Paredes em Transição

O movimento Paredes em Transição é uma rede de amigos que vivem na cidade de Paredes, no Norte de Portugal, que partilham a preocupação de que a debilitante dependência em combustíveis baratos de que a nossa sociedade e economia padecem – e que não está a receber a devida atenção dos vários governos, que parecem actuar na premissa de que o petróleo barato e abundante continuará por cá em perpetuidade – possa vir a resultar em graves e imprevisíveis problemas de que a tecnologia não conseguirá livrar-nos, e que poderão afectar muito negativamente o nosso futuro e o dos nossos filhos. Saiba mais no menu Projecto.

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quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Sétimo Workshop de Apicultura com Harald Hafner em Paredes

Dois anos decorridos e mais de 100 novos apicultores formados, é com algum orgulho que anunciamos a abertura de inscrições para o Sétimo Workshop de Apicultura com Harald Hafner em Paredes, em 2014.

As datas das 3 sessões serão as seguintes:
1.ª sessão: 28 de Fevereiro, 1 de Março e 2 Março.
(Sexta 21:15 - 23:15 h; Sab. 9:15 - 17:15 h; Dom. 9:00 - 13:00 h)
2.ª sessão: 12 de Abril

(Sáb. 9-17:00 h)
3.ª sessão: 16, 17 e 18 de Maio
(Sexta 21:15 - 23:15 h; Sab. 9:15 - 17:15 h; Dom. 9:00 h - até terminar, na parte da tarde)


O workshop terá, essencialmente, o mesmo programa dos workshops anteriores, com alguma tónica no campo da apicultura naturalista, e deverá incluir maneio com colmeias Warré e Top Bar, para além das colmeias convencionais até aqui usadas.

Pretende-se que os participantes terminem o workshop com a confiança necessária para tratarem os seus próprios enxames, quer como passatempo, quer como uma possível ocupação a tempo inteiro.

O workshop será conduzido, em língua portuguesa, por Harald Hafner, apicultor austríaco há muito radicado em Portugal, mestre em apicultura, e com uma vasta experiência profissional em vários ambientes, com diversas raças de abelhas e diferentes tipos de colmeia.


O pagamento inclui, ainda, materiais de documentação e apoio entre-sessões e após o workshop. O equipamento necessário será fornecido pela Associação para utilização ao longo do curso.

Os interessados em frequentar este Sétimo workshop poderão fazê-lo enviando a ficha de inscrição preenchida e efectuando a transferência de 75€ (metade do custo do curso) para o NIB da associação Paredes em Transição: NIB 0033 0000 4540 8581 5800 5 do BCP.

Aqui poderão descarregar a ficha de inscrição que deverá ser devidamente preenchida e enviada para o email: cursosparedesemtransicao@gmail.com

Dada a lista de espera, com várias pessoas pré-inscritas, aconselhamos os interessados a inscreverem-se com brevidade, para assegurarem presença.
Aqui poderão encontrar informação sobre como efectuar o pagamento.

Nota: Os participantes que o desejem poderão adquirir o seu próprio enxame, que poderão levantar em data a combinar. É necessário avisar com muita antecedência.

Para mais informações, poderão enviar email para: cursosparedesemtransicao@gmail.com Ou poderão ligar para: 91 376 2626 Mais informação irá sendo disponibilizada aqui.

A associação Paredes em Transição é um organismo sem fins lucrativos com o Número de Identificação Fiscal 509 724 612.

Abaixo, deixamos algumas imagens do Sexto Workshop de Apicultura, que decorreu entre Setembro e Novembro.


Aula teórica no antigo Pavilhão Gimnodesportivo de Paredes.

Aula prática no apiátrio pedagógico de Paredes em Transição.

No apiário pedagógico, na Quinta da Ameixoeira Torta, em Vandoma, Paredes.

Um dos desafios colocados a cada participante: Encontrar a abelha-rainha.


