à Quinta Cabeça do Mato
Almoço na Cabeça do Mato
Estruturas e habitações
Arquitectura bioclimática
Energia
Visita guiada à Quinta do Boiço
Almoço no Boiço
Aula na casa redonda
Economias locais e alternativas
Desenvolvimento comunitário e Eco-aldeias
Permacultura ao serão – 23 de Março
21h00 – 23h00 Visualização do filme “O Jardineiro Global” com debate na Campo Aberto (aberto ao público e gratuito).

V - Processo de Design - 24 e 25 Março
Processos e métodos de design
Colheita na Horta
Almoço Ecológico
Início do processo de design
Processo de design
Apresentação dos designs
Conclusão
Nota 1: a negrito estão as actividades práticas
Nota 2: o programa poderá sofrer alterações por factores meteorológicos ou de conveniência

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Curso de RegenAG com Darren J. Doherty

Mais um excelente curso... desta vez com o australiano Darren Doherty, que esteve no Instituto Português de permacultura, no Vale da Lama, no fim-de-semana passado.
Professor de Permacultura, o Darren Doherty é considerado a maior autoridade mundial sobre design keyline.

Não é fácil explicar no que consiste este tipo de design numa única frase... direi que foi idealizado pelo australiano Percival Alfred Yeomans (mais conhecido como P.A. Yeomans), e que permite regenerar solos, controlando as águas pluviais e trabalhando com a natureza.

Nesta imagem, o Darren explica como, tendo determinado a localização do keypoint - ou seja, o ponto onde a encosta deixa de ser convexa e passa a ser côncava, traçamos a keyline - uma linha que se estende para cada lado do keypoint, à mesma cota, e que termina nos pontos onde a ravina/vale dá lugar à crista. Traçando linhas paralelas à keyline (mas não à mesma cota), que poderão ser prenchidas por árvores ou arbustos, por exemplo, conseguimos desviar parte das águas pluviais da ravina/arroio para a crista.

Com o auxílio de ervas perenes (algumas podem chegar a viver 600 anos!) e do pasto por ruminantes, não só consguimos incrementar a camada de solo fértil, como conseguimos armazenar uma quantidade surpreendente de carbono no solo.

O terreno é dividido em células. O gado não deverá pastar numa determinada célula mais do que um dia ou dois (dependendo da extensão da secção de pasto e do númerod e cabeças), de modo a permitir a regeneração da pastagem, fertilizando-a com a sua bosta. Dois ou três dias mais tarde, poderemos introduzir aves, como galinhas ou perús, que se alimentarão das larvas das moscas que se desenvolveram na bosta, reduzirão as ervas ainda mais e espalharão a bosta pelo terreno.

O que permite a rápida criação e acumulação de solo e carbono são os exsudados das raízes das ervas, que são mais rapidamente metabolizados do que as raízes ou as próprias ervas. O solo é criado através do alastramento da bio-fertilidade da camada superior para zonas mais profundas e da conversão do subsolo em solo vivo.

A caca de um ruminante... reparem nas sementes germinadas e nas micorrizas (fungos) que ajudam a transportar água e nutrientes entre as plantas.

Foram muitas as aulas no exterior.  Eu já tinha vizitado no Vale da Lama, mas foi muito bom regressar. O ambiente que lá se vive é muito bom, e passa por lá muito boa gente. O curso também foi muito bem organizado, e a alimentação foi excelente.

O tractor que lavrava o campo vizinho criou uma excelente oportunidade para que o Darren demonstrasse os danos causados ao solo pela mobilização.

Comparação entre área arada e não arada. De notar, no lado esquerdo, as raízes expostas ao ar e à luz. No lado direito, a estrutura do solo mantêm-se intacta.

As formigas rapidamente tiraram proveito das sementes que o tractor semeava, e que também ficavam expostas aos elementos.

O Darren Doherty criou o seu próprio método, a que chamou RegenAG, ou Agricultra Regenerativa.

O método keyline pode ser aplicado em ambientes urbanos, tanto quanto em ambientes rurais. Pode ser usado para planear o traçado de arruamentos, com conservação de energia, armazenamento de água e tratamento de efluentes. Durante o curso tivemos a oportunidade de ver alguns exemplos extremamente interessantes, como os da Biologic Design, de Jay Abrahams. Uma verdadeira fonte de inspiração.

Aqui o Darren explica como aplicar o princípio da keyline a propriedades de dimensão menos, muitas vezes localizadas abixo ou acima do keypoint.

Onde esteve o Sol Algarvio? Durante o curso o Sol teimou em esconder-se, e até apanhámos um pé-de-água jeitoso durante a noite. O curso foi fantástico, e todos adorámos o Darren. A sua maneira muito pragmática de ver a Permacultura e a vasta experiência no terreno convencem e convertem... venha o curso de "Gestão Holística"!
Um abraço, Darren, e muito obrigado à gente do Vale da Lama pela organização de curso!

