Paredes em Transição

O movimento Paredes em Transição é uma rede de amigos que vivem na cidade de Paredes, no Norte de Portugal, que partilham a preocupação de que a debilitante dependência em combustíveis baratos de que a nossa sociedade e economia padecem – e que não está a receber a devida atenção dos vários governos, que parecem actuar na premissa de que o petróleo barato e abundante continuará por cá em perpetuidade – possa vir a resultar em graves e imprevisíveis problemas de que a tecnologia não conseguirá livrar-nos, e que poderão afectar muito negativamente o nosso futuro e o dos nossos filhos. Saiba mais no menu Projecto.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

A Palestra com Jacqi Hodgson, em Paredes

E a palestra aconteceu.

A ideia surgiu quando me encontrei com a Jacqi Hodgson, ao fim da tarde da Quarta-feira, 20 de Outubro para prepararmos o workshop para o dia seguinte. A Jacqi tinha a noite de Sexta-feira livre. Eu tinha uma reunião de condomínio. Tínhamos a Quinta e a Sexta-feira para encontrarmos um espaço adequado, construir uma audiência e preparar os conteúdos. Era em cima da hora, e o tempo era escasso. E tínhamos praticamente todo o dia de Quinta e Sexta-feira ocupados pela conferência, e sem acesso a telemóveis.
Na noite dessa Quarta-feira, em casa, comecei a enviar e-mails. Da parte do movimento Paredes em Transição, entre reuniões de condomínio, trabalho, bilhetes para teatro para uma família inteira já comprados, o panorama era desolador. Encontrei o talentoso Sr. Chris Ripley (que construiu uma bela casa usando fardos de palha, em Tábua) na Internet, que colou uma mensagem na rede social Transição e Permacultura Portugal. O João Leitão recebeu a minha mensagem e re-enviou-a para os 1,381membros da mesma rede, de que foi o criador. Eu coloquei uma mensagem neste blog e cruzei os dedos. Era essencial que conseguíssemos pelo menos 15 pessoas, o que considerava o número mínimo para termos massa crítica.
E as respostas começaram a chegar. Na Quinta-feira de manhã, mais uma vista de olhos à minha caixa de correio electrónico e ficava decidido que a palestra iria acontecer. Parecia que teríamos audiência.
Na Quinta-feira por volta da hora do almoço telefonavam-me a anunciar que a Câmara Municipal de Paredes nos permitiria utilizar o auditório na Casa da Cultura - que miraculosamente não estaria a ser utilizado!
O workshop na tarde do dia 21 na GLOCAL 2010 correu muito bem. Ao fim do dia, eu e o Rúben Carminé desdobrava-mo-nos ao telemóvel. Parecia que teríamos as 15 pessoas.
Na Sexta-feira ao fim do dia, eu e a Jacqi chegávamos a Paredes, ainda a tempo de assistir à distribuição dos cabazes do programa PROVE, na Cooperativa Agrícola de Paredes.
Trabalhámos os conteúdos da palestra sem a mais pequena ideia de quantas pessoas apareceriam - 10, 15, 20, 30? - e depois de um jantar à pressa, abalámos para a Casa da Cultura, caminhando com os cartazes, livros, computador, marcadores, máquinas fotográficas...
Tivemos cerca de 30 pessoas (28, para ser mais preciso). A plateia era constituída maioritariamente por paredenses, mas havia gente de Vila Nova de Famalicão, Rio Tinto, Marco de Canaveses, Amarante e Penafiel. O José Pedro, do Marco, teve uma avaria no carro e pagou 25 € a um taxista para o levar a Paredes!

A palestra foi feita comigo a traduzir cada tirada da Jacqi, para aqueles cujo domínio do inglês não era completo. Iria tomar-nos pelo menos mais metade do tempo do que se ela a fizesse sozinha, mas valeu a pena. Para muitos dos presentes, foi a primeira vez que ouviram falar em "Pico do Petróleo".
Também deu para ver a curiosidade que começa a criar-se em Portugal à volta do movimento de Transição.

Não conseguimos fazer o exercício de backcasting como havíamos feito no dia anterior, na Glocal, por causa do tempo, mas ainda chegámos a construir com a audiência os pressupostos e a pintar o futuro desejado para 2030.

No fim da palestra, o Rúben e a Alda, que tinham aparecido com um cabaz de frutos e hortícolas, ainda apresentaram o projecto PROVE Terras do Sousa.

Duas lições a aprender:
1. aproveitar todas as oportunidades que se nos apresentem. Trazer a Jacqi a Paredes a custo zero foi uma oportunidade fenomenal.
2. filmar e fotografar todos estes eventos, para poder partilhá-los com a comunidade. Eu tinha levado máquina fotográfica, mas estava tão concentrado em ouvir o discurso da Jacqi, para o traduzir em seguida, que me esqueci completamente de tirar fotografias. As que aparecem, acima, foram tiradas pela própria Jacqi e pela Patrícia Costa Neto, de rio Tinto.

Nesta palestra foram perdidos um telemóvel e a chave de um automóvel Opel. Se alguém souber de alguma coisa, faça o favor de mo dizer!

2 comentários:

Maria disse...

Pena não ter sabido antes, eramos +5.
Parabéns pela iniciativa!
Beijinhos Tila

Miguel Ângelo Leal disse...

Tila, haverão muitas, muitas oportunidades no futuro! Há tanto, tanto por fazer!