Paredes em Transição

O movimento Paredes em Transição é uma rede de amigos que vivem na cidade de Paredes, no Norte de Portugal, que partilham a preocupação de que a debilitante dependência em combustíveis baratos de que a nossa sociedade e economia padecem – e que não está a receber a devida atenção dos vários governos, que parecem actuar na premissa de que o petróleo barato e abundante continuará por cá em perpetuidade – possa vir a resultar em graves e imprevisíveis problemas de que a tecnologia não conseguirá livrar-nos, e que poderão afectar muito negativamente o nosso futuro e o dos nossos filhos. Saiba mais no menu Projecto.

Mostrar mensagens com a etiqueta Mobilidade. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Mobilidade. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 29 de junho de 2011

E se um dia grande parte dos carros for assim?

Raramente encontro um vídeo relacionado com tecnologias para a sustentabilidade que me entusiasme tanto quanto este. Isto é quase como re-inventar a roda. Quem pensaria que se poderia projectar um carro que possa circular durante duas horas com um carregamento de ar comprimido que pode ser efectuado em apenas 3 minutos? E que esta tecnologia, ainda no início, promete muito mais?


No primeiro exemplo, do engenheiro francês Guy Negre, o motor é uma evolução do motor convencional com pistões, substituindo-se a explosão do combustível por ar comprimido. O segundo exemplo, do australiano Angelo Di Pietro, apresenta um motor rotativo  ainda mais revolucionário.


Estes dois exemplos (principalmente o segundo) enchem-me de esperança para um futuro bastante menos dependente de combustíveis fósseis. Vejam que vale a pena!


terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Última viagem do Comboio Regional no Ramal de Cáceres... e os nossos colegas de Portalegre em Transição estiveram lá

A CP diz que cada passageiro lhe custa mais de 125 € por viagem.
Talvez a CP não tenha explorado as potencialidades daquela linha da melhor maneira...
Talvez a CP não tenha sabido adaptar-se à nova realidade do interior português...
Talvez a CP não esteja vocacionada para gerir estas linhas regionais menos lucrativas...
Talvez a gestão destas linhas há muito que devia ter sido retirada à CP e entregue a entidades regionais que melhor as soubessem gerir...
Talvez estas linhas de interior que não geram lucros devessem ser vistas de outra maneira... como parte de um programa mais vasto para revitalizar o interior...
O que aconteceu é uma pena. Mais uma machadada na resiliência desta zona do Alentejo... E depois, como vai ser?


Os nossos colegas de Portalegre em Transição estiveram lá. O nosso abraço para eles.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

A bicicleta em vez do automóvel ...

Não costumamos reproduzir conteúdos de outros blogs, mas este texto que o meu amigo Paulo Guerra dos Santos colocou no blog 100 dias de bicicleta em Portugal agradou-me sobremaneira...

A bicicleta em vez do automóvel ...


Para os ignorantes que arranjam desculpas a justificarem-se por serem pobres e pouco desenvolvidos, e que tentam gozar com quem utiliza a bicicleta em vez do automóvel para se deslocar, aqui vai o texto para lhes responder à letra:

1º Agradecer-lhes por utilizarem o automóvel diariamente. Assim, contribuiem com muito mais impostos para que os 230 deputados, mais ministros, seretários e sub-secretários de estado ganhem a vida. Como sabem, em Portugal, 60% do preço por litro de combustível vai directamente para o estado, em impostos. Acrescentar a isso que quase metade do preço de um carro novo é imposto.

2º Que por mês, quem utiliza a bicicleta poupará cerca de 200€ por não utilizar o automóvel, entre combustível, desgaste do carro e estacionamento.

3º Escusam de gastar dinheiro e tempo em ginásios, só para manter a forma. De acordo com dados do Ministério da Saúde, 50% dos portugueses têm gordura a mais no corpo. Certamente que muitos deles serão orgulhosos automobilistas que se fazem deslocar todos os dias ... quietinhos no assento do seu automóvel.


4º Nos países ricos e desenvolvidos (entenda-se: países com pessoas ricas e desenvolvidas) como a Holanda, a Dinamarca, a Alemanha, a Suécia, a Finlândia e até mesmo aqui ao lado em Espanha, a bicicleta é utilizada como meio de transporte por muita gente rica e desenvolvida, coisa que naturalmente muitos dos que utilizam o automóvel diariamente não serão, comparativamente com os povos dos países acima referidos.

5º Que se vive mais intensamente o caminho de casa para o trabalho, interagindo com o meio envolvente, parando quando e onde se quer, encontrando pessoas conhecidas e até, imagine-se, chegar por vezes mais depressa ao nosso destino, sem termos que nos deslocar enfiados numa lata com uma tonelada, rodeado num pára-arranca por pessoas enfiadas noutras latas semelhantes, e ainda pagar (e bem) por isso.

6º De acordo com dados médicos, sabem o que se diz de ciclistas, maratonistas e outros desportistas sobre o seu desempenho sexual? Certamente que devem imaginar ...

7º Na vida há coisas bem mais importantes do que a estupidez e a ignorância, e que, em vez de se gastar 20 a 30% do nosso ordenado a viajar de automóvel todos os dias para o trabalho, é sem dúvida bem melhor viajar algumas vezes no ano de avião e visitar os países com pessoas ricas e desenvolvidas. Pode ser que assim se aprenda qualquer coisa e se evolua.

8ª Que é muito bom estar-se nas tintas para a ignorância dos outros, no que respeita a mobilidade, modos suaves de transporte e qualidade de vida no centro das nossas cidades.

Atentamente.

- Paulo Guerra dos Santos
- Utilizador de bicicleta como meio de transporte diário, na capital de um país com gente pobre e pouco desenvolvida.
- Mestre em Vias de Comunicação e Transportes
- Professor, Formador e Engenheiro Civil