Paredes em Transição

O movimento Paredes em Transição é uma rede de amigos que vivem na cidade de Paredes, no Norte de Portugal, que partilham a preocupação de que a debilitante dependência em combustíveis baratos de que a nossa sociedade e economia padecem – e que não está a receber a devida atenção dos vários governos, que parecem actuar na premissa de que o petróleo barato e abundante continuará por cá em perpetuidade – possa vir a resultar em graves e imprevisíveis problemas de que a tecnologia não conseguirá livrar-nos, e que poderão afectar muito negativamente o nosso futuro e o dos nossos filhos. Saiba mais no menu Projecto.

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quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

"Será que a ASAE deixa?" na imprensa local

Tencionamos colocar aqui no blog informação relativa aos resultados da sessão de esclarecimento do dia 17, para tentar passar o máximo de informação possível à comunidade. Para tal, será necessário escutar as gravações que fizemos e consultar apontamentos, o que levará o seu tempo.
Lamentamos não poder partilhar aqui a gravação, e também não temos acesso à apresentação que a ASAE fez, mas de qualquer modo, gostaríamos de agradecer a amável presença de José António Flores, técnico superior da ASAE e de Jorge Loureiro, chefe das finanças em Paredes, que tiverem imensa paciência e responderam a todas as questões que lhes foram colocadas. E agradecemos o humor com que responderam a algumas delas!


Para já, deixamos esta imagem da reportagem que saiu no jornal "O Progresso de Paredes", da autoria do jornalista Daniel Sousa e Silva.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Um jardim subversivo!

Como disse alguém, um dia, o acto de passarmos a produzir (pelo menos) parte do que comemos tem algo de subversivo... Assegurarmos a produção de uma boa parte do que consumimos confere-nos um poder enorme, que neste momento reside nas cadeias de distribuição.
Imagine-se o poder que os cidadãos portugueses teriam nas mãos se a maioria dos alimentos consumidos no nosso país fossem de produção local! A quantidade de energia que não se consumiria! A quantidade de carbono que não seria libertada para a atmosfera! A quantidade de dinheiro que não se acumularia nas contas das EDPs, GALPS e quejandos!

Num esforço nesse sentido, algures em Paredes, um grupo de cidadãos decide plantar uma árvore de fruto (neste caso, uma oliveira), sem dar cavaco. (Podemos dizer que a ocasião fez o ladrão ;-).

Com o devido respeito pelo fotógrafo e pelo valor histórico da imagem em questão, esta aqui lembra-me aquela fotografia famosa do Joseph John Rosenthal, tirada durante a Segunda Guerra Mundial, com os Marines a erguerem a bandeira americana no topo do Monte Suribachi, durante a batalha de Iwo Jima... simbólico?

Minhocas ENORMES! Imensas! Excelente!

As oliveiras são, por norma, árvores bastante rústicas e aguentam bastantes abusos, o que as torna numa das nossas espécies produtivas de maior sucesso, mas é sempre bom mantê-las bem hidratadas nos primeiros dias no novo local.

Ide por esse Mundo e plantai árvores!

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Como chegar à sessão de esclarecimento "Será que a ASAE deixa?"

É muito simples. Para quem vier de comboio, basta subir a Avenida da República. A Junta de Freguesia de Castelões de Cepeda (Paredes) fica mesmo em frente à Caixa Geral de Depósitos.
Para quem se deslocar em viatura própria, assumindo que chega de fora de Paredes, e vem pela auto-estrada A4:
Se vier do Porto: Saída Paredes. na Rotunda que se segue à saída da A4 vira à direita e mais à frente, junto ao Hospital da Misericórdia de Paredes vira à esquerda. Segue até à Avenida da República, vira à esquerda e a Junta de Freguesia fica logo do lado direito.
Se vier de Amarante: Saída Paredes Sul. Depois de passar sob a linha de caminho-de-ferro do Douro e da Rotunda Francisco Sá Carneiro, vira à direita para a Avenida da República. Ver informações acima para chegar à sesssão.


Será que ninguém se lembra de dizer à gente da Google que já há alguns meses que Paredes se encontra sob um forte coberto de nuvens?

Mais fácil aqui.

domingo, 4 de dezembro de 2011

Será que a ASAE deixa?

É com prazer que informamos que no dia 17 de Dezembro teremos, em Paredes, uma sessão de esclarecimento sobre a regulamentação do comércio local de alimentos, com a presença de elementos da ASAE e das Finanças, à semelhança da sessão que os colegas de Portalegre organizaram em Abril último.
A sessão terá lugar no auditório da Junta de Freguesia de Castelões de Cepeda (Paredes) entre as 15 e as 17:00h.


“Como apoiar a produção local e o comércio de proximidade?” é o tema de uma sessão de esclarecimento que decorrerá no próximo dia 17 de Dezembro, entre as 15:00 e as 17:00 horas, no auditório da Junta de Freguesia de Castelões de Cepeda (Academia de Música de Paredes).

