Paredes em Transição

O movimento Paredes em Transição é uma rede de amigos que vivem na cidade de Paredes, no Norte de Portugal, que partilham a preocupação de que a debilitante dependência em combustíveis baratos de que a nossa sociedade e economia padecem – e que não está a receber a devida atenção dos vários governos, que parecem actuar na premissa de que o petróleo barato e abundante continuará por cá em perpetuidade – possa vir a resultar em graves e imprevisíveis problemas de que a tecnologia não conseguirá livrar-nos, e que poderão afectar muito negativamente o nosso futuro e o dos nossos filhos. Saiba mais no menu Projecto.

domingo, 20 de junho de 2010

Uma Horta nas Alturas

A Primeira entrada…

O blog “Paredes em Transição” tardou em ver a luz do dia, e esta primeira entrada chega um pouco atrasada, mas dado que nos encontramos em plena quadra dos Santos Populares, não podemos deixar passar a oportunidade de partilhar esta experiência (e já verão porquê).
De acordo com um dos objectivos do movimento Paredes em Transição, que é incentivar as pessoas a cultivarem parte dos alimentos que consomem, iniciámos, há pouco mais de dois meses, o processo de criação de uma horta no nosso terraço. Esta entrada descreve as nossas tentativas, erros e sucessos.


Como um dos objectivos da experiência era conseguir produzir alimentos a baixo custo, usámos caixas de esferovite que nos foram cedidas na peixaria, que de outro modo iriam parar ao lixo. O custo das caixas: zero. Dada a quantidade de sardinha que se consome nesta quadra dos Santos Populares, estas caixas podem ser obtidas facilmente.



Foi um projecto em família, e para a nossa filha uma experiência completamente nova.


No início, tivemos que descobrir o balanço correcto de luz e sombra que as plantas necessitavam. Algumas acabaram por murchar, mas a esmagadora maioria sobreviveu e desenvolveu-se muito bem. Descobrimos uma das grandes vantagens das caixas de esferovite: permitem uma fácil e rápida reorganização do espaço.



Com o tempo,a horta começava a ganhar forma, e para a nossa filha, um novo mundo a descobrir.



Os pardais também descobriram os atractivos da nossa horta, e tivemos que recorrer a soluções para os desincentivar a transformar uma bela alface num talo desprovido de folhas.


Cada caixa contou com um cravo-túnico. Emprestam o colorido ao conjunto e são, supostamente, tóxicos para alguns nemátodos que parasitam as plantas.

A colecção de plantas aromáticas e condimentares já contava com oregãos, salsa, salva, tomilho, segurelha e cebolinho. Apenas a segurelha mostrou problemas de desenvolvimento.



Alfaces, acelgas, etc... 30 de Maio...


Alfaces, acelgas, etc... 21 de Junho.


Rabanetes. 30 de Maio...


Rabanetes. 21 de Junho.

A experiência tem sido proveitosa, e uma fonte de satisfação quer para nós, quer para a nossa filha. Nada como confeccionarmos uma salada com uma alface e um rabanete colhidos minutos antes. Oregãos, salva, salsa e coentros frescos têm servido para condimentar inúmeros pratos.
Acima de tudo, tem sido uma curva de aprendizagem para todos nós, e ainda há muito para vir!
Serve ainda para demonstrar que com alguma imaginação se consegue criar uma horta produtiva em pouco espaço e com muito pouco dinheiro. A maioria das plantas e sementes proveio de trocas com amigos e, curiosamente, foi a terra - comprada a saco - a componente mais onerosa deste projecto.
Tem valido bem a pena! Porque não tentar você também?

1 comentário:

Xana disse...

Nós também temos uma horta. Dá jeito para as sopas do Filipe, porque sabemos exactamente o que ele come... É só produtos saudáveis, plantados e regados com o amor do papá... A mãe toma conta do bebé enquanto o pai trabalha na lavoura... por isso também colabora!