Último dia: confecção de creme de própolis, no antigo Pavilhão Gimnodesportivo de Paredes.

terça-feira, 29 de maio de 2012

Os Nossos Formados Capturaram um Enxame Silvestre

Um dos grandes objectivos do nosso movimento Paredes em Transição é criar comunidade, laços de amizade e entreajuda entre os seus elementos.
O que, neste capítulo, foi conseguido entre os formados do 1.º Workshop Sobre Apicultura com Harald Hafner ultrapassou - e muito - todas as expectativas.
(Digo "formados" porque o curso terminou no dia 20 de Maio, e prometo que em breve colocarei, aqui, fotografias da 3-ª e última sessão).
Ora dizia eu, os nossos formados encontram-se, visitam-se, ajudam-se, aconselham-se, fazem compras de equipamento uns aos outros, e voltam a encontrar-se e a visitar-se. E capturaram um enxame!
No Sábado passado foram vários os que se reuniram na Quinta da Pedra que Fala, no Marco de Canavezes, onde vivem o Carlos e a Sandra, para ajudar na horta, com as abelhas, e confraternizar.
Qual não foi o espanto quando lhes apareceu um enxame silvestre (agora sabemos que era silvestre, e não um enxameamento do apiário do Carlos e da Sandra) e, preparados com o que o Harald lhes ensinou, capturaram o enxame.
Eu estive lá no Domingo, e ajudei o Carlos a substituir os quadros do núcleo por quadros novos, e posso assegurar que era um excelente enxame!
Deixo abaixo um vídeo, filmado pelo telemóvel do novíssimo apicultor Óscar Moreira, que só não se aproximou mais porque não estava equipado.
Os nossos parabéns aos nossos recém-formados, e muitas felicidades com as suas abelhas!
Como eles dizem entre si: Saudações Apícolas!

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Uma Conversa sobre Apicultura com Harald Hafner


Harald Hafner é um apicultor austríaco há muito radicado em Portugal. Conheci-o em Abril de 2011, no Jardim Botânico de Coimbra, onde deu o seu primeiro curso de apicultura no nosso país.

O Harald é um tipo de natureza tímida, mas quando fala em abelhas, a sua paixão pelo tema explode e ouvi-lo falar sobre a vida das abelhas, as fantásticas propriedades do mel, as plantas melíferas, e a apicultura natural é uma delícia.

O seu respeito pelas abelhas, e a sua visão filosófica sobre a apicultura aproxima-o a um mestre oriental, sempre em busca da perfeição.

Quando se colocou a hipótese de iniciarmos o nosso projecto de colmeias comunitárias, dentro da iniciativa Paredes em Transição, não tive qualquer dúvida em convidar o Harald Hafner a vir a Paredes ensinar-nos a trabalhar com as abelhas.

O Harald esteve, há dias, em Paredes, para nos ajudar a escolher o local para estabelecermos o nosso apiário comunitário, e para combinar a orgânica e a logística do workshop de apicultura. Na altura, tivemos esta conversa, que reproduzo abaixo. Vale a pena ler. É uma fonte de inspiração!

O Harald e o Rúben escolhem o melhor local para instalarmos o nosso apiário.

Conversa com Harald Hafner:

Harald, como descobriste a apicultura?

Sempre tive um grande interesse por insectos. Já em miúdo gostava de observar as abelhas e os abelhões no seu trabalho nas flores, no nosso quintal, e fazia experiências com ninhos de formigas e vespas. Aos 12-13 anos cheguei a ter uma colecção de insectos!

Também tinha uma tia-avó que era apicultora, nas montanhas do norte da Itália, e provavelmente foi ali, na sua melaria, que me apaixonei pelo mel e pelas abelhas.


Como foram os teus primeiros passos como apicultor?