A iniciativa, promovida pela "Paredes em Transição – Associação para o Desenvolvimento Sustentável de Paredes" com o apoio da Junta de Freguesia de Castelões de Cepeda e da Associação Empresarial de Paredes, conta com a participação de técnicos da ASAE e das Finanças.
O desconhecimento das leis e dos regulamentos, e dos métodos de actuação da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica, bem como as exigências fiscais, acabam, muitas vezes, por funcionar como um obstáculo ao desenvolvimento da economia local.
Esta sessão de esclarecimento procurará dar resposta a questões que se colocam aos "pequenos" produtores locais e a todos aqueles que lidam com produtos alimentares, querendo, também, contribuir para o desenvolvimento de uma economia local forte e resiliente.
Nesta sessão de esclarecimento poderá encontrar resposta a questões como:

“Poderei obter alguma receita adicional com a produção do meu quintal?”; “Poderei valorizar a minha produção frutícola através de métodos de transformação tradicionais?”;
“Poderei obter alguma receita suplementar com a criação dos meus animais?”
“Como gerente de restaurante, poderei comprar produtos directamente ao produtor local, ou usar produtos do meu próprio quintal?

Agradecimentos aos colegas de Portalegre pelo pioneirismo e pelo apoio que nos deram na preparação, e aos colegas de Telheiras e Sintra, pelo aconselhamento gráfico.
Optámos por manter o título “Será que a ASAE deixa?”, por um lado, porque é bom, por outro por respeito à gente de Portalegre, esperando que colegas de outras iniciativas o venham a adoptar no futuro, e que este evento de inegável utilidade para a comunidade venha a tornar-se um clássico do movimento de Transição em Portugal.

Ficam todos convidados a aparecer.
Um abraço de Paredes em Transição

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Iniciam-se as “Conversas Abertas” na Biblioteca de Paredes sobre o Circuito de Arte Pública

No âmbito do Polo do Design de Mobiliário de Paredes, decorrerá no edifício original da Biblioteca Municipal de Paredes (antiga Escola de Conde de Ferreira), no próximo dia 2 de Dezembro, pelas 21h30, a primeira de uma série de “Conversas Abertas”, a propósito da implementação do Circuito Aberto de Arte Pública de Paredes, conjunto de 22 obras de arte contemporânea que serão instaladas na cidade de Paredes ao longo da primeira metade de 2012.
O Circuito foi lançado pela Câmara Municipal de Paredes, com a colaboração do Centro de Investigação em Ciência e Tecnologia das Artes (CITAR) da Universidade Católica – Porto e insere-se na Parceria para a Regeneração Urbana que integra o Polo do Design de Mobiliário, instrumento cofinanciado pela União Europeia que visa requalificar não apenas a cidade do ponto de vista físico mas também contribuir para o desenvolvimento da indústria local do mobiliário e a criação de valor ao seu produto por via do design.
Estas Conversas, abertas ao público em geral, decorrerão em ambiente informal com figuras envolvidas na implementação do Circuito e com convidados cujo percurso pessoal e profissional as habilita a debater o tema da arte no espaço público.
As Conversas visam propor a todos os que residem e/ou trabalham em Paredes elementos de informação sobre o projeto em curso, avançar tópicos de discussão e de reflexão a ele associados e mobilizar a comunidade para receber o projeto de modo informado e crítico.
Especialistas e cidadãos terão oportunidade de conversar abertamente sobre um Circuito que valorizará e qualificará o espaço público da cidade de Paredes.
A primeira sessão terá como convidados o Arquiteto Belém Lima e representantes dos gabinetes de arquitetura And.Ré e Spaceworkers, estando a moderação a cargo do jornalista Tito Couto.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Os Malucos das Máquinas Rolantes

Organizado com muito carinho e muita dedicação pelo nosso amigo Benjamin Bambino, eis que se aproxima o 4.º Grande Prémio de Veículos sem Motor de Paredes. Este evento que atrai multidões e visitantes de fora de Paredes é já no dia 10 de Julho. Aqui fica a informação:

“OS MALUCOS DAS MÁQUINAS ROLANTES”
4ºGP Veículos S/Motor
10 Julho 2011-Cidade de Paredes

Forma uma Equipa, Inventa um Veículo Artesanal e Participa na Corrida mais Louca do Ano e
mostra toda a tua imaginação. Solicita a tua ficha de inscrição no café PONTO DE ENCONTRO
em Paredes ou em geral.pimpampum@hotmail.com.

REGULAMENTO:
- Cada equipa será formada por 4 Elementos, (sendo 1 piloto e 3 animadores).
- 11 Anos, idade mínima, obrigatória para o piloto.
- Nome obrigatório para a equipa.
- Travões, Direcção e Capacete obrigatório.
- A inscrição para a prova até ao dia 5 de Julho 2011.
- Após este limite, cada inscrição acresce 5€.
- Pontuação: Criatividade (veículo); Animação (equipa); Vestuário.
- Valor de inscrição por equipas 10,00€ (seguro incluído)

PROGRAMA:
15h00m Concentração das Equipas, na Praça José Guilherme.
16h00m Início do 4ºGP Veículos S/Motor “Os Malucos das Máquinas Rolantes”
Musica e animação com a Turma Palhaço Alegria.
18h30 Entrega de Prémios

Prémios para as 3 Primeiras Equipas e Lembranças para Todos os participantes.