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Transição para a Permacultura nos Açores

O nosso camarada Luís Amaral, da Transição Braga, vai facilitar dois worshops bastante completos nos Açores, já este mês, sob o título "Iniciação à Transição para a Permacultura.
Os workshops terão lugar em Lagoa, na ilha de São Miguel, já este fim-de-semana - dias 5 e 6 de Novembro, e no fim-de-semana seguinte, em São Roque, na Ilha do Pico.
Alguns dos temas a serem tratados: Crescimento Ilimitado vs Decrescimento Sustentado; Crise Energética - Ameaças e Oportunidades; Iniciativas de Transição - Resposta da Comunidade; Cultura, Agricultura e/ou Permacultura; Dragon Dreaming.
O preço é de 15€ por um dia, 30€ por dois dias, com facilidades para desempregados, preços especial para casais e 10 presenças gratuítas para quem não tiver a possibilidade de pagar para assistir.
Um grande abraço, Luís, e lança as sementes para futuras iniciativas de Transição açoreanas!

Se eu estivesse nos Açores, Garanto que não deixaria de assistir!

sábado, 22 de outubro de 2011

Ernst Götsch no Instituto Português de Permacultura

O Ernst encontra-se, agora, a leccionar um novo curso de agrofloresta no no Instituto Português de Permacultura, no Vale da Lama, em Lagos, Algarve, e a SIC esteve lá a filmar. Aqui fica a reportagem:
O título da notícia é: Curso ensina jovens a explorar potencialidade da Terra preservando ecossistemas.
"Cansados da cidade, há cada vez mais jovens, incluindo licenciados, que procuram uma vida no campo. E há até um curso de Permacultura que visam ajudar nesta integração. Um deles funciona na Quinta do Vale da Lama, no Algarve. Os que frequentam esta formação dizem-se em ruptura com o mundo urbano".

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Introdução à Permacultura em Famalicão

Os nossos colegas de Famalicão em Transição estão a organizar um curso de introdução à Permacultura, com o nosso colega Ricardo Marques, e que decorrerá no dia 6 de Novembro:

Venha participar na construção de uma espiral de ervas em Vila Nova de Famalicão, e fique a conhecer a filosofia da Permacultura, numa actividade organizada pela iniciativa Famalicão em Transição em parceria com a Quercus, e que decorrerá no dia 6 de Novembro na Escola Secundária Camilo Castelo Branco.

PERMACULTURA significa “cultura permanente” e trata de planear habitats humanos sustentáveis. É uma filosofia e uma abordagem ao uso do solo que interliga clima, plantas, animais, solos, gestão da água e necessidades humanas em comunidades produtivas e eficientes.
Ricardo Marques, formado em Engenharia do Ambiente e Permacultura, irá conduzir esta a sessão de Introdução à Permacultura. Uma sessão que pretende interessar os vários participantes para esta abordagem explicando os princípios básicos sobre os quais ela se baseia e aplicando-os através da construção de uma espiral de ervas. Esta espiral ficará em permanência no local.
A espiral de ervas é uma peculiar construção tridimensional de terra que é basicamente uma floreira sofisticada para ervas aromáticas, ideal para ter junto a uma cozinha. Todas as ervas culinárias usuais podem ser plantadas numa espiral ascendente com 2 metros de diâmetro na base e 1 metro de altura. Esta estrutura fornece nichos com condições diferentes para várias plantas com exigências diferentes de luz, calor e humidade. A Espiral de Ervas é um elemento clássico da Permacultura pois interliga vários dos seus princípios.
Porque há muito para aprender e fazer em tão pouco tempo a sessão começará pontualmente às 14h30 pedindo-se aos participantes que não se atrasem. Venha preparado para mexer na terra.

Preço: 9€ (incluí lanchinho e brochura)
Inscrição (obrigatória) - envie um e-mail para porto@quercus.pt ou ligue para 931 620 212

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Curso de Introdução à Permacultura: 1 a 3 de ABRIL, 2011

Um curso de introduçao à Permacultura que decorrerá brevemente, e em que participará a nossa amiga Annelieke, do movimento de Transição de Coimbra, e a Laura Williams, Pete Bampton, que conheci na Casa da Horta, no Porto, há umas semanas atrás, e de que falámos aqui.
O Curso decorrerá próximo à aldeia de Benfeita, em Arganil.
Chamo à atenção que o valor de participação passou de 90 para 75€.



Curso de Introdução à Permacultura: 1 a 3 de ABRIL, 2011
Com Laura Williams, Pete Bampton & Annelieke van der Sluijs
Em inglês com tradução para português. Todos os filmes têm legendas em português.