Aos 19 anos, estive quase a ter os meus primeiros enxames, influenciado por um apicultor amigo, mas devido à vida de estudante e ao meu gosto pelas viagens, acabou por não acontecer. Só 15 anos mais tarde voltaria a reencontrar a minha paixão pelas abelhas, quando vivi nos arredores de Viena. Um vizinho que tinha abelhas levou-me até à associação de apicultores locais, e acabou por tornar-se numa espécie de padrinho, durante os meus primeiros passos com a apicultura. Comecei com 2 colmeias num quintal no meio dos bosques de Viena. Estas 2 colmeias tornaram-se em 4 no ano seguinte, pois fiz o meu primeiro desdobramento de um enxame e consegui recolher um enxame silvestre. Comecei como apicultor nas horas vagas!


E a partir daí?

Mais tarde, em 2002 fui viver para a República Dominicana, e como aquele clima tropical oferecia condições excelente para a prática da apicultura, decidi levá-la mais a sério. Rapidamente estava a trabalhar com perto de 200 colmeias na zona de Bayaguana. Aprendi imenso com os apicultores locais, como o meu bom amigo, professor, e mestre Miguel Duarte, que me orientou no mundo das abelhas tropicais e africanizadas. Visitas a Porto Rico e à Florida completaram esta parte do meu percurso.


Para além da experiência que foste acumulando com a prática e a convivência com outros apicultores, chegaste a fazer alguma formação nesta área?

Naturalmente passei por um curso de apicultura, como quase todos os apicultores, mas para aprofundar os meus conhecimentos e ter uma educação formal na área, acabei mesmo por fazer um Mestrado em Apicultura na escola apícola de Warth, na Áustria, que terminei em Fevereiro de 2011.


O que mais te fascina na actividade?

A apicultura é, para mim, uma enorme paixão! Uma paixão transformada em profissão. É uma ocupação muito antiga, primordial, como o caçador, o agricultor, o pastor, o oleiro... e que pode ser praticada em quase todo o Mundo. É uma ocupação próxima e ao ritmo da natureza, interessante, gratificante, e que nunca perde o seu fascínio. Não há duas colmeias iguais, nem dois anos iguais...


É sempre um desafio novo...

É uma aprendizagem constante, mesmo depois de acumularmos uma certa experiência, há sempre mais qualquer coisa para descobrir e aprender. Acho a apicultura comparável às grandes artes do Mundo Oriental, uma permanente busca para chegar à mestria e à perfeição.


Há algum episódio marcante que gostarias de partilhar?

Há muitos, começando pela emoção de receber a minha primeira colmeia, e o primeiro dia que passei a observar o voo das abelhas; a primeira colheita, e ver o mel dourado a correr dos favos, como se fosse ouro líquido; ou o primeiro enxame que apanhei...
Lembro me desta viagem em que trazia as primeiras colmeias na República Dominicana, numa noite de tempestade tropical e de ter carregado cada colmeia, pesada, à chuva, 100 m para dentro do mato, na mais completa escuridão!
E também houve o ataque de um enxame de abelhas africanizadas, em Porto Rico, quando preparava o almoço de raízes (mandioca, taro, inhame) e bananas da horta.



E por cá?

Adoro as visitas aos apiários, de manhã muito cedo, com o sol a nascer, ou o regresso ao fim de um dia de trabalho, com o último sol da tarde... passando por rincões do campo, por aldeias de pedra milenar, por caminhos velhos, do tempos dos romanos, e depois os banhos no rio, no Verão, para arrefecer, depois do trabalho duro e dentro do fato de apicultor...
E há a alegria de ver a primeira postura de uma rainha jovem, ou de retirar o primeiro favo branco da época, cheio de pólen e de mel fresco...
É uma lista muito longa, e realmente não sei que história destacar...


O que te convenceu a estabeleceres-te em Portugal?

Foi uma decisão motivada pelo amor e pelas circunstâncias – foi a minha mulher, a Natália, que me ligou a Portugal. E gosto muito de Portugal! É um país lindo, com gente fantástica! Aqui podes desfrutar de uma vida agradável e calma com todas as vantagens de estar no continente europeu.


E naturalmente a apicultura tinha que fazer parte dessa tua nova vida…

Claro! A apicultura já se tinha transformado numa paixão enorme. Na Primavera de 2007, recomecei com 30 colmeias. Agora trabalho com mais de 250, a maioria das quais na Beira Alta.