Aqui fica um vídeo colocado no YouTube pela equipa vencedora em 2008:

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Celebrações da Páscoa - cimentando uma comunidade

A Páscoa é, sem sombra de dúvida, uma das minhas celebrações favoritas no ano. Talvez mais do que o Natal, a Páscoa incorpora o espírito da comunidade.

Lembro-me de, quando era criança, de manhã cedinho, aguardar na rua, em traje domingueiro (quase sempre roupa nova) a chegada da cruz. Nós, os miúdos, corríamos a espalhar pétalas, flores e folhas de hera à entrada da casa, criando um tapete florido para acolher a entrada do compasso. E enquanto o fazíamos, competíamos com a intensidade crescente do som do sino, que precedia a chegada do compasso.
A casa era impecavelmente limpa, o jardim, a entrada, a sala onde nos reuniríamos para beijar a cruz.
A paz esteja convosco. Aleluia! Aleluia! Cristo ressuscitou. Aleluia! Aleluia! 
A casa era benzida com água benta, na altura, pelo saudoso Padre Araújo.
Havia amêndoas e pão-de-Ló na mesa, e corríamos de casa em casa, beijando a cruz em casa dos avós, dos tios, dos vizinhos... O compasso visitava primeiro a casa do Sr. Belmiro e da Sra. Almerinda, agricultores, e nós lá estávamos, para depois subir as escadas da D. Mariazinha, onde não não faltavam os sonhos em calda e os russos com chocolate.
Inconscientemente, para mim, a Páscoa era igualmente a celebração da Primavera. Havia sempre bom tempo (posso estar errado, mas em 40 anos, lembro-me de, talvez, 2 domingos de Páscoa molhados), por vezes era, também, o primeiro dia do ano em que me deixavam pendurar o casaco e andar em mangas de camisa. As manhãs de Páscoa tinham sempre muita luz, e as árvores voltavam a vestir-se de folhas.
Agora que somos adultos e pais, a Páscoa continua a ter a sua magia, e tentámos que a nossa filha possa experimentar todas aquelas sensações maravilhosas.
Agora são as portas da nossa própria casa que abrimos à entrada do compasso, onde figuram sempre amigos e conhecidos. E começam a aparecer os filhos de amigos, que integram o compasso.
E continuamos a ir beijar a cruz a casa dos pais, do avô, dos tios, dos amigos... é assim a tradição.

Os meu vizinhos Sr. Amaro e D. Zeza, com a família , aguardando a chegada do compasso.

Que não podia falhar...

A paz esteja convosco. Aleluia! Aleluia! 

A ver a banda a passar. Como me pude esquecer de falar da banda acima!Não pode haver domingo de Páscoa sem música!

Gasóleo a 1.439, gasolina a 1.629 

Não é fácil ser maestro! Mais uma banda.

E há quem não tenha paciência para esperar que a banda prossiga e decida ultrapassá-la pelo passeio pedonal... 


Mais um compasso. 

Ao fim do dia, a comunidade reúne-se na avenida, no adro, na escadaria para assistir à entrada das cruzes na igreja. Encontramos amigos, conhecidos, trocam-se cumprimentos, abraços e ideias.

 Tlim, tlão, tlim, tlão...


As cruzes reunidas a descer a Avenida da República.


Foi um dia longo, sem dúvida. 


O pároco de Paredes, o Padre Vitorino Soares.

Mais cruzes. É pena que a quadra passe tão depressa.


Do ponto de vista do movimento de Transição, a reconstrução da comunidade é absolutamente fundamental, e celebrações como a Páscoa são importantíssimas. É certo que as coisas não são como eram, mas a magia mantêm-se, e nós cá estamos para ajudar a que se mantenha durante muitos mais anos.

quarta-feira, 9 de março de 2011

Inédito em Paredes

Trabalhando junto ao mar, vejo gaivotas praticamente todos os dias. Dezenas, centenas, por vezes. Mas em Paredes, onde vivo, em 40 anos, tinha visto gaivotas exactamente... 2 vezes. A primeira, quando andava no nono ano, a sobrevoar a Secundária de Paredes, numa manhã de nevoeiro. Tão insólita quanto fantasmagórica... Lembro-me de ter comentado com os meus colegas "Deve andar perdida com o nevoeiro..." A segunda foi há muito pouco tempo, quando conduzia para o trabalho, igualmente numa manhã de nevoeiro. Este fim-de-semana, completamente inédito, numa tarde soalheira, uma gaivota passeava-se airosamente nos relvados do Parque José Guilherme, para depois mergulhar e voltar a mergulhar nos lagos da escadaria do palácio da Justiça. Será uma nova tendência?