Será um fim-de-semana repleto de apresentações, filmes e aulas práticas, que decorrerá num projecto de permacultura numa paisagem de belas montanhas e cascatas.
DSCF1459O fim de semana contará com apresentações sobre a ética e os princípios da permacultura e exemplos de permacultura em acção, ambos em contextos rurais e urbanos.  Conforme o interesse dos participantes, temas como hortos florestais, apicultura biológica, comestíveis silvestres, canteiros elevados e gestão de água podem ser abordados.  Estas sessões serão combinadas com acções práticas de aprendizagem na quinta e algum tempo para relaxar, assistindo a filmes. Com a base nestas experiências, poderá reflectir sobre as mudanças que pode fazer na sua própria vida, onde quer que viva.
Estamos dispostos de partilhar tudo que aprendemos sobre a aplicação de princípios de permacultura neste projecto. Poderá experimentar uma vida simples e perto da natureza, num belo cenário isolado, comer comida orgânica (principalmente crua) e praticar sustentabilidade ecológica  (através da procura de plantas comestíveis, a utilização de energias renováveis e usando a nossa casa de banho seca).
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Os participantes chegarão no dia 1 de Abril à noite, entre 18:00 e as 19:00. Teremos uma sopa quente, uma breve introdução e cinema.
No Sábado, um dia inteiro de apresentações e aulas práticas, que continuará até acabar no Domingo à tarde depois do almoço, por volta das 16:00 horas.
As acomodações serão na nossa iurta (tenda mongol), na sua tenda,  ou num dormitório com colchões no chão.
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Preço
75 € por pessoa e inclui hospedagem e todas as refeições.
Só temos espaço para 12 pessoas - se tiver interesse em participar, aconselhamos que efectua a sua reserva brevemente.
Spiral Bed
Espiral de Ervas
“E aqui que vejo os conceitos da permacultura bem empregues em todas as suas vertentes. A observação que tem sido feita do espaço físico e de espaços outros das quinta possibilitam o prosseguir a vida na Mizarela de forma harmoniosa e sustentável.  Na Mizarela há um bom trabalho para que as coisas funcionem com uma eficácia efectiva. Senti-me, em muitos momentos em casa, mas uma casa em que nunca vivi, mas que existe no mundo dos pensamentos. Na Mizarela vi fundidas coisas que pertencem também aquilo que sou, a vida em comunidade, permacultura, a alimentação saudável, local, o esclarecimento, a clarividência, toda uma perspectiva holistica de compreender e viver a vida. E todas estas, e vendo-me como uma eterna criança, respondiam ao conforto que necessito para me sentir livre e feliz.”
Hugo Dunkel, Portugal
Contactos
Se estiver interessado em cursos no futuro ou quiser mais informações envie um email para:
pete.bampton@gmail.com

Mais sobre este projecto, aqui.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Workshops de Agrofloresta com Ernst Gotsch em Portugal

Dos nossos colegas José Mário Ruivo e Samuel Rodrigues:


Sítio está a organizar dois workshops de Agrofloresta com Ernst Gotsch em Portugal (Mangualde, Viseu).

Agrofloresta (ou floresta de alimentos) é um método agrícola que procura imitar a sucessão natural de espécies que ocorre nas florestas. Combina culturas alimentares com culturas florestais que não enriquecem apenas quem produz mas também todo o ecocistema. A ideia é que o homem deixe de lutar contra a Natureza, recorrendo a químicos e maquinaria pesada, passando a participar de forma harmoniosa nos processos naturais que têm sempre como objectivo o aumento da quantidade e qualidade de vida em todas as suas formas. A agricultura transforma-se numa actividade extremamente produtiva e variada, fonte de prazer e bem estar que para alem de exigir pouco esforço de quem trabalha é uma ferramenta de regeneração dos solos e do meio ambiente. É uma prática ideal para pequenos produtores e para soluções de auto-sustentabilidade. Nestes workshops orientados por Ernst vamos arregaçar as mangas e pôr as mãos na terra, vamos atrás do que funciona, do que gera recursos e vida. Não vamos falar de escassez, mas agir no caminho da abundância!
Vamos plantar uma Agrofloresta!

Os workshops de carácter essencialmente prático vão ser realizados na Quinta de Darei em Mangualde que dispõe de 150ha de reserva ecológica junto ao rio Dão e instalações de alojamento convertidas de um turismo rural.

Ernst Gotsch é um agricultor e pesquisador suíço que começou por trabalhar,nos anos 70, com melhoramento genético de plantas forrageiras. Esta pesquisa permitiu que concluísse que poderia obter melhores resultados na agricultura criando agro-ecosistemas que promovam uma lógica de cooperação entre as várias espécies vegetais. Em 1982 fixou-se no Brasil onde iniciou um projecto de recuperação de uma área de 500ha extremamente degradada. Desde 1993, depois de alcançar resultados extraordinários, tem-se dedicado ao ensino e transmissão dos seus métodos em todo o mundo.
Para conhecer melhor o trabalho Ernst Gotsch com a Argofloresta veja este VÍDEO.

Para inscrições e mais informações: www.sitiocoop.com

Sítio é uma cooperativa dedicada ao desenvolvimento de economias locais.
Tem como grande objectivo contribuir para a criação, organização e transmissão de soluções que contribuam para que os indivíduos e comunidades possam gerir, de forma resiliente, livre e abundante a realidade que habitam.