Como vês a evolução da apicultura?

Actualmente há, em todo o Mundo, um enorme interesse pelo mel e pela apicultura, com imensos projectos novos a serem implementados. Em parte, será motivado pelos preços favoráveis do mel nos mercados mundiais. Parece que estamos, pouco a pouco, a ultrapassar a crise dos últimos 5 a 7 anos, com o desaparecimento dos enxames – o CCD, ou colapso súbito das colmeias – e o declínio generalizado das abelhas. Há muita gente nova interessada pelas abelhas e pela apicultura, seja como passatempo ou seja a nível profissional. Gente com mente aberta, interessada em aprender novos caminhos ou reencontrar os velhos caminhos, mais sustentáveis.
Surgiu um grande movimento de apicultura urbana, e um renovado interesse na apicultura doméstica. Existem colmeias nos telhados de hotéis de luxo em Boston ou New York, ou no telhado da sede da Luis Vuitton em Paris, em jardins botânicos e parques urbanos… são os exemplos mais visíveis desta tendência.
A crise anterior também causou um grande interesse pela apicultura natural, biológica e sustentável. Para mim esse é o caminho que devemos trilhar.


Com enormes mais valias no campo da qualidade…

Exacto. O mel e os outros produtos da colmeia devem ser vistos pelo consumidor como produtos e alimentos de alta qualidade, benéficos para a saúde. O mel produzido industrialmente, com uso indiscriminado de pesticidas químicos, e vendido como um doce qualquer a preço de oferta nas grandes superfícies, devia ser a excepção e não a regra. Devemos motivar o consumidor a procurar os produtos apícolas directamente no produtor, e de perguntar como ele os produz.


Em Portugal ainda não é assim…

Lamentavelmente, em Portugal, a situação da apicultura (como muitos outros sectores) está ainda um pouco atrasado relativamente a estas novas correntes.
Muitos dos novos apicultores que estão a entrar no mercado, e muitos dos projectos actualmente a serem implementados não contemplam a apicultura biológica ou sustentável, livre de químicos. A maioria dos projectos apostam na produção industrial de mel a granel, orientado para os mercados internacionais, e a competir com gigantes de produção de mel como a Argentina, o Brasil, o México, a China e, aqui mais próximo, a Espanha e alguns países do Leste.


Deviam apostar na produção de um mel qualidade…

Deviam apostar na qualidade e na identidade local e específica dos nossos méis, que possuem uma enorme variedade regional, devido à topografia, ao clima e à vegetação variada do nosso território.


As associações não deveriam ter um papel mais activo na disseminação da apicultura natural?

As associações nacionais e regionais representam mais os grandes produtores e fazem muito pouco para adaptar a legislação à realidade dos pequenos e médios produtores, que acabam por ser a esmagadora maioria dos apicultores portugueses! Não há muitos apoios que cheguem de forma directa e fácil ao pequeno produtor. Desperdiçam-se muitos recursos em projectos e estudos repetidos, muitas vezes não representativos, duplicando conhecimentos já existentes, em vez de se aplicar estes recursos directamente na realidade portuguesa.


Como vês o teu papel como Mestre em Apicultura?

Vejo o meu papel um pouco da seguinte forma: sinto a necessidade de partilhar a minha paixão pelas abelhas e pela apicultura, e de ajudar aqueles que se interessam por estes temas a obter a primeira orientação e a dar os primeiros passos nesse mundo fascinante, mas já com uma perspectiva mais ampla e diversa, do que a que obteriam com alguns dos cursos especificamente técnicos existentes no mercado (sem lhes tirar valor algum!).
Também achava importante desta acção formativa surgisse uma rede de novos apicultores que possa crescer em comunidade, uma rede que lhes permita ajudar-se mutuamente, partilhando as respectivas competências.


Alguma mensagem final?

Precisamos de apicultores novos (jovens de mente!), abertos aos desafios crescentes no mundo apícola, com paixão pelo que fazem e cheios de vontade de aprender constantemente novos caminhos e questionar a validade dos velhos! Há um enorme trabalho a fazer para apresentarmos os nossos produtos de uma forma positiva, para obtermos o preço justo por um produto de altíssima qualidade e valor acrescentado!
Também é essencial divulgarmos o papel importantíssimo das abelhas e dos apicultores para a nossa segurança alimentar, através da polinização, de modo a que possamos ter mais abelhas e mais produtividade alimentar.



Sejam bem-vindos ao maravilhoso mundo das abelhas!

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Foi Assim no Curso de Iniciativas de Transição em Sintra

Esta entrada no blog estava prevista há já tanto tempo, mas mais vale tarde do que nunca, e esta entrada não podia faltar. O curso de iniciativas de Transição que decorreu em Sintra nos dias 17 e 18 de Setembro foi simplesmente fenomenal. Não! Foi mesmo, acreditem! Para começar, a qualidade da organização dos colegas de Sintra e das iniciativas da Grande Lisboa foi inigualável. Esta gente trabalha muito bem em conjunto.
Depois, o espaço. O Almáa Sintra Hostel, em plena serra de Sintra, ofereceu um espaço fabuloso para este curso.
A qualidade das formadoras. A sua simpatia e a maneira como conseguiram envolver os formandos.
O ambiente que se criou foi simplesmente fantástico.
A alimentação! Não me posso esquecer da alimentação! Estava óptima!
A cumplicidade que se sentia entre os organizadores.
Finalmente, as pessoas, todas elas.
Tudo isto contribui para que este curso em Sintra fosse inesquecível e, muito provavelmente, impossível de repetir. Perdoem-me se tudo isto parece exagero. Não é.

O curso, ou antes, o preâmbulo começou com uma apresentação sobre a tecnologia Dragon Dreaming, feita pelo José Soutelinho, na Sexta à noite. 

Aqui, a Mandy Dean, uma das duas formadoras que vieram do Reino Unido para dar esta formação.

Um exercício em que os formandos se organizavam por grupos de 7, recebiam fichas com informação sobre o pico do petróleo ou alterações climáticas e depois, em conjunto, construíam a explicação sobre o que consiste o assunto em questão e porque é urgente lidar com ele.

 
Aqui a May East, a nossa formadora brasileira que nos chegou de Findhorn, na Escócia, no que deve ter sido a primeira sessão sobre transição interior com o auxílio de um megafone... Not.


A corrida aos biscoitos que a Filipa Pimentel, coordenadora dos hubs nacionais da Transition Network nos trouxe de Bruxelas.
Este cão, no dia seguinte, saltou para um lago coberto de lentilhas-de-água, pensando tratar-se de um relvado. Minutos mais tarde uma criança fez a mesma coisa. Não, não tenho fotografias desses momentos.

Quem será, quem será? Qual será o próximo grupo a representar, por teatro, um dos 12 passos da criação de um movimento de Transição?

As refeições foram primorosamente preparadas por um grupo de voluntários na cozinha do Almaa Hostel. Deixa ver, foi na Sexta à noite, no Sábado ao almoço, no Sábado ao jantar, no Domingo ao almoço e ainda sobrou para o jantar de Domingo, para os que ainda permaneceram, para ajudar a desmontar as infra-estruturas. Esta gente trabalhou no duro e voluntariamente para nos alimentar! Estou-lhes tão agradecido!
Quais os vários cenários possíveis para um futuro não muito longínquo? Tecnofantasia? Decrescimento criativo? Mad Max?

Sim, tivemos algum vento e no alto da Serra de Sintra fez algum frio...

E assim que cada grupo terminava a sua apresentação, cada elemento podia servir-se com um chocolate de soja oferecido por um dos patrocinadores. (Os colegas de Sintra e das outras iniciativas da Grande Lisboa trabalharam bem!)

A festa no Sábado à noite, à volta da fogueira.

O Maurício do Fojo foi um dos animadores na festa, para além de ser um dos cozinheiros voluntários que nos alimentaram tão bem!

Esta imagem dá uma boa ideia do que foi a festa...

E esta também...

A May, na manhã seguinte, pronta para mais um dia intenso.

E a Mandy. parece que vai voar... Já não me recordo que momento foi este.

Explicando no que consiste a tecnologia open space. Ora vejam lá a abelha polinizadora, que escuta aqui, conta ali, e a borboleta, que escuta aqui, escuta ali... 

O Luís Amaral (Transição Braga), a Natália Escada, a Filipa Pimentel e o Marcos Pais, da Aldeia das Amoreiras.

Exercício de espaço aberto/open space.

Exercício de espaço aberto/open space.

Exercício de espaço aberto/open space.

Exercício de espaço aberto/open space.

Exercício de espaço aberto/open space. A Natália Escada, de Castelo Branco, duas representantes do município do Barreiro e a Manuela Araújo, de Famalicão em Transição.
Exercício de backcasting. Como queremos que seja o futuro daqui a 20 anos, e que passos teremos que dar para lá chegar?

Exercício de backcasting. Como queremos que seja o futuro daqui a 20 anos, e que passos teremos que dar para lá chegar? (os vários passos nos post-its coloridos).
Aqui, o nosso colega Juan del Rio, de Barcelona en Transició, na hora das despedidas. Isto foi antes do abraço de caracol.


Apoiado!


Talking stick. Quando sentíamos que o que tínhamos dizer era mais importante, pegavamos no pau maior. Foi a intervenção de despedida da May.

O abraço de caracol, que o Juan nos ensinou. Uma pessoa ficava no meio e as outras formavam espirais à sua volta, e à volta umas das outras até formarmos um único abraço comunitário.


Imagem de grupo. Onde está a Natália?


Até uma próxima reunião! Foi um prazer ter ajudado a dar este curso, foi um prazer ter encontrado amigos da Transição que já não via há algum tempo, foi um prazer fazer tantos amigos novos!

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Curso de formação em Iniciativas de Transição

Quer saber mais a fundo o que é a Transição?
O que precisa para arrancar uma iniciativa de Transição?
Quer conhecer quem está por trás deste movimento?

Estas e outras questões serão respondidas no curso que os nossos colegas de Sintra em Transição e do conjunto de iniciativas da zona da Grande Lisboa estão a organizar para o fim-de-semana de 17 e 18 de Setembro. Este curso é essencial para quem se encontra ligado a uma iniciativa de Transição ou está a considerar participar ou criar iniciativa de Transição . 

Horário: 17 setembro 2011 às 9:30 a 18 setembro 2011 às 18:00
Local: Almaa Sintra Hostel
Organizado por: Iniciativas de Transição de Lisboa (coordenação Sintra)



Descrição do evento:Uma oficina de fim-de-semana sobre os fundamentos da Transição direccionada a quem deseja saber mais sobre ferramentas práticas para construir, planear e gerir uma Iniciativa de Transição.
Queremos proporcionar aos diferentes agentes que intervêm na temática das cidades sustentáveis a oportunidade de aprender técnicas e metodologias para uma maior resiliência das nossas comunidades.
Este workshop de dois dias inclui uma introdução teórica e prática sobre Transição e tem como principais objectivos:
 - Aprofundar conhecimentos para a experiência de uma Iniciativa de Transição

- Saber mais sobre como aplicar os primeiros passos do modelo de Transição
- Aprender métodos inovadores de aprendizagem, participação e facilitação (dinâmicas de grupo)
- Aprender formas de recapacitação individual
- Conhecer pessoas de várias Iniciativas de Transição e partilhar sucessos e dificuldades

O curso será leccionado em Português e em Inglês com tradução.Para mais informações sobre o conteúdo do curso visitem: http://www.transitionnetwork.org/support/training/training-transition
Mais informações sobre o evento em geral:http://cursodetransicao.blogspot